{"id":3523,"date":"2025-09-03T15:35:32","date_gmt":"2025-09-03T18:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=3523"},"modified":"2025-09-03T17:03:26","modified_gmt":"2025-09-03T20:03:26","slug":"propriedade-no-codigo-civil-disposicoes-gerais-e-descoberta-de-coisa-achada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/09\/03\/propriedade-no-codigo-civil-disposicoes-gerais-e-descoberta-de-coisa-achada\/","title":{"rendered":"Propriedade no C\u00f3digo Civil: Disposi\u00e7\u00f5es Gerais e Descoberta de Coisa Achada"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3523?action=genpdf&amp;id=3523\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">O direito de propriedade constitui um dos pilares fundamentais do Direito Civil brasileiro, encontrando sua regulamenta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria no Livro III do C\u00f3digo Civil de 2002. Este instituto jur\u00eddico representa a mais ampla e completa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre uma pessoa e uma coisa, conferindo ao titular o m\u00e1ximo de poderes juridicamente poss\u00edvel sobre determinado bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A propriedade no direito brasileiro n\u00e3o \u00e9 mais concebida como um direito absoluto, tal como no per\u00edodo liberal cl\u00e1ssico. O atual C\u00f3digo Civil, em sintonia com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, consagra o princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, estabelecendo limites e condicionamentos ao exerc\u00edcio deste direito fundamental.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 1228 &#8211; Os Atributos e Limita\u00e7\u00f5es da Propriedade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>caput<\/strong> do artigo 1228 estabelece os quatro atributos cl\u00e1ssicos da propriedade: <strong>usar<\/strong> (<em>jus utendi<\/em>), <strong>gozar<\/strong> (<em>jus fruendi<\/em>), <strong>dispor<\/strong> (<em>jus abutendi<\/em>) e <strong>reivindicar<\/strong> (<em>rei vindicatio<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"\"><strong>Usar<\/strong> significa servir-se da coisa segundo sua destina\u00e7\u00e3o natural, extraindo dela todas as vantagens que pode proporcionar. <strong>Gozar<\/strong> refere-se ao direito de auferir os frutos e produtos da coisa. <strong>Dispor<\/strong> \u00e9 a faculdade de transferir a propriedade, onerosa ou gratuitamente, bem como de consumir ou destruir a coisa. <strong>Reivindicar<\/strong> \u00e9 o direito de reaver a coisa de quem injustamente a detenha.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"ptt-yellow wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f Ponto de Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong> O direito de reivindicar n\u00e3o se confunde com as a\u00e7\u00f5es possess\u00f3rias. A a\u00e7\u00e3o reivindicat\u00f3ria \u00e9 fundada no dom\u00ednio (propriedade), enquanto as possess\u00f3rias se baseiam na posse.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1grafo Primeiro &#8211; Fun\u00e7\u00e3o Social da Propriedade<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O \u00a71\u00ba operacionaliza o princ\u00edpio constitucional da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade (art. 5\u00ba, XXIII, e art. 170, III, da CF\/88). Estabelece que o exerc\u00edcio do direito de propriedade deve observar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Finalidades econ\u00f4micas e sociais<\/strong>: A propriedade deve gerar benef\u00edcios n\u00e3o apenas ao propriet\u00e1rio, mas \u00e0 coletividade<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>: Flora, fauna, belezas naturais e equil\u00edbrio ecol\u00f3gico<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Patrim\u00f4nio cultural<\/strong>: Patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o de danos ambientais<\/strong>: Evitar polui\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1grafo Segundo &#8211; Veda\u00e7\u00e3o aos Atos Emulativos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O \u00a72\u00ba consagra a <strong>teoria do abuso de direito<\/strong>, proibindo atos que n\u00e3o tragam utilidade ao propriet\u00e1rio e sejam motivados pela inten\u00e7\u00e3o de prejudicar terceiros (<em>animus nocendi<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo Pr\u00e1tico:<\/strong> Um propriet\u00e1rio que constr\u00f3i um muro alto exclusivamente para impedir a vista do vizinho, sem qualquer benef\u00edcio pr\u00f3prio, pratica ato emulativo vedado pelo ordenamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f Observa\u00e7\u00e3o Crucial:<\/strong> Para configurar o ato emulativo, \u00e9 necess\u00e1rio demonstrar: (a) aus\u00eancia de utilidade para o propriet\u00e1rio; (b) inten\u00e7\u00e3o de prejudicar (<em>animus nocendi<\/em>); (c) efetivo preju\u00edzo a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1grafos Terceiro, Quarto e Quinto &#8211; Desapropria\u00e7\u00e3o e Casos Especiais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>\u00a73\u00ba<\/strong> trata das hip\u00f3teses tradicionais de priva\u00e7\u00e3o da propriedade:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Desapropria\u00e7\u00e3o<\/strong>: Por necessidade ou utilidade p\u00fablica ou interesse social<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Requisi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Em caso de perigo p\u00fablico iminente<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>\u00a74\u00ba<\/strong> introduz uma modalidade especial de perda da propriedade, exigindo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Im\u00f3vel consistir em extensa \u00e1rea<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Posse ininterrupta e de boa-f\u00e9 por mais de cinco anos<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Consider\u00e1vel n\u00famero de pessoas<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Obras e servi\u00e7os de interesse social e econ\u00f4mico relevante<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>\u00a75\u00ba<\/strong> garante justa indeniza\u00e7\u00e3o ao propriet\u00e1rio e estabelece que a senten\u00e7a valer\u00e1 como t\u00edtulo para registro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-blue\"><strong>\u26a0\ufe0f Aten\u00e7\u00e3o Especial:<\/strong> Esta modalidade (\u00a7\u00a74\u00ba e 5\u00ba) \u00e9 peculiar ao direito brasileiro e representa uma forma de desapropria\u00e7\u00e3o judicial, aplic\u00e1vel em situa\u00e7\u00f5es de conflito fundi\u00e1rio urbano ou rural.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 1229 &#8211; Extens\u00e3o Vertical da Propriedade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A propriedade do solo estende-se ao <strong>espa\u00e7o a\u00e9reo<\/strong> e <strong>subsolo<\/strong>, mas apenas &#8220;em altura e profundidade \u00fateis ao seu exerc\u00edcio&#8221;. O propriet\u00e1rio n\u00e3o pode opor-se a atividades de terceiros que n\u00e3o afetem seu interesse leg\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo:<\/strong> O propriet\u00e1rio n\u00e3o pode impedir o sobrevoo de aeronaves em altitude regulamentar, mas pode opor-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de estruturas que invadam o espa\u00e7o a\u00e9reo de sua propriedade.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 1230 &#8211; Exce\u00e7\u00f5es \u00e0 Propriedade do Solo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Este artigo estabelece as <strong>limita\u00e7\u00f5es legais<\/strong> \u00e0 propriedade do solo, excluindo do dom\u00ednio privado:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Jazidas e minas<\/strong>: Recursos minerais em geral<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Potenciais de energia hidr\u00e1ulica<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Monumentos arqueol\u00f3gicos<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Outros bens referidos por leis especiais<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong> ressalva o direito do propriet\u00e1rio de explorar recursos minerais de emprego imediato na constru\u00e7\u00e3o civil, desde que n\u00e3o submetidos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 1231 &#8211; Presun\u00e7\u00e3o de Propriedade Plena<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Estabelece a <strong>presun\u00e7\u00e3o relativa<\/strong> (<em>juris tantum<\/em>) de que a propriedade \u00e9 plena e exclusiva. Esta presun\u00e7\u00e3o pode ser elidida por prova em contr\u00e1rio.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Art. 1232 &#8211; Propriedade de Frutos e Produtos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Os <strong>frutos<\/strong> (rendimentos peri\u00f3dicos) e <strong>produtos<\/strong> (utilidades que diminuem a subst\u00e2ncia da coisa) pertencem ao propriet\u00e1rio, mesmo quando separados da coisa principal, salvo disposi\u00e7\u00e3o legal em contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f Distin\u00e7\u00e3o Importante:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Frutos<\/strong>: Rendimentos regulares e peri\u00f3dicos (exemplo: alugu\u00e9is, dividendos)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Produtos<\/strong>: Utilidades extra\u00eddas com diminui\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia (exemplo: pedra de uma pedreira)<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Se\u00e7\u00e3o II &#8211; Da Descoberta (Achado de Coisa Perdida)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Arts. 1233 a 1237 &#8211; Disciplina do Achado<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A legisla\u00e7\u00e3o civil estabelece um regime espec\u00edfico para o <strong>achado de coisa perdida<\/strong>, equilibrando os interesses do propriet\u00e1rio original, do descobridor e da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Art. 1233 &#8211; Obriga\u00e7\u00e3o de Restituir<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>descobridor<\/strong> tem o <strong>dever legal<\/strong> de restituir a coisa ao dono ou leg\u00edtimo possuidor. N\u00e3o conhecendo o propriet\u00e1rio, deve procur\u00e1-lo e, n\u00e3o o encontrando, entregar \u00e0 autoridade competente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Art. 1234 &#8211; Recompensa do Descobridor<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O descobridor tem direito a:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Recompensa m\u00ednima<\/strong>: 5% do valor da coisa<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Despesas com conserva\u00e7\u00e3o e transporte<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Esfor\u00e7o despendido, possibilidades de o dono encontrar a coisa, situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das partes<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Art. 1235 &#8211; Responsabilidade por Dolo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">O descobridor responde pelos preju\u00edzos causados quando agir com <strong>dolo<\/strong> (m\u00e1-f\u00e9).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Arts. 1236 e 1237 &#8211; Procedimento Administrativo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">A autoridade dar\u00e1 publicidade ao achado. Decorridos <strong>60 dias<\/strong> sem reclama\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">A coisa ser\u00e1 vendida em hasta p\u00fablica<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Do pre\u00e7o, deduzem-se despesas e recompensa<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">O remanescente pertence ao <strong>Munic\u00edpio<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Se de diminuto valor, pode o Munic\u00edpio abandon\u00e1-la em favor do descobridor<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pontos Frequentemente Cobrados:<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Fun\u00e7\u00e3o Social vs. Direito Individual<\/strong>: A propriedade n\u00e3o \u00e9 mais absoluta, devendo atender sua fun\u00e7\u00e3o social<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Atos Emulativos<\/strong>: Necess\u00e1ria a conjuga\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de utilidade + <em>animus nocendi<\/em><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Extens\u00e3o Vertical<\/strong>: Limitada ao interesse leg\u00edtimo do propriet\u00e1rio<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Achado<\/strong>: Procedimento espec\u00edfico com prazos e percentuais determinados<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Desapropria\u00e7\u00e3o Especial<\/strong> (\u00a74\u00ba do art. 1228): Modalidade peculiar para \u00e1reas extensas ocupadas<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f Pegadinhas Comuns:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Confundir reivindica\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es possess\u00f3rias<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Esquecer que a presun\u00e7\u00e3o do art. 1231 \u00e9 relativa<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">N\u00e3o distinguir frutos de produtos<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Confundir os prazos e percentuais do achado<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jurisprud\u00eancia Relevante<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>STF S\u00famula 722<\/strong>: <em>&#8220;A indeniza\u00e7\u00e3o em desapropria\u00e7\u00e3o, salvo o disposto no art. 5\u00ba, XXIV, da Constitui\u00e7\u00e3o, deve ser pr\u00e9via e em dinheiro.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Esta s\u00famula refor\u00e7a o princ\u00edpio constitucional da justa e pr\u00e9via indeniza\u00e7\u00e3o em dinheiro nas desapropria\u00e7\u00f5es, excetuando apenas os casos do art. 5\u00ba, XXIV (desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria com t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica).<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fundamentos Constitucionais e Legais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">A regulamenta\u00e7\u00e3o da propriedade no C\u00f3digo Civil harmoniza-se com os dispositivos constitucionais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Art. 5\u00ba, XXII, CF\/88<\/strong>: <em>&#8220;\u00e9 garantido o direito de propriedade&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Art. 5\u00ba, XXIII, CF\/88<\/strong>: <em>&#8220;a propriedade atender\u00e1 a sua fun\u00e7\u00e3o social&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Art. 170, II e III, CF\/88<\/strong>: A ordem econ\u00f4mica tem por princ\u00edpios a propriedade privada e sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"note-sheet wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doutrina de Refer\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">A doutrina civilista moderna, representada por autores como Carlos Roberto Gon\u00e7alves, Maria Helena Diniz e Fl\u00e1vio Tartuce, \u00e9 un\u00e2nime em reconhecer a <strong>socializa\u00e7\u00e3o do direito de propriedade<\/strong> no ordenamento atual, superando-se definitivamente a concep\u00e7\u00e3o individualista do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A propriedade contempor\u00e2nea caracteriza-se pela <strong>relativiza\u00e7\u00e3o<\/strong> de seus poderes, submetendo-se a limita\u00e7\u00f5es de ordem p\u00fablica, social e ambiental, sem preju\u00edzo de sua garantia constitucional como direito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f Observa\u00e7\u00e3o Final:<\/strong> O dom\u00ednio destes dispositivos \u00e9 fundamental para compreender todo o sistema jur\u00eddico da propriedade no Brasil, servindo de base para institutos como condom\u00ednio, direitos reais sobre coisa alheia, registro imobili\u00e1rio e quest\u00f5es possess\u00f3rias.<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O direito de propriedade 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