{"id":2761,"date":"2025-07-16T14:44:53","date_gmt":"2025-07-16T17:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=2761"},"modified":"2025-07-16T14:52:07","modified_gmt":"2025-07-16T17:52:07","slug":"a-posse-no-direito-civil-brasileiro-conceitos-classificacoes-e-efeitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/07\/16\/a-posse-no-direito-civil-brasileiro-conceitos-classificacoes-e-efeitos\/","title":{"rendered":"A Posse no Direito Civil Brasileiro: Conceitos, Classifica\u00e7\u00f5es e Efeitos"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2761?action=genpdf&amp;id=2761\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<p class=\"\">O Direito das Coisas constitui um dos pilares fundamentais do Direito Civil brasileiro, regulando as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre pessoas e bens. Dentro desse ramo, a posse emerge como um instituto jur\u00eddico de extrema relev\u00e2ncia pr\u00e1tica e te\u00f3rica, representando um poder de fato sobre a coisa, independentemente da exist\u00eancia de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O C\u00f3digo Civil brasileiro (Lei n\u00ba 10.406\/2002) dedica o Livro III ao Direito das Coisas, sendo que o T\u00edtulo I trata especificamente da posse, abordando sua defini\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o, aquisi\u00e7\u00e3o, efeitos e perda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conceito :<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\">A posse, conforme o artigo 1.196 do C\u00f3digo Civil, \u00e9 definida como &#8220;o exerc\u00edcio, pleno ou n\u00e3o, de algum dos poderes inerentes \u00e0 propriedade&#8221;. Trata-se, portanto, de uma situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica protegida pelo direito, onde algu\u00e9m exerce sobre uma coisa algum dos poderes inerentes \u00e0 propriedade (usar, gozar, dispor e reivindicar).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"destackblok has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-left-short\" style=\"background-color:#fc00007d\"><em>A posse n\u00e3o se confunde com propriedade. Enquanto a propriedade \u00e9 um direito subjetivo, a posse \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de fato juridicamente protegida. O propriet\u00e1rio tem direito sobre a coisa (jus in re), enquanto o possuidor tem poder sobre a coisa (jus possessionis).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Teorias da Posse<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Para compreens\u00e3o adequada da posse, \u00e9 fundamental conhecer as principais teorias que buscaram explic\u00e1-la:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Teoria Subjetiva (Savigny)<\/strong>: Para haver posse, s\u00e3o necess\u00e1rios dois elementos: o corpus (elemento material &#8211; contato f\u00edsico com a coisa) e o animus domini (elemento subjetivo &#8211; inten\u00e7\u00e3o de ter a coisa como pr\u00f3pria).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Teoria Objetiva (Ihering)<\/strong>: A posse \u00e9 a exterioriza\u00e7\u00e3o da propriedade, o exerc\u00edcio de fato dos poderes inerentes \u00e0 propriedade. Dispensa o animus domini, bastando a conduta de propriet\u00e1rio.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"destackblok has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-bottom\" style=\"background-color:#fcb9007d\"><em><strong>Ponto de aten\u00e7\u00e3o:<\/strong> O C\u00f3digo Civil brasileiro adotou predominantemente a Teoria Objetiva de Ihering, como se depreende da reda\u00e7\u00e3o do artigo 1.196, que n\u00e3o exige a inten\u00e7\u00e3o de dono para configura\u00e7\u00e3o da posse.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Classifica\u00e7\u00e3o da Posse<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto \u00e0 Rela\u00e7\u00e3o do Possuidor com a Coisa<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Posse Direta e Indireta<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o artigo 1.197 do C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Posse Direta<\/strong>: \u00c9 exercida por aquele que tem a coisa em seu poder temporariamente, em virtude de direito pessoal ou real (ex.: locat\u00e1rio, comodat\u00e1rio, usufrutu\u00e1rio).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse Indireta<\/strong>: \u00c9 a posse daquele que, embora n\u00e3o tenha contato f\u00edsico com a coisa, cedeu-a temporariamente a outrem (ex.: locador, comodante).<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"destackblok has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-left-short\" style=\"background-color:#5cfc007d\"><em>A posse direta n\u00e3o anula a indireta, coexistindo ambas sobre o mesmo bem. Al\u00e9m disso, o possuidor direto pode defender sua posse mesmo contra o possuidor indireto.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Posse e Deten\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.198 introduz a figura do detentor, que \u00e9 aquele que, em rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A deten\u00e7\u00e3o (ou posse natural) n\u00e3o \u00e9 juridicamente protegida como posse. S\u00e3o exemplos de detentores: o caseiro, o empregado dom\u00e9stico, o f\u00e2mulo na posse.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-bottom\" style=\"background-color:#00a6fc7d\"><em>H\u00e1 presun\u00e7\u00e3o legal de que aquele que come\u00e7ou a comportar-se como detentor assim permanece at\u00e9 que prove o contr\u00e1rio (artigo 1.198, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Composse<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.199 prev\u00ea a situa\u00e7\u00e3o de composse (ou compossess\u00e3o), onde duas ou mais pessoas possuem coisa indivisa. Cada compossuidor pode exercer atos possess\u00f3rios sobre a coisa, desde que n\u00e3o exclua os direitos dos demais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto \u00e0 Qualidade<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Posse Justa e Injusta<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">Segundo o artigo 1.200, a posse \u00e9 justa quando n\u00e3o for violenta, clandestina ou prec\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Posse Violenta<\/strong>: Adquirida mediante viol\u00eancia f\u00edsica ou moral.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse Clandestina<\/strong>: Adquirida \u00e0s escondidas, ocultada do leg\u00edtimo possuidor.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse Prec\u00e1ria<\/strong>: Aquela em que h\u00e1 abuso de confian\u00e7a, quando algu\u00e9m recebe a coisa com obriga\u00e7\u00e3o de restitu\u00ed-la e se recusa a faz\u00ea-lo (ex.: locat\u00e1rio que, findo o contrato, recusa-se a devolver o im\u00f3vel).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-right-short\" style=\"background-color:#c3fc007d\"><em>Os v\u00edcios da posse (viol\u00eancia, clandestinidade e precariedade) s\u00e3o relativos, ou seja, a posse pode ser injusta em rela\u00e7\u00e3o a uma pessoa e justa em rela\u00e7\u00e3o a outra.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Posse de Boa-f\u00e9 e M\u00e1-f\u00e9<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">De acordo com o artigo 1.201:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Posse de Boa-f\u00e9<\/strong>: Aquela em que o possuidor ignora o v\u00edcio ou obst\u00e1culo que impede a aquisi\u00e7\u00e3o da coisa.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse de M\u00e1-f\u00e9<\/strong>: Aquela em que o possuidor conhece o v\u00edcio ou obst\u00e1culo que impede a aquisi\u00e7\u00e3o da coisa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\"><em>O possuidor com justo t\u00edtulo (documento que, em tese, seria h\u00e1bil a transferir a propriedade) tem presun\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9, salvo prova em contr\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o artigo 1.202, a posse de boa-f\u00e9 s\u00f3 perde este car\u00e1ter no momento em que as circunst\u00e2ncias fa\u00e7am presumir que o possuidor n\u00e3o ignora que possui indevidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.203 estabelece que, salvo prova em contr\u00e1rio, entende-se manter a posse o mesmo car\u00e1ter com que foi adquirida (princ\u00edpio da continuidade da posse).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aquisi\u00e7\u00e3o da Posse<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.204 estabelece que a posse \u00e9 adquirida desde o momento em que se torna poss\u00edvel o exerc\u00edcio, em nome pr\u00f3prio, de qualquer dos poderes inerentes \u00e0 propriedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Formas de Aquisi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o artigo 1.205, a posse pode ser adquirida:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>De forma origin\u00e1ria<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Apreens\u00e3o da coisa<\/strong>: Tomada de posse de coisa sem dono ou abandonada.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Exerc\u00edcio de direito<\/strong>: Quando se passa a exercer algum direito sobre a coisa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>De forma derivada<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Pela pr\u00f3pria pessoa ou por representante<\/strong>: Aquisi\u00e7\u00e3o direta ou por meio de procurador.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Por terceiro sem mandato<\/strong>: Dependendo de posterior ratifica\u00e7\u00e3o pelo adquirente.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Por sucess\u00e3o<\/strong>: Universal (herdeiros) ou singular (inter vivos).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"\">Segundo o artigo 1.206, a posse transmite-se aos herdeiros ou legat\u00e1rios do possuidor com os mesmos caracteres (boa ou m\u00e1-f\u00e9, justa ou injusta).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.207 diferencia:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Sucessor universal<\/strong> (herdeiro): Continua de direito a posse do antecessor.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Sucessor singular<\/strong> (comprador, donat\u00e1rio): Pode unir sua posse \u00e0 do antecessor para efeitos legais (ex.: usucapi\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-background has-link-color nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-right-short wp-elements-2f84d70113ad07c81abc1edd7b2426a9\" style=\"background-color:#ff00d169\"><em>A uni\u00e3o das posses (accessio possessionis) \u00e9 faculdade do sucessor singular, n\u00e3o ocorrendo automaticamente.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Restri\u00e7\u00f5es \u00e0 Aquisi\u00e7\u00e3o da Posse<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.208 estabelece que n\u00e3o induzem posse:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Os atos de mera permiss\u00e3o ou toler\u00e2ncia.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Os atos violentos ou clandestinos, sen\u00e3o depois de cessar a viol\u00eancia ou a clandestinidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-20e1e9c1718c49fdecaef8dbabfe3b39\"><em>Os atos violentos ou clandestinos podem gerar posse, mas somente ap\u00f3s cessar o v\u00edcio (convalescimento do v\u00edcio).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.209 cria uma presun\u00e7\u00e3o relativa: a posse do im\u00f3vel faz presumir a posse das coisas m\u00f3veis que nele estiverem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeitos da Posse<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Prote\u00e7\u00e3o Possess\u00f3ria<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.210 garante ao possuidor o direito a:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Ser mantido na posse em caso de turba\u00e7\u00e3o (a\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o de posse).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Ser restitu\u00eddo no caso de esbulho (a\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de posse).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Ser segurado de viol\u00eancia iminente, havendo justo receio de ser molestado (interdito proibit\u00f3rio).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-left-short\" style=\"background-color:#bcff0063\"><em>O \u00a7 1\u00ba do artigo 1.210 autoriza a autotutela possess\u00f3ria (desfor\u00e7o imediato), permitindo que o possuidor use de sua pr\u00f3pria for\u00e7a para manter-se ou restituir-se na posse, desde que o fa\u00e7a logo e n\u00e3o exceda o indispens\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-right-short\"><em>O \u00a7 2\u00ba consagra o princ\u00edpio do &#8220;exceptio proprietatis&#8221;, pelo qual n\u00e3o obsta \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o ou reintegra\u00e7\u00e3o na posse a alega\u00e7\u00e3o de propriedade ou outro direito sobre a coisa.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background nfd-wb-animate nfd-wb-fade-in-bottom\"><em>Nas a\u00e7\u00f5es possess\u00f3rias discute-se apenas a posse, n\u00e3o a propriedade. Quem alegar ser propriet\u00e1rio deve faz\u00ea-lo em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria (reivindicat\u00f3ria).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.211 determina que, quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-\u00e1 provisoriamente a que tiver a coisa, salvo se estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Indeniza\u00e7\u00e3o por Esbulho<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.212 faculta ao possuidor esbulhado duas a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">A\u00e7\u00e3o de esbulho (possess\u00f3ria) contra o esbulhador.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">A\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o contra terceiro que recebeu a coisa esbulhada, sabendo que o era.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Servid\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.213 estabelece que a prote\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria n\u00e3o se aplica \u00e0s servid\u00f5es n\u00e3o aparentes, salvo quando os respectivos t\u00edtulos provierem do possuidor do pr\u00e9dio serviente ou de seus antecessores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Frutos e Produtos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O tratamento jur\u00eddico quanto aos frutos varia conforme a boa ou m\u00e1-f\u00e9 do possuidor:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de boa-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.214): Tem direito aos frutos percebidos enquanto durar a boa-f\u00e9. Os frutos pendentes quando cessar a boa-f\u00e9 devem ser restitu\u00eddos, ap\u00f3s deduzidas as despesas de produ\u00e7\u00e3o e custeio.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de m\u00e1-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.216): Responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que deixou de perceber por culpa sua, desde o momento em que se constituiu de m\u00e1-f\u00e9. Tem direito apenas \u00e0s despesas de produ\u00e7\u00e3o e custeio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.215 define o momento da percep\u00e7\u00e3o dos frutos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Frutos naturais e industriais: Reputam-se colhidos e percebidos quando s\u00e3o separados.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Frutos civis: Reputam-se percebidos dia a dia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade pela Perda ou Deteriora\u00e7\u00e3o da Coisa<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de boa-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.217): N\u00e3o responde pela perda ou deteriora\u00e7\u00e3o da coisa a que n\u00e3o der causa.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de m\u00e1-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.218): Responde pela perda ou deteriora\u00e7\u00e3o da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo teriam ocorrido estando ela na posse do reivindicante<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Benfeitorias e Direito de Reten\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de boa-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.219): Tem direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o das benfeitorias necess\u00e1rias e \u00fateis. Quanto \u00e0s voluptu\u00e1rias, se n\u00e3o forem pagas, pode levant\u00e1-las quando poss\u00edvel sem detrimento da coisa. Pode exercer o direito de reten\u00e7\u00e3o pelo valor das benfeitorias necess\u00e1rias e \u00fateis.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Possuidor de m\u00e1-f\u00e9<\/strong> (artigo 1.220): Tem direito apenas ao ressarcimento das benfeitorias necess\u00e1rias. N\u00e3o tem direito de reten\u00e7\u00e3o nem de levantar as benfeitorias voluptu\u00e1rias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o importante:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Benfeitorias necess\u00e1rias<\/strong>: Visam conservar o bem ou evitar sua deteriora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Benfeitorias \u00fateis<\/strong>: Aumentam ou facilitam o uso do bem.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Benfeitorias voluptu\u00e1rias<\/strong>: Mero deleite ou recreio, n\u00e3o aumentam o uso habitual do bem.<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.221 estabelece que as benfeitorias compensam-se com os danos, e s\u00f3 obrigam ao ressarcimento se ao tempo da evic\u00e7\u00e3o ainda existirem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.222 confere ao reivindicante, obrigado a indenizar benfeitorias:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Ao possuidor de m\u00e1-f\u00e9: Pode optar entre pagar o valor atual ou o custo das benfeitorias.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Ao possuidor de boa-f\u00e9: Deve pagar pelo valor atual das benfeitorias.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perda da Posse<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.223 estabelece que a posse se perde quando cessa, mesmo contra a vontade do possuidor, o poder sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">As causas de perda da posse incluem:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Abandono<\/strong>: Ato volunt\u00e1rio de deixar a coisa.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Entrega volunt\u00e1ria a outrem.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Perda ou destrui\u00e7\u00e3o da coisa<\/strong>: Impossibilidade material de exercer a posse.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Coloca\u00e7\u00e3o da coisa fora do com\u00e9rcio<\/strong>: Quando a coisa se torna legalmente inalien\u00e1vel.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse de outrem<\/strong>: Mesmo contra a vontade do possuidor anterior, se este n\u00e3o foi manutenido ou reintegrado em tempo h\u00e1bil.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 1.224 estabelece que, para quem n\u00e3o presenciou o esbulho, a posse s\u00f3 se considera perdida quando, tendo not\u00edcia dele, abst\u00e9m-se de retornar \u00e0 coisa ou, tentando recuper\u00e1-la, \u00e9 violentamente repelido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jurisprud\u00eancia Relevante<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00famulas do STF relacionadas \u00e0 posse:<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-pale-cyan-blue-background-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>S\u00famula 487<\/strong>: &#8220;Ser\u00e1 deferida a posse a quem, evidentemente, tiver o dom\u00ednio, se com base neste for ela disputada.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>S\u00famula 237<\/strong>: &#8220;O usucapi\u00e3o pode ser arguido em defesa.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00famulas do STJ relacionadas \u00e0 posse:<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-light-green-cyan-background-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>S\u00famula 193<\/strong>: &#8220;O direito de uso de linha telef\u00f4nica pode ser adquirido por usucapi\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>S\u00famula 84<\/strong>: &#8220;\u00c9 admiss\u00edvel a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de terceiro fundados em alega\u00e7\u00e3o de posse advinda do compromisso de compra e venda de im\u00f3vel, ainda que desprovido do registro.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>S\u00famula 619<\/strong>: &#8220;A ocupa\u00e7\u00e3o indevida de bem p\u00fablico configura mera deten\u00e7\u00e3o, de natureza prec\u00e1ria, insuscet\u00edvel de reten\u00e7\u00e3o ou indeniza\u00e7\u00e3o por acess\u00f5es e benfeitorias.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"\">A posse, como instituto de extrema relev\u00e2ncia no Direito Civil brasileiro, apresenta complexidades e nuances que impactam diretamente nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre pessoas e bens. Sua compreens\u00e3o adequada \u00e9 fundamental para a an\u00e1lise de conflitos possess\u00f3rios e para a prote\u00e7\u00e3o de direitos relacionados aos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O C\u00f3digo Civil brasileiro, ao regulamentar a posse em seus diferentes aspectos (conceito, classifica\u00e7\u00e3o, aquisi\u00e7\u00e3o, efeitos e perda), busca promover seguran\u00e7a jur\u00eddica e pacifica\u00e7\u00e3o social, reconhecendo a relev\u00e2ncia da situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica de poder sobre a coisa, mesmo quando dissociada da propriedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Direito das Coisas constitui um dos pilares fundamentais do Direito Civil brasileiro, regulando as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre pessoas e bens. 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