{"id":4558,"date":"2025-10-27T23:09:13","date_gmt":"2025-10-28T02:09:13","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=4558"},"modified":"2025-10-27T23:09:15","modified_gmt":"2025-10-28T02:09:15","slug":"teoria-do-erro-no-direito-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/10\/27\/teoria-do-erro-no-direito-penal\/","title":{"rendered":"Teoria do Erro no Direito Penal"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558?action=genpdf&amp;id=4558\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">O artigo 20 do C\u00f3digo Penal brasileiro trata de uma das mat\u00e9rias mais relevantes para a compreens\u00e3o da teoria do delito: <strong>a teoria do erro<\/strong>. Este dispositivo legal estabelece as hip\u00f3teses em que o erro praticado pelo agente pode excluir ou diminuir sua responsabilidade penal, distinguindo entre diferentes modalidades de erro que produzem efeitos jur\u00eddicos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Para o concursando, dominar este tema \u00e9 fundamental, pois ele aparece com frequ\u00eancia em provas das mais diversas carreiras jur\u00eddicas, desde Magistratura e Minist\u00e9rio P\u00fablico at\u00e9 Delegado de Pol\u00edcia, Defensor P\u00fablico e concursos da OAB. A compreens\u00e3o adequada do erro de tipo, das descriminantes putativas, do erro determinado por terceiro e do erro sobre a pessoa exige conhecimento t\u00e9cnico aprofundado e capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o entre institutos semelhantes.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Erro sobre Elemento Constitutivo do Tipo (Caput do Artigo 20)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Natureza Jur\u00eddica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>erro de tipo<\/strong> ocorre quando o agente, por falsa percep\u00e7\u00e3o da realidade, desconhece ou se engana sobre elemento essencial que comp\u00f5e a estrutura do crime (tipo penal). Trata-se de um erro que recai sobre os elementos descritivos ou normativos do tipo legal de crime, impedindo que o agente tenha consci\u00eancia da realidade f\u00e1tica que caracteriza a conduta criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Conforme o caput do artigo 20: <em>&#8220;O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a puni\u00e7\u00e3o por crime culposo, se previsto em lei.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Classifica\u00e7\u00e3o do Erro de Tipo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O erro de tipo pode ser classificado quanto \u00e0 sua <strong>evitabilidade<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>a) Erro de tipo invenc\u00edvel (escus\u00e1vel ou inevit\u00e1vel)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Ocorre quando o erro \u00e9 justific\u00e1vel pelas circunst\u00e2ncias, ou seja, qualquer pessoa mediana, naquela situa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m incorreria no mesmo engano. Neste caso:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Exclui o dolo<\/strong> (elemento subjetivo do tipo)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Exclui a culpa<\/strong> (pois n\u00e3o houve previsibilidade)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Resultado<\/strong>: atipicidade absoluta da conduta<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo cl\u00e1ssico<\/strong>: O ca\u00e7ador que, em regi\u00e3o autorizada para ca\u00e7a, atira em um arbusto que se movimenta, acreditando tratar-se de um animal, mas na verdade era uma pessoa agachada. Se todas as circunst\u00e2ncias indicavam tratar-se de ca\u00e7a, o erro \u00e9 invenc\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>b) Erro de tipo venc\u00edvel (inescus\u00e1vel ou evit\u00e1vel)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Ocorre quando o erro poderia ter sido evitado caso o agente empregasse a dilig\u00eancia necess\u00e1ria. Uma pessoa atenta e cuidadosa n\u00e3o teria incorrido no engano. Neste caso:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Exclui o dolo<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>N\u00c3O exclui a culpa<\/strong> (havia previsibilidade)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Resultado<\/strong>: o agente responde por crime culposo, se previsto em lei<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo<\/strong>: O mesmo caso do ca\u00e7ador, por\u00e9m em regi\u00e3o pr\u00f3xima a uma trilha tur\u00edstica movimentada, onde seria previs\u00edvel a presen\u00e7a de pessoas. Se atirar sem verificar adequadamente, responder\u00e1 por homic\u00eddio culposo (art. 121, \u00a73\u00ba, CP).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Elementos Sobre os Quais Pode Incidir o Erro de Tipo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O erro de tipo pode recair sobre:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>1. Elementos descritivos do tipo<\/strong>: dados objetivos e apreens\u00edveis pelos sentidos<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><em>Exemplo<\/em>: &#8220;coisa alheia&#8221; no furto \u2013 o agente pega objeto pensando ser seu<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>2. Elementos normativos do tipo<\/strong>: conceitos que demandam valora\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ou cultural<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><em>Exemplo<\/em>: &#8220;documento&#8221; no art. 297, CP \u2013 agente falsifica papel sem saber que tem valor documental<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>3. Circunst\u00e2ncias do tipo<\/strong>: condi\u00e7\u00f5es especiais que qualificam o crime<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><em>Exemplo<\/em>: erro sobre a idade da v\u00edtima no crime de estupro de vulner\u00e1vel (art. 217-A, CP)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>4. Causas de aumento ou diminui\u00e7\u00e3o de pena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><em>Exemplo<\/em>: erro sobre o valor da res furtiva no furto qualificado<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f PONTO DE ATEN\u00c7\u00c3O PARA CONCURSOS<\/strong>: A distin\u00e7\u00e3o entre erro de tipo invenc\u00edvel e venc\u00edvel \u00e9 ESSENCIAL. Grave: erro invenc\u00edvel = exclui dolo + culpa = isen\u00e7\u00e3o de pena; erro venc\u00edvel = exclui s\u00f3 o dolo = responde por culpa (se prevista). Bancas adoram cobrar essa diferen\u00e7a em quest\u00f5es de m\u00faltipla escolha e casos pr\u00e1ticos!<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descriminantes Putativas (\u00a71\u00ba do Artigo 20)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Fundamento<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">As <strong>descriminantes putativas<\/strong> (tamb\u00e9m chamadas de justificantes putativas ou causas de justifica\u00e7\u00e3o imagin\u00e1rias) ocorrem quando o agente, por erro, sup\u00f5e estar atuando acobertado por uma excludente de ilicitude (leg\u00edtima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento de dever legal ou exerc\u00edcio regular de direito), quando, na realidade, n\u00e3o est\u00e3o presentes os requisitos legais para a exclus\u00e3o da ilicitude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O \u00a71\u00ba do artigo 20 estabelece: <em>&#8220;\u00c9 isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunst\u00e2ncias, sup\u00f5e situa\u00e7\u00e3o de fato que, se existisse, tornaria a a\u00e7\u00e3o leg\u00edtima. N\u00e3o h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de pena quando o erro deriva de culpa e o fato \u00e9 pun\u00edvel como crime culposo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Teorias sobre a Natureza das Descriminantes Putativas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">H\u00e1 intensa discuss\u00e3o doutrin\u00e1ria e jurisprudencial sobre a natureza jur\u00eddica das descriminantes putativas, dividindo-se em tr\u00eas teorias principais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>a) Teoria Extremada da Culpabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Todas as descriminantes putativas s\u00e3o tratadas como <strong>erro de proibi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Consequ\u00eancia: erro invenc\u00edvel = isenta de pena; erro venc\u00edvel = diminui a pena (art. 21, par\u00e1grafo \u00fanico, CP)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Cr\u00edtica: n\u00e3o foi a teoria adotada pelo C\u00f3digo Penal brasileiro<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>b) Teoria Limitada da Culpabilidade (ADOTADA PELO C\u00d3DIGO PENAL)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Diferencia as descriminantes putativas conforme o objeto do erro:<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>1. Descriminante putativa por erro de tipo permissivo<\/strong> (art. 20, \u00a71\u00ba, CP):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O agente erra sobre a <strong>situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica<\/strong> que autorizaria a excludente<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Exemplo: indiv\u00edduo percebe movimento em sua casa \u00e0 noite, pensa ser um ladr\u00e3o e atira, mas era seu filho chegando de viagem<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Tratamento: <strong>erro de tipo<\/strong> \u2192 erro invenc\u00edvel = isen\u00e7\u00e3o de pena; erro venc\u00edvel = culpa impr\u00f3pria<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>2. Descriminante putativa por erro de proibi\u00e7\u00e3o indireto<\/strong> (art. 21, CP):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O agente erra sobre a <strong>exist\u00eancia ou limites<\/strong> da norma permissiva<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Exemplo: indiv\u00edduo sabe que est\u00e1 sendo agredido (situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica correta), mas excede os limites da leg\u00edtima defesa por desconhecimento da lei<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Tratamento: <strong>erro de proibi\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2192 erro invenc\u00edvel = isenta de pena; erro venc\u00edvel = reduz a pena<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>c) Teoria Extremada do Dolo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Todas as descriminantes putativas s\u00e3o erro de tipo<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Cr\u00edtica: tamb\u00e9m n\u00e3o foi adotada pelo sistema brasileiro<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Culpa Impr\u00f3pria (Segunda Parte do \u00a71\u00ba)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A segunda parte do \u00a71\u00ba do artigo 20 trata da <strong>culpa impr\u00f3pria<\/strong> (tamb\u00e9m chamada de culpa por extens\u00e3o ou culpa por equipara\u00e7\u00e3o):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><em>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de pena quando o erro deriva de culpa e o fato \u00e9 pun\u00edvel como crime culposo.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Caracter\u00edsticas da culpa impr\u00f3pria:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O agente age com dolo (quer o resultado)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Por\u00e9m, age amparado por erro venc\u00edvel sobre a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica da excludente<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">\u00c9 tratado como se tivesse agido com culpa<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">S\u00f3 \u00e9 punido se existir previs\u00e3o de crime culposo<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo cl\u00e1ssico<\/strong>: Policial que, em persegui\u00e7\u00e3o, v\u00ea uma pessoa com objeto na m\u00e3o e, sem verificar adequadamente, atira pensando ser uma arma, mas era um celular. Se o erro era venc\u00edvel (poderia ter verificado melhor), responde por homic\u00eddio culposo, embora tenha agido com dolo.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f OBSERVA\u00c7\u00c3O FUNDAMENTAL<\/strong>: A culpa impr\u00f3pria \u00e9 EXCE\u00c7\u00c3O no sistema penal brasileiro. Nela, o agente age com dolo (estrutura subjetiva dolosa), mas \u00e9 punido como se tivesse agido com culpa (puni\u00e7\u00e3o atenuada). \u00c9 a \u00fanica hip\u00f3tese no C\u00f3digo Penal de &#8220;dolo&#8221; punido como culpa. Bancas costumam cobrar esse ponto em quest\u00f5es sobre institutos excepcionais!<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Erro Determinado por Terceiro (\u00a72\u00ba do Artigo 20)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Aplica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O \u00a72\u00ba do artigo 20 estabelece: <em>&#8220;Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Trata-se de hip\u00f3tese em que uma pessoa (terceiro) provoca dolosamente o erro em outra pessoa (executor), utilizando-a como instrumento para praticar o crime. O executor age sem dolo, pois est\u00e1 em erro de tipo, enquanto o terceiro age com plena consci\u00eancia e vontade de praticar o delito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Consequ\u00eancias jur\u00eddicas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O <strong>executor<\/strong> (quem age em erro): n\u00e3o responde pelo crime doloso, aplica-se a regra do erro de tipo (caput do art. 20)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">O <strong>terceiro<\/strong> (quem determina o erro): responde pelo crime doloso como autor mediato (autoria mediata)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cies de Erro Determinado por Terceiro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>a) Erro determinado dolosamente:<\/strong> O terceiro, intencionalmente, induz o executor ao erro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo<\/strong>: &#8220;A&#8221; entrega veneno para &#8220;B&#8221; dizendo ser rem\u00e9dio para que este administre em &#8220;C&#8221;. &#8220;B&#8221; age em erro de tipo invenc\u00edvel (n\u00e3o responde), enquanto &#8220;A&#8221; responde por homic\u00eddio doloso como autor mediato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>b) Erro determinado culposamente:<\/strong> O terceiro, por neglig\u00eancia, imprud\u00eancia ou imper\u00edcia, causa o erro no executor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo<\/strong>: M\u00e9dico prescreve medicamento errado por descuido, e enfermeiro administra no paciente, causando sua morte. O enfermeiro age em erro (n\u00e3o responde por crime doloso), e o m\u00e9dico responde por homic\u00eddio culposo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O ESPECIAL<\/strong>: Na autoria mediata por erro determinado, o terceiro utiliza o executor como &#8220;instrumento&#8221; do crime. \u00c9 essencial que o executor esteja em erro invenc\u00edvel para caracterizar autoria mediata. Se o erro for venc\u00edvel, ambos podem responder: o executor por crime culposo e o terceiro por crime doloso.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Erro sobre a Pessoa (\u00a73\u00ba do Artigo 20)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Natureza Jur\u00eddica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O <strong>erro sobre a pessoa<\/strong> (<em>error in persona<\/em>) \u00e9 classificado como <strong>erro de tipo acidental<\/strong>, pois n\u00e3o afeta a tipicidade da conduta. O agente quer praticar o crime, tem plena consci\u00eancia de que est\u00e1 cometendo um delito, mas se engana sobre a identidade da v\u00edtima por erro na representa\u00e7\u00e3o mental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O \u00a73\u00ba do artigo 20 estabelece: <em>&#8220;O erro quanto \u00e0 pessoa contra a qual o crime \u00e9 praticado n\u00e3o isenta de pena. N\u00e3o se consideram, neste caso, as condi\u00e7\u00f5es ou qualidades da v\u00edtima, sen\u00e3o as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas Fundamentais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>1. Erro na fase de identifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O agente se engana ANTES da execu\u00e7\u00e3o do crime<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Confunde a v\u00edtima real com a v\u00edtima pretendida<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Atinge exatamente quem pretendia atingir (mas a pessoa est\u00e1 mal identificada)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo<\/strong>: &#8220;A&#8221; quer matar seu inimigo &#8220;B&#8221;. V\u00ea uma pessoa usando as roupas de &#8220;B&#8221; e atira, matando-a. Descobre depois que era &#8220;C&#8221;, irm\u00e3o g\u00eameo de &#8220;B&#8221;, usando roupas emprestadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>2. Consequ\u00eancias jur\u00eddicas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>N\u00e3o isenta de pena<\/strong> (o crime foi consumado)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Aplica-se a <strong>teoria da equival\u00eancia<\/strong>: considera-se que o crime foi praticado contra a pessoa pretendida<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Levam-se em conta as <strong>caracter\u00edsticas da v\u00edtima virtual<\/strong> (pretendida), n\u00e3o da v\u00edtima real (efetivamente atingida)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a com Erro na Execu\u00e7\u00e3o (Aberratio Ictus)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">\u00c9 absolutamente crucial para concursos distinguir o erro sobre a pessoa do erro na execu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Crit\u00e9rio<\/strong><\/th><th><strong>Erro sobre a Pessoa (art. 20, \u00a73\u00ba)<\/strong><\/th><th><strong>Erro na Execu\u00e7\u00e3o (art. 73)<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td><strong>Fase do erro<\/strong><\/td><td>Identifica\u00e7\u00e3o\/representa\u00e7\u00e3o (antes da execu\u00e7\u00e3o)<\/td><td>Execu\u00e7\u00e3o do crime<\/td><\/tr><tr><td><strong>O que acontece<\/strong><\/td><td>Agente confunde a identidade da v\u00edtima<\/td><td>Agente erra a execu\u00e7\u00e3o e atinge pessoa diversa<\/td><\/tr><tr><td><strong>V\u00edtima atingida<\/strong><\/td><td>A pessoa que o agente queria atingir (mas mal identificada)<\/td><td>Pessoa diversa da pretendida<\/td><\/tr><tr><td><strong>Caracter\u00edsticas consideradas<\/strong><\/td><td>Da v\u00edtima pretendida (virtual)<\/td><td>Da v\u00edtima pretendida (virtual)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Resultado<\/strong><\/td><td>Crime \u00fanico<\/td><td>Pode haver concurso de crimes<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo de erro na execu\u00e7\u00e3o<\/strong>: &#8220;A&#8221; quer matar &#8220;B&#8221;, atira contra ele, mas erra a pontaria e acerta &#8220;C&#8221;, que estava ao lado. Aqui n\u00e3o houve erro de identifica\u00e7\u00e3o, mas erro na mec\u00e2nica da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"ptt-blue\"><strong>\u26a0\ufe0f DICA ESSENCIAL PARA PROVAS<\/strong>: A diferen\u00e7a entre error in persona (art. 20, \u00a73\u00ba) e aberratio ictus (art. 73) \u00e9 uma das quest\u00f5es MAIS COBRADAS em concursos. Decore: error in persona = erro mental\/ps\u00edquico na identifica\u00e7\u00e3o; aberratio ictus = erro f\u00edsico\/mec\u00e2nico na execu\u00e7\u00e3o. Em ambos os casos, consideram-se as caracter\u00edsticas da v\u00edtima pretendida, n\u00e3o da real!<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quadro Comparativo: Esp\u00e9cies de Erro no C\u00f3digo Penal<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Tipo de Erro<\/strong><\/th><th><strong>Dispositivo Legal<\/strong><\/th><th><strong>Objeto do Erro<\/strong><\/th><th><strong>Consequ\u00eancia (Invenc\u00edvel)<\/strong><\/th><th><strong>Consequ\u00eancia (Venc\u00edvel)<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Erro de tipo essencial<\/td><td>Art. 20, caput<\/td><td>Elementos do tipo<\/td><td>Exclui dolo e culpa (isen\u00e7\u00e3o)<\/td><td>Exclui dolo (responde por culpa)<\/td><\/tr><tr><td>Erro de tipo permissivo<\/td><td>Art. 20, \u00a71\u00ba<\/td><td>Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica da excludente<\/td><td>Isen\u00e7\u00e3o de pena<\/td><td>Culpa impr\u00f3pria<\/td><\/tr><tr><td>Erro de proibi\u00e7\u00e3o<\/td><td>Art. 21<\/td><td>Ilicitude da conduta<\/td><td>Isen\u00e7\u00e3o de pena<\/td><td>Redu\u00e7\u00e3o de pena (1\/6 a 1\/3)<\/td><\/tr><tr><td>Erro sobre a pessoa<\/td><td>Art. 20, \u00a73\u00ba<\/td><td>Identidade da v\u00edtima<\/td><td>N\u00e3o isenta (crime consumado)<\/td><td>N\u00e3o isenta (crime consumado)<\/td><\/tr><tr><td>Erro na execu\u00e7\u00e3o<\/td><td>Art. 73<\/td><td>Execu\u00e7\u00e3o material<\/td><td>N\u00e3o isenta (crime consumado)<\/td><td>N\u00e3o isenta (crime consumado)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doutrina e Posicionamento dos Tribunais Superiores<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ado\u00e7\u00e3o da Teoria Limitada da Culpabilidade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A doutrina brasileira \u00e9 praticamente un\u00e2nime em afirmar que o C\u00f3digo Penal adotou a <strong>teoria limitada da culpabilidade<\/strong> para o tratamento das descriminantes putativas[ref:20,26].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Como explicado pela doutrina moderna: <em>&#8220;Para a teoria limitada da culpabilidade, as discriminantes putativas constituem-se em erro do tipo permissivo, excluindo o dolo&#8221;<\/em>[ref:20], quando o erro recai sobre a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. Por\u00e9m, quando o erro recai sobre os limites ou a exist\u00eancia da norma permissiva, configura-se erro de proibi\u00e7\u00e3o indireto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Comprova\u00e7\u00e3o da Situa\u00e7\u00e3o de Erro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A jurisprud\u00eancia dos Tribunais Superiores \u00e9 rigorosa quanto \u00e0 necessidade de comprova\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de erro. Conforme posicionamento consolidado: <em>&#8220;N\u00e3o se reconhece a descriminante putativa do art. 20, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal, quando n\u00e3o comprovada a injusta agress\u00e3o imagin\u00e1ria&#8221;<\/em>[ref:30].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Isso significa que n\u00e3o basta a mera alega\u00e7\u00e3o de erro; \u00e9 necess\u00e1rio que as circunst\u00e2ncias do caso concreto demonstrem objetivamente que o agente estava em situa\u00e7\u00e3o de erro justific\u00e1vel.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aplica\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas e Casos Concretos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 1: Erro de Tipo Essencial Invenc\u00edvel<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jo\u00e3o, servidor do almoxarifado p\u00fablico, leva para casa uma caneta que acredita ser sua, pois era id\u00eantica \u00e0 que havia comprado dias antes. Descobre depois que sua caneta estava em outra gaveta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Erro de tipo invenc\u00edvel sobre elemento &#8220;coisa alheia&#8221; do crime de peculato (art. 312, CP). Exclui dolo e culpa. N\u00e3o h\u00e1 crime.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 2: Erro de Tipo Essencial Venc\u00edvel<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Maria, ca\u00e7adora experiente, atira em dire\u00e7\u00e3o a arbustos pr\u00f3ximos a \u00e1rea urbana, sem verificar adequadamente, atingindo pessoa que passava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Erro de tipo venc\u00edvel (poderia ter verificado). Exclui dolo, mas n\u00e3o culpa. Responde por homic\u00eddio culposo (art. 121, \u00a73\u00ba, CP).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 3: Descriminante Putativa por Erro de Tipo Permissivo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Pedro ouve barulho em sua casa \u00e0 noite, pega arma e atira contra vulto que se aproxima, matando seu filho que retornava de viagem inesperadamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Erro invenc\u00edvel sobre situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica da leg\u00edtima defesa (art. 20, \u00a71\u00ba, CP). As circunst\u00e2ncias justificavam o erro. Isen\u00e7\u00e3o de pena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 4: Culpa Impr\u00f3pria<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Policial em persegui\u00e7\u00e3o a assaltante, v\u00ea pessoa correndo com objeto na m\u00e3o e, sem verificar adequadamente, atira pensando ser arma, mas era celular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Descriminante putativa com erro venc\u00edvel (deveria ter verificado melhor). Age com dolo, mas \u00e9 punido por culpa impr\u00f3pria &#8211; homic\u00eddio culposo (art. 121, \u00a73\u00ba, CP).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 5: Erro Determinado por Terceiro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Carlos pede a enfermeira que aplique medica\u00e7\u00e3o em paciente, mas entrega dolosamente subst\u00e2ncia letal em vez do rem\u00e9dio. Enfermeira aplica sem saber.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Enfermeira age em erro de tipo invenc\u00edvel (n\u00e3o responde). Carlos responde por homic\u00eddio doloso como autor mediato (art. 20, \u00a72\u00ba, CP).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caso 6: Erro sobre a Pessoa<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Atirador contratado quer matar pol\u00edtico corrupto. V\u00ea pessoa usando terno caracter\u00edstico da v\u00edtima e atira, mas era irm\u00e3o g\u00eameo vestido com roupa emprestada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>An\u00e1lise<\/strong>: Erro sobre a pessoa (art. 20, \u00a73\u00ba, CP). N\u00e3o isenta de pena. Responde por homic\u00eddio qualificado (motivo torpe), considerando as caracter\u00edsticas do pol\u00edtico pretendido, n\u00e3o do irm\u00e3o atingido.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\"><strong>\u26a0\ufe0f MACETE DEFINITIVO PARA CONCURSOS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Erro de TIPO<\/strong> = erro sobre OS FATOS = exclui DOLO (e culpa se invenc\u00edvel)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Erro de PROIBI\u00c7\u00c3O<\/strong> = erro sobre A LEI\/ILICITUDE = reduz PENA (ou isenta se invenc\u00edvel)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Error in PERSONA<\/strong> = erro na CABE\u00c7A (identifica\u00e7\u00e3o mental)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Aberratio ICTUS<\/strong> = erro no BRA\u00c7O (execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Erro INVENC\u00cdVEL<\/strong> = qualquer um erraria = consequ\u00eancia MAIOR (isenta)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Erro VENC\u00cdVEL<\/strong> = dava para evitar = consequ\u00eancia MENOR (culpa ou redu\u00e7\u00e3o)<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">O artigo 20 do C\u00f3digo Penal representa um dos pilares da teoria do erro no direito penal brasileiro, estabelecendo um sistema coerente para tratamento das situa\u00e7\u00f5es em que o agente pratica conduta t\u00edpica sob erro. A compreens\u00e3o profunda deste dispositivo exige:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Dom\u00ednio conceitual<\/strong>: saber definir cada esp\u00e9cie de erro<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Capacidade de distin\u00e7\u00e3o<\/strong>: diferenciar institutos semelhantes<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Conhecimento das consequ\u00eancias<\/strong>: saber qual o resultado jur\u00eddico de cada modalidade<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica<\/strong>: conseguir identificar em casos concretos qual tipo de erro ocorreu<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"\">Para o concursando, \u00e9 essencial n\u00e3o apenas memorizar as regras, mas compreender a l\u00f3gica do sistema: o direito penal s\u00f3 pune condutas dolosas ou culposas quando h\u00e1 consci\u00eancia e vontade (dolo) ou previsibilidade e viola\u00e7\u00e3o do dever de cuidado (culpa). Quando o erro \u00e9 justific\u00e1vel e inevit\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 dolo nem culpa, logo n\u00e3o h\u00e1 crime. Quando o erro poderia ter sido evitado, exclui-se o dolo, mas permanece a culpa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Este tema se conecta com diversos outros institutos do direito penal (tipicidade, ilicitude, culpabilidade, concurso de pessoas, tentativa, etc.), sendo fundamental para uma vis\u00e3o sistem\u00e1tica da teoria do delito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Estude com aten\u00e7\u00e3o, fa\u00e7a muitos exerc\u00edcios pr\u00e1ticos e, principalmente, compreenda a RAZ\u00c3O de cada regra. O direito penal \u00e9 l\u00f3gico, e entender a l\u00f3gica \u00e9 o caminho para a aprova\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo 20 do C\u00f3digo Penal brasileiro trata de uma das mat\u00e9rias mais relevantes para a compreens\u00e3o da teoria do delito: a teoria do erro. Este dispositivo legal estabelece as hip\u00f3teses em que o erro praticado pelo agente pode excluir ou diminuir sua responsabilidade penal, distinguindo entre diferentes modalidades de erro que produzem efeitos jur\u00eddicos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[49,198],"tags":[197,211,357],"class_list":["post-4558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-penal","category-erro-sobre-elementos-do-tipo","tag-resumos_esquematizados","tag-questoes","tag-dicas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4558"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4559,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558\/revisions\/4559"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}