{"id":242,"date":"2025-03-12T14:42:59","date_gmt":"2025-03-12T17:42:59","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=242"},"modified":"2025-05-19T14:24:30","modified_gmt":"2025-05-19T17:24:30","slug":"ausencia-e-a-morte-presumida-no-cc-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/03\/12\/ausencia-e-a-morte-presumida-no-cc-2002\/","title":{"rendered":"Aus\u00eancia e a Morte Presumida no CC\/2002"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242?action=genpdf&amp;id=242\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<p class=\"\">A aus\u00eancia e a morte presumida s\u00e3o institutos presentes no C\u00f3digo Civil Brasileiro (Lei n\u00b0 10.406, de 10 de janeiro de 2002) que tratam de situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas espec\u00edficas relacionadas ao desaparecimento de uma pessoa e \u00e0 sua repercuss\u00e3o no \u00e2mbito patrimonial e familiar. Esses institutos visam trazer seguran\u00e7a jur\u00eddica e atender \u00e0s necessidades dos interessados em regularizar os bens e responsabilidades deixadas por estas pessoas desaparecidas. A seguir, detalharemos os dispositivos que regulam essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<br><br><br>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1. A Extin\u00e7\u00e3o da Pessoa Natural e a Morte Presumida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo&nbsp;<strong>6\u00ba<\/strong>&nbsp;do C\u00f3digo Civil estipula que a exist\u00eancia da pessoa natural termina com a morte. Entretanto, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, presume-se a morte, mesmo que o corpo n\u00e3o tenha sido localizado. A morte presumida est\u00e1 regulamentada nos artigos&nbsp;<strong>7\u00ba<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>22<\/strong>&nbsp;a&nbsp;<strong>33<\/strong>&nbsp;do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>1.1. Morte Presumida sem declara\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<section>\n            <div class=\"artcitation\">\n                <p>\n                   <strong> Artigo 7\u00ba<\/strong> Pode ser declarada a morte presumida, sem decreta\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia:\n                <\/p>\n                <ul>\n                    <li>\n                        <strong>I &#8211;<\/strong> se for extremamente prov\u00e1vel a morte de quem estava em perigo de vida;\n                    <\/li>\n                    <li>\n                        <strong>II &#8211;<\/strong> se algu\u00e9m, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, n\u00e3o for encontrado at\u00e9 dois anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino da guerra.\n                    <\/li>\n                <\/ul>\n                <p>\n                    <strong>Par\u00e1grafo \u00fanico.<\/strong> A declara\u00e7\u00e3o da morte presumida, nesses casos, somente poder\u00e1 ser requerida depois de esgotadas as buscas e averigua\u00e7\u00f5es, devendo a senten\u00e7a fixar a data prov\u00e1vel do falecimento.\n                <\/p>\n            <\/div>\n        <\/section>\n\n\n\n<p class=\"\">De acordo com o&nbsp;<strong>artigo 7\u00ba<\/strong>, a morte presumida pode ser declarada judicialmente, mesmo sem que a pessoa tenha sido declarada ausente, em duas situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>I &#8211; Perigo de vida<\/strong>: Se for extremamente prov\u00e1vel que uma pessoa tenha falecido em raz\u00e3o de estar em perigo de vida, pode-se requerer a decreta\u00e7\u00e3o da morte presumida.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>II &#8211; Desaparecimento em campanha militar ou pris\u00e3o em guerra<\/strong>: Caso a pessoa tenha desaparecido em campanha ou tenha sido prisioneira, poder\u00e1 ser declarada a morte presumida se n\u00e3o for encontrada at\u00e9 dois anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino da guerra.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">O par\u00e1grafo \u00fanico do artigo disp\u00f5e que, nesses casos, a declara\u00e7\u00e3o de morte presumida s\u00f3 ser\u00e1 deferida <span class=\"highlight_yellow text_highlighter\">ap\u00f3s esgotadas todas as buscas e averigua\u00e7\u00f5es poss\u00edveis<\/span>, sendo necess\u00e1rio que o juiz fixe a data prov\u00e1vel do falecimento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<br><br><br>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2. Regime Jur\u00eddico da Aus\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Nos casos em que n\u00e3o h\u00e1 certeza da morte da pessoa desaparecida, mas tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios suficientes para presumir-se a morte, entra em cena o instituto da aus\u00eancia, regulado nos artigos&nbsp;<strong>22<\/strong>&nbsp;a&nbsp;<strong>39<\/strong>&nbsp;do C\u00f3digo Civil. A aus\u00eancia \u00e9 dividida em tr\u00eas fases sucessivas, previstas para garantir a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do ausente e o atendimento das necessidades dos interessados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<br>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.1. Declara\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia e nomea\u00e7\u00e3o do curador<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o&nbsp;<strong>artigo 22<\/strong>, se uma pessoa desaparece de seu domic\u00edlio sem deixar not\u00edcias e tamb\u00e9m sem representante ou procurador que possa administrar seus bens, o juiz dever\u00e1 declarar a aus\u00eancia mediante requerimento de qualquer interessado ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico. O juiz, ent\u00e3o, nomear\u00e1 um curador para administrar o patrim\u00f4nio do ausente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Em contrapartida, conforme o&nbsp;<strong>artigo 23<\/strong>, se o ausente deixou mandat\u00e1rio (procurador), mas este n\u00e3o tiver condi\u00e7\u00f5es de continuar exercendo o mandato, ou se os poderes conferidos forem insuficientes, tamb\u00e9m ser\u00e1 declarada a aus\u00eancia, com a nomea\u00e7\u00e3o de um curador.<\/p>\n\n\n\n<section class=\"section_p1\">\n            <div class=\"text_pharagrap\">\n                <p>\n                    O c\u00f4njuge do ausente assumir\u00e1 a curadoria, quando aplic\u00e1vel, desde que n\u00e3o esteja separado judicialmente ou de fato por mais de dois anos antes da declara\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia (artigo 25). Se n\u00e3o houver c\u00f4njuge, a curadoria ser\u00e1 exercida pelos pais, descendentes, ou, na falta destes, por uma pessoa escolhida pelo juiz.\n                <\/p>\n            <\/div>\n            <div class=\"anotation\">\n                <div class=\"margin_anotation\">\n                    <p>\n                        Entre os descendentes, os mais pr\u00f3ximos precedem os mais remotos.\n                    <\/p>\n                <\/div>\n            <\/div>\n        <\/section>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.2. Sucess\u00e3o provis\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Decorrido um prazo espec\u00edfico, \u00e9 poss\u00edvel abrir a chamada sucess\u00e3o provis\u00f3ria, permitindo que os bens do ausente sejam parcialmente administrados ou distribu\u00eddos entre seus presumidos herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o&nbsp;<strong>artigo 26<\/strong>, o prazo para requerer a sucess\u00e3o provis\u00f3ria \u00e9 de:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>1 ano<\/strong>&nbsp;ap\u00f3s a arrecada\u00e7\u00e3o dos bens do ausente, se ele n\u00e3o deixou representante ou procurador;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>3 anos<\/strong>&nbsp;se houver representante ou procurador.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">Os interessados em requerer a abertura da sucess\u00e3o provis\u00f3ria, conforme o&nbsp;<strong>artigo 27<\/strong>, incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O c\u00f4njuge n\u00e3o separado judicialmente;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Os herdeiros presumidos, leg\u00edtimos ou testament\u00e1rios;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Credores de obriga\u00e7\u00f5es vencidas e n\u00e3o pagas;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Os titulares de direitos dependentes da morte do ausente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">A senten\u00e7a que determinara a sucess\u00e3o provis\u00f3ria ter\u00e1 efeitos somente 180 dias ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o final (<strong>artigo 28<\/strong>). Caso n\u00e3o haja interessados em requerer essa sucess\u00e3o ap\u00f3s o prazo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ficar\u00e1 respons\u00e1vel por represent\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.3. Sucessores provis\u00f3rios e posse dos bens<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Uma vez aberta a sucess\u00e3o provis\u00f3ria, os herdeiros ter\u00e3o a posse dos bens do ausente (<strong>artigo 30<\/strong>). <span class=\"highlight_yellow text_highlighter\">Entretanto, herdeiros em posse provis\u00f3ria precisar\u00e3o fornecer garantias (como penhores ou hipotecas) da restitui\u00e7\u00e3o desses bens caso o ausente retorne.<\/span> <span class=\"highlight_blue text_highlighter\">Ascendentes, descendentes e o c\u00f4njuge, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e3o obrigados a apresentar tais garantias.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Segundo o&nbsp;<strong>artigo 33<\/strong>, o c\u00f4njuge, ascendentes e descendentes sucessores poder\u00e3o usufruir plenamente dos frutos e rendimentos dos bens dos ausentes, enquanto outros herdeiros dever\u00e3o capitalizar metade destes frutos e rendimentos, de acordo com supervis\u00e3o judicial e do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.4. Sucess\u00e3o definitiva<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A sucess\u00e3o definitiva poder\u00e1 ser decretada ap\u00f3s o prazo de&nbsp;<strong>10 anos<\/strong>&nbsp;do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a que determinou a sucess\u00e3o provis\u00f3ria ou se o ausente completar 80 anos, desde que passem pelo menos 5 anos de seu desaparecimento (<strong>artigo 37<\/strong>). A partir da\u00ed, os bens passam definitivamente aos seus herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Se o ausente reaparecer ap\u00f3s a sucess\u00e3o definitiva, ele ter\u00e1 o direito de reivindicar os bens ainda existentes, mas n\u00e3o poder\u00e1 reaver os bens alienados e os frutos produzidos ap\u00f3s a sucess\u00e3o, mantendo o estado jur\u00eddico definido no per\u00edodo de sua aus\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Convers\u00e3o de Bens M\u00f3veis<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<section>\n            <div class=\"artcitation\">\n                <p>\n                   <strong> Artigo 29\u00ba<\/strong>Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, ordenar\u00e1 a convers\u00e3o dos bens m\u00f3veis, sujeitos a deteriora\u00e7\u00e3o ou a extravio, em im\u00f3veis ou em t\u00edtulos garantidos pela Uni\u00e3o.\n                <\/p>\n            <\/div>\n        <\/section>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Principais Elementos:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Antes da Partilha:<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O artigo se refere a um momento espec\u00edfico no procedimento de sucess\u00e3o, que ocorre&nbsp;<strong>antes da divis\u00e3o dos bens<\/strong>&nbsp;entre os herdeiros. Essa fase \u00e9 crucial porque visa assegurar a prote\u00e7\u00e3o dos ativos at\u00e9 que o processo sucess\u00f3rio seja conclu\u00eddo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Poder do Juiz:<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O par\u00e1grafo confere ao&nbsp;<strong>juiz<\/strong>&nbsp;a autoridade para tomar decis\u00f5es quanto \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos bens do ausente. Essa discricionariedade \u00e9 importante, pois o juiz deve avaliar a situa\u00e7\u00e3o em concreto e decidir o que \u00e9 mais conveniente para evitar preju\u00edzos aos bens que pertencem ao ausente.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Convers\u00e3o de Bens M\u00f3veis:<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O foco est\u00e1 na&nbsp;<strong>convers\u00e3o de bens m\u00f3veis<\/strong>&nbsp;\u2014 que s\u00e3o objetos, ve\u00edculos ou qualquer bem que n\u00e3o seja fixo e que pode ser facilmente transportado. O artigo se preocupa especialmente com aqueles bens que est\u00e3o&nbsp;<strong>sujeitos a deteriora\u00e7\u00e3o ou extravio<\/strong>, significando que sua preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 vulner\u00e1vel.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Exemplos de bens suscet\u00edveis a deteriora\u00e7\u00e3o incluem&nbsp;<strong>m\u00e1quinas, ve\u00edculos, m\u00f3veis<\/strong>&nbsp;ou qualquer objeto que possa perder valor ao longo do tempo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Transforma\u00e7\u00e3o em Im\u00f3veis ou T\u00edtulos da Uni\u00e3o:<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">A convers\u00e3o dos bens pode ocorrer de duas formas:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Im\u00f3veis:<\/strong>&nbsp;O juiz pode determinar que os bens m\u00f3veis sejam convertidos em bens im\u00f3veis, que s\u00e3o considerados normalmente mais est\u00e1veis e menos suscet\u00edveis \u00e0 perda ou deteriora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>T\u00edtulos Garantidos pela Uni\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Alternativamente, os bens m\u00f3veis podem ser transformados em t\u00edtulos p\u00fablicos da Uni\u00e3o, que s\u00e3o investimentos que proporcionam seguran\u00e7a e s\u00e3o garantidos pelo governo do pa\u00eds.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Ambas as formas visam garantir a preserva\u00e7\u00e3o do valor patrimonial do ausente, evitando que seus bens sejam perdidos ou desvalorizados durante o per\u00edodo de sua aus\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<br>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Objetivo do Artigo 29<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O principal objetivo deste artigo \u00e9 proteger os bens do ausente e assegurar que, durante a aus\u00eancia e antes da partilha, a administra\u00e7\u00e3o e a convers\u00e3o dos bens sejam realizadas de maneira a impedir a deteriora\u00e7\u00e3o e a perda de valor. A interven\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 uma salvaguarda que busca garantir a integridade patrimonial do ausente, beneficiando a seguran\u00e7a jur\u00eddica em situa\u00e7\u00f5es de indefini\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Assim, o artigo proporciona um mecanismo de defesa do patrim\u00f4nio que \u00e9 vital tanto para a prote\u00e7\u00e3o dos bens do ausente quanto para assegurar que os leg\u00edtimos herdeiros n\u00e3o sejam prejudicados em sua futura sucess\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aus\u00eancia e a morte presumida s\u00e3o institutos presentes no C\u00f3digo Civil Brasileiro (Lei n\u00b0 10.406, de 10 de janeiro de 2002) que tratam de situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas espec\u00edficas relacionadas ao desaparecimento de uma pessoa e \u00e0 sua repercuss\u00e3o no \u00e2mbito patrimonial e familiar. 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