{"id":4968,"date":"2025-11-20T18:47:13","date_gmt":"2025-11-20T21:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=4968"},"modified":"2025-11-20T18:51:02","modified_gmt":"2025-11-20T21:51:02","slug":"principios-da-jurisdicao-no-processo-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/11\/20\/principios-da-jurisdicao-no-processo-civil\/","title":{"rendered":"PRINC\u00cdPIOS DA JURISDI\u00c7\u00c3O NO PROCESSO CIVIL"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4968?action=genpdf&amp;id=4968\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">Prezado concurseiro, antes de adentrarmos especificamente nos princ\u00edpios, \u00e9 fundamental compreender que a jurisdi\u00e7\u00e3o representa uma das express\u00f5es m\u00e1ximas da soberania estatal. Trata-se do poder-dever que o Estado det\u00e9m de aplicar o direito ao caso concreto, substituindo a vontade das partes pela vontade da lei, com o escopo de pacificar conflitos e garantir a ordem jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, em seu artigo 16, estabelece expressamente: <strong>&#8220;A jurisdi\u00e7\u00e3o civil \u00e9 exercida pelos ju\u00edzes e pelos tribunais em todo o territ\u00f3rio nacional, conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Esta fun\u00e7\u00e3o jurisdicional n\u00e3o se confunde com as demais fun\u00e7\u00f5es estatais (legislativa e executiva), apresentando caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que se manifestam atrav\u00e9s de princ\u00edpios estruturantes. Dominar esses princ\u00edpios \u00e9 absolutamente essencial para sua aprova\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o constantemente cobrados em provas de concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA INVESTIDURA<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Fundamento<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da investidura determina que <strong>somente pode exercer a jurisdi\u00e7\u00e3o aquele que foi regularmente investido no cargo de magistrado<\/strong>, observando-se as exig\u00eancias constitucionais e legais para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu artigo 93, inciso I, estabelece os requisitos para ingresso na carreira da magistratura, incluindo concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, atividade jur\u00eddica pr\u00e9via e bacharelado em Direito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aplica\u00e7\u00e3o Pr\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Este princ\u00edpio garante que apenas pessoas tecnicamente preparadas e legitimadas pelo Estado possam exercer a jurisdi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode haver juiz de fato; apenas juiz de direito devidamente investido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f PONTO DE ATEN\u00c7\u00c3O:<\/strong> Em concursos, \u00e9 comum aparecerem quest\u00f5es que confundem investidura com imparcialidade ou juiz natural. Lembre-se: investidura refere-se \u00e0 regularidade formal da nomea\u00e7\u00e3o e posse no cargo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DO JUIZ NATURAL<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Prote\u00e7\u00e3o Constitucional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio do juiz natural, tamb\u00e9m chamado de princ\u00edpio do juiz constitucional, encontra-se consagrado no artigo 5\u00ba, incisos XXXVII e LIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>Art. 5\u00ba, XXXVII<\/strong> &#8211; &#8220;n\u00e3o haver\u00e1 ju\u00edzo ou tribunal de exce\u00e7\u00e3o&#8221;;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>Art. 5\u00ba, LIII<\/strong> &#8211; &#8220;ningu\u00e9m ser\u00e1 processado nem sentenciado sen\u00e3o pela autoridade competente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Este princ\u00edpio garante que <strong>todos t\u00eam direito a serem julgados por um \u00f3rg\u00e3o jurisdicional previamente estabelecido pela Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>, com compet\u00eancia determinada antes da ocorr\u00eancia do fato. Veda\u00e7\u00e3o absoluta aos tribunais de exce\u00e7\u00e3o, criados especificamente para julgar determinado caso ou pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dimens\u00f5es do Princ\u00edpio<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O juiz natural apresenta tr\u00eas dimens\u00f5es fundamentais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Proibi\u00e7\u00e3o de tribunais de exce\u00e7\u00e3o<\/strong>: n\u00e3o se pode criar \u00f3rg\u00e3o jurisdicional ap\u00f3s o fato para julgar caso espec\u00edfico;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Juiz competente segundo regras constitucionais<\/strong>: o julgamento deve ocorrer perante \u00f3rg\u00e3o cuja compet\u00eancia esteja previamente estabelecida;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Garantia de imparcialidade<\/strong>: o julgador deve ser imparcial e estar protegido por garantias constitucionais.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jurisprud\u00eancia Relevante<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 704 DO STF<\/strong>: &#8220;N\u00e3o viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atra\u00e7\u00e3o por contin\u00eancia ou conex\u00e3o do processo do corr\u00e9u ao foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o de um dos denunciados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\"><strong>\ud83d\udccc OBSERVA\u00c7\u00c3O IMPORTANTE:<\/strong> Esta s\u00famula \u00e9 frequentemente cobrada em concursos e deve ser memorizada literalmente. Ela estabelece que a conex\u00e3o ou contin\u00eancia pode atrair processos ao tribunal competente para julgar autoridade com prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, sem violar o princ\u00edpio do juiz natural.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDI\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o Constitucional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da inafastabilidade, tamb\u00e9m denominado princ\u00edpio do acesso \u00e0 justi\u00e7a ou princ\u00edpio da indeclinabilidade, est\u00e1 previsto no <strong>artigo 5\u00ba, inciso XXXV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\">&#8220;a lei n\u00e3o excluir\u00e1 da aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio les\u00e3o ou amea\u00e7a a direito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado e Alcance<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Este \u00e9 um dos mais importantes princ\u00edpios processuais constitucionais. Ele estabelece que:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Direito de a\u00e7\u00e3o universal<\/strong>: qualquer pessoa pode buscar a tutela jurisdicional;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Proibi\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos ao acesso<\/strong>: o legislador n\u00e3o pode criar empecilhos que inviabilizem o acesso ao Judici\u00e1rio;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Aprecia\u00e7\u00e3o de les\u00e3o ou amea\u00e7a<\/strong>: n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio aguardar a les\u00e3o consumar-se; a amea\u00e7a j\u00e1 justifica a provoca\u00e7\u00e3o jurisdicional;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Veda\u00e7\u00e3o ao &#8220;non liquet&#8221;<\/strong>: o juiz n\u00e3o pode se eximir de julgar alegando lacuna ou obscuridade da lei (art. 140, CPC).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aspectos Modernos do Princ\u00edpio<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A doutrina contempor\u00e2nea ampliou o alcance deste princ\u00edpio, que passou a garantir n\u00e3o apenas o acesso formal aos tribunais, mas tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Acesso \u00e0 ordem jur\u00eddica justa<\/strong>: tutela jurisdicional adequada, tempestiva e efetiva;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo<\/strong>: art. 5\u00ba, LXXVIII, CF;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Meios adequados de solu\u00e7\u00e3o de conflitos<\/strong>: arbitragem, media\u00e7\u00e3o, concilia\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O PARA CONCURSOS:<\/strong> Quest\u00f5es podem tentar confundir inafastabilidade com obrigatoriedade de exaurimento da via administrativa. Memorize: em regra, <strong>n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esgotar a via administrativa antes de buscar o Judici\u00e1rio<\/strong>, salvo exce\u00e7\u00f5es expressas (ex: Justi\u00e7a Desportiva &#8211; art. 217, \u00a71\u00ba, CF).<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA INDELEGABILIDADE<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da indelegabilidade estabelece que <strong>o \u00f3rg\u00e3o jurisdicional n\u00e3o pode delegar a outro \u00f3rg\u00e3o ou pessoa a fun\u00e7\u00e3o de julgar<\/strong> que lhe foi constitucionalmente atribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fundamento<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Decorre da pr\u00f3pria estrutura constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias. Se a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis definiram que determinado \u00f3rg\u00e3o \u00e9 competente para certa causa, esse \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o pode transferir tal atribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00f5es Aparentes<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Embora a jurisdi\u00e7\u00e3o seja indeleg\u00e1vel, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que podem gerar d\u00favidas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Carta precat\u00f3ria (arts. 260 a 268, CPC)<\/strong>: n\u00e3o configura delega\u00e7\u00e3o de jurisdi\u00e7\u00e3o, mas mera coopera\u00e7\u00e3o interprocessual para pr\u00e1tica de atos materiais (cita\u00e7\u00e3o, intima\u00e7\u00e3o, oitiva de testemunhas);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Carta de ordem<\/strong>: expedida por tribunal para cumprimento de suas decis\u00f5es por juiz de primeira inst\u00e2ncia;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Carta rogat\u00f3ria (arts. 260, \u00a73\u00ba, CPC)<\/strong>: coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\"><strong>\ud83d\udccc OBSERVA\u00c7\u00c3O:<\/strong> A carta precat\u00f3ria \u00e9 instrumento de coopera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de delega\u00e7\u00e3o. O ju\u00edzo deprecado apenas cumpre atos de execu\u00e7\u00e3o; a decis\u00e3o permanece com o ju\u00edzo deprecante.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA INEVITABILIDADE<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Natureza<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da inevitabilidade significa que <strong>as partes submetem-se obrigatoriamente \u00e0 autoridade jurisdicional<\/strong>, n\u00e3o podendo escapar dos efeitos das decis\u00f5es judiciais. A jurisdi\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e independentemente da vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Manifesta\u00e7\u00f5es Concretas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Este princ\u00edpio manifesta-se em diversos institutos processuais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Coisa julgada<\/strong>: torna imut\u00e1vel e indiscut\u00edvel a decis\u00e3o (arts. 502 e seguintes, CPC);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada<\/strong>: permite ao Estado impor coativamente suas decis\u00f5es;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Medidas coercitivas<\/strong>: multas, bloqueios, penhoras independem de concord\u00e2ncia do executado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f PONTO DE ATEN\u00c7\u00c3O:<\/strong> A inevitabilidade diferencia a jurisdi\u00e7\u00e3o da arbitragem e de outros meios consensuais. Enquanto media\u00e7\u00e3o e concilia\u00e7\u00e3o dependem da vontade das partes, a decis\u00e3o judicial imp\u00f5e-se autoritativamente.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA ADER\u00caNCIA AO TERRIT\u00d3RIO (TERRITORIALIDADE)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da ader\u00eancia ao territ\u00f3rio estabelece que <strong>a autoridade do juiz limita-se ao territ\u00f3rio em que exerce suas fun\u00e7\u00f5es<\/strong>, n\u00e3o podendo seus atos produzirem efeitos diretos fora desses limites.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fundamento e Aplica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Este princ\u00edpio decorre da organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria nacional, que divide o territ\u00f3rio em comarcas, se\u00e7\u00f5es e subse\u00e7\u00f5es judici\u00e1rias. Cada juiz exerce jurisdi\u00e7\u00e3o em sua circunscri\u00e7\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Supera\u00e7\u00e3o da Literalidade do Territ\u00f3rio<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O CPC\/2015 trouxe importantes inova\u00e7\u00f5es relativizando este princ\u00edpio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Cita\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica<\/strong>: pode ser realizada independentemente de limites territoriais;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Videoconfer\u00eancia<\/strong>: permite oitiva de testemunhas distantes;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria nacional<\/strong>: facilitada pelos meios eletr\u00f4nicos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\"><strong>\ud83d\udccc OBSERVA\u00c7\u00c3O:<\/strong> Em provas, podem tentar confundir ader\u00eancia territorial com compet\u00eancia territorial. Lembre-se: s\u00e3o institutos distintos. Ader\u00eancia refere-se aos limites de atua\u00e7\u00e3o f\u00edsica do juiz; compet\u00eancia territorial diz respeito \u00e0 aptid\u00e3o para processar e julgar determinada causa.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA IN\u00c9RCIA<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Segundo o princ\u00edpio da in\u00e9rcia, tamb\u00e9m chamado de princ\u00edpio da demanda ou dispositivo, <strong>a jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00f3 atua quando provocada pela parte interessada<\/strong> (nemo judex sine actore &#8211; n\u00e3o h\u00e1 juiz sem autor).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o Legal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O C\u00f3digo de Processo Civil consagra este princ\u00edpio no artigo 2\u00ba:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"cir-art\"><strong>Art. 2\u00ba<\/strong>: &#8220;O processo come\u00e7a por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es legais em contr\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Justificativa<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A in\u00e9rcia jurisdicional justifica-se pela necessidade de preservar a imparcialidade do julgador. Se o juiz atuasse de of\u00edcio, poderia comprometer sua equidist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s partes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Embora seja a regra, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o juiz pode atuar de of\u00edcio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Execu\u00e7\u00e3o de of\u00edcio<\/strong> de senten\u00e7a que reconhe\u00e7a obriga\u00e7\u00e3o alimentar (art. 515, \u00a72\u00ba, CPC);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Invent\u00e1rio e partilha<\/strong> podem ser iniciados de of\u00edcio (art. 611, \u00a73\u00ba, CPC);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Procedimentos de jurisdi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria<\/strong> em determinadas hip\u00f3teses.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O PARA CONCURSOS:<\/strong> N\u00e3o confunda in\u00e9rcia inicial com impulso processual. Uma vez iniciado o processo pela parte, seu desenvolvimento ocorre por impulso oficial (art. 2\u00ba, CPC), independendo de nova provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA IMPRORROGABILIDADE<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da improrrogabilidade estabelece que <strong>a compet\u00eancia absoluta n\u00e3o pode ser modificada pela vontade das partes ou por fatos supervenientes<\/strong>. Os crit\u00e9rios de compet\u00eancia absoluta (em raz\u00e3o da mat\u00e9ria, da pessoa e funcional) s\u00e3o r\u00edgidos e inderrog\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Distin\u00e7\u00e3o Importante<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Compet\u00eancia absoluta<\/strong>: improrrog\u00e1vel, deve ser reconhecida de of\u00edcio, pode ser alegada a qualquer tempo, gera nulidade absoluta;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Compet\u00eancia relativa<\/strong>: prorrog\u00e1vel, depende de alega\u00e7\u00e3o da parte (exce\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia), preclus\u00e3o se n\u00e3o alegada tempestivamente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jurisprud\u00eancia Essencial<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 33 DO STJ<\/strong>: &#8220;A incompet\u00eancia relativa n\u00e3o pode ser declarada de of\u00edcio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-blue\"><strong>\ud83d\udccc MEMORIZA\u00c7\u00c3O OBRIGAT\u00d3RIA:<\/strong> Esta s\u00famula \u00e9 constantemente cobrada! O CPC\/2015 trouxe exce\u00e7\u00f5es a essa regra (art. 63, \u00a73\u00ba &#8211; cl\u00e1usula abusiva de elei\u00e7\u00e3o de foro; art. 337, \u00a75\u00ba &#8211; compet\u00eancia territorial nas demandas de consumo), mas a s\u00famula continua v\u00e1lida como regra geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O:<\/strong> Em concursos, bancas frequentemente questionam se a incompet\u00eancia relativa prorroga-se automaticamente ou se \u00e9 necess\u00e1ria alega\u00e7\u00e3o. Resposta: <strong>depende de alega\u00e7\u00e3o mediante exce\u00e7\u00e3o<\/strong>, salvo as hip\u00f3teses excepcionais previstas no CPC\/2015.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DA PERPETUATIO JURISDICTIONIS<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio da perpetua\u00e7\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o determina que <strong>a compet\u00eancia \u00e9 fixada no momento da propositura da a\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o sendo alterada por fatos supervenientes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o Legal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>Art. 43 do CPC<\/strong>: &#8220;Determina-se a compet\u00eancia no momento do registro ou da distribui\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial, sendo irrelevantes as modifica\u00e7\u00f5es do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio ou alterarem a compet\u00eancia absoluta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">A perpetua\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 absoluta. Altera\u00e7\u00f5es supervenientes podem modificar a compet\u00eancia quando:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Supress\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio<\/strong>: se a vara ou comarca for extinta;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Altera\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia absoluta<\/strong>: mudan\u00e7as constitucionais ou legais que modifiquem mat\u00e9ria, pessoa ou fun\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Cria\u00e7\u00e3o de novo tribunal<\/strong>: pode atrair processos em curso.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\"><strong>\ud83d\udccc OBSERVA\u00c7\u00c3O CRUCIAL:<\/strong> Mudan\u00e7as no valor da causa, no domic\u00edlio das partes ou em crit\u00e9rios de compet\u00eancia relativa N\u00c3O alteram a compet\u00eancia fixada inicialmente. Grave isso!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PRINC\u00cdPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDI\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Natureza<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio do duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o estabelece que <strong>as decis\u00f5es judiciais devem estar sujeitas \u00e0 revis\u00e3o por \u00f3rg\u00e3o hierarquicamente superior<\/strong>, permitindo maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e corre\u00e7\u00e3o de eventuais erros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Status Constitucional<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>PONTO CONTROVERSO:<\/strong> Diferentemente dos demais princ\u00edpios, o duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o <strong>N\u00c3O est\u00e1 expressamente previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal como garantia fundamental<\/strong>. Trata-se de princ\u00edpio impl\u00edcito, decorrente da estrutura judici\u00e1ria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o Legal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O CPC\/2015 prev\u00ea o duplo grau em diversas disposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Art. 496<\/strong>: remessa necess\u00e1ria (reexame obrigat\u00f3rio);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Arts. 994 e seguintes<\/strong>: sistema recursal;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Art. 1.009<\/strong>: apela\u00e7\u00e3o contra senten\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Limita\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O princ\u00edpio comporta exce\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Causas de compet\u00eancia origin\u00e1ria<\/strong> dos tribunais superiores (STF e STJ);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Decis\u00f5es de Turmas Recursais<\/strong> dos Juizados Especiais (art. 41, Lei 9.099\/95);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>S\u00famula vinculante<\/strong> e decis\u00f5es em repercuss\u00e3o geral podem limitar recursos.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"><strong>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O PARA CONCURSOS:<\/strong> Quest\u00f5es podem afirmar que o duplo grau \u00e9 garantia constitucional expressa. FALSO! \u00c9 princ\u00edpio impl\u00edcito, infraconstitucional, comportando exce\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">JURISDI\u00c7\u00c3O E COMPET\u00caNCIA: RELA\u00c7\u00c3O ENTRE OS CONCEITOS<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Distin\u00e7\u00e3o Conceitual<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">\u00c9 fundamental para concursos distinguir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong>: poder-dever estatal abstrato de aplicar o direito (UNA e INDIVIS\u00cdVEL);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Compet\u00eancia<\/strong>: medida e limite da jurisdi\u00e7\u00e3o, estabelecendo qual \u00f3rg\u00e3o julgar\u00e1 cada causa (DIVIS\u00cdVEL e GRADU\u00c1VEL).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">Todo juiz tem jurisdi\u00e7\u00e3o (poder geral), mas nem todo juiz tem compet\u00eancia para todas as causas (limite espec\u00edfico).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-green\"><strong>\ud83d\udccc MET\u00c1FORA DID\u00c1TICA:<\/strong> Jurisdi\u00e7\u00e3o \u00e9 como a eletricidade na rede; compet\u00eancia \u00e9 como o interruptor que direciona essa energia para cada ponto espec\u00edfico.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00daMULAS ESSENCIAIS SOBRE JURISDI\u00c7\u00c3O E COMPET\u00caNCIA<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00famulas do STJ<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 11 DO STJ<\/strong>: &#8220;A presen\u00e7a da Uni\u00e3o ou de qualquer de seus entes, na a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o especial, n\u00e3o afasta a compet\u00eancia do foro da situa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 33 DO STJ<\/strong>: &#8220;A incompet\u00eancia relativa n\u00e3o pode ser declarada de of\u00edcio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 235 DO STJ<\/strong>: &#8220;A conex\u00e3o n\u00e3o determina a reuni\u00e3o dos processos, se um deles j\u00e1 foi julgado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00famulas do STF<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 704 DO STF<\/strong>: &#8220;N\u00e3o viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atra\u00e7\u00e3o por contin\u00eancia ou conex\u00e3o do processo do corr\u00e9u ao foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o de um dos denunciados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-green\"><strong>\u26a0\ufe0f MEMORIZA\u00c7\u00c3O OBRIGAT\u00d3RIA:<\/strong> Estas quatro s\u00famulas s\u00e3o as mais cobradas em concursos sobre o tema. Leia-as v\u00e1rias vezes, decore a numera\u00e7\u00e3o e o texto literal.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">QUADRO SIN\u00d3TICO PARA REVIS\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>PRINC\u00cdPIO<\/th><th>CONCEITO-CHAVE<\/th><th>FUNDAMENTO LEGAL<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td><strong>Investidura<\/strong><\/td><td>S\u00f3 juiz regularmente nomeado exerce jurisdi\u00e7\u00e3o<\/td><td>Art. 93, I, CF<\/td><\/tr><tr><td><strong>Juiz Natural<\/strong><\/td><td>Veda\u00e7\u00e3o a tribunais de exce\u00e7\u00e3o<\/td><td>Art. 5\u00ba, XXXVII e LIII, CF<\/td><\/tr><tr><td><strong>Inafastabilidade<\/strong><\/td><td>Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o pode se recusar a julgar<\/td><td>Art. 5\u00ba, XXXV, CF<\/td><\/tr><tr><td><strong>Indelegabilidade<\/strong><\/td><td>Jurisdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser delegada<\/td><td>Arts. 201 e 492, CPC<\/td><\/tr><tr><td><strong>Inevitabilidade<\/strong><\/td><td>Decis\u00f5es se imp\u00f5em independente da vontade<\/td><td>Coisa julgada material<\/td><\/tr><tr><td><strong>Ader\u00eancia Territorial<\/strong><\/td><td>Juiz atua nos limites de sua circunscri\u00e7\u00e3o<\/td><td>Organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td><strong>In\u00e9rcia<\/strong><\/td><td>Jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00f3 atua se provocada<\/td><td>Art. 2\u00ba, CPC<\/td><\/tr><tr><td><strong>Improrrogabilidade<\/strong><\/td><td>Compet\u00eancia absoluta n\u00e3o se modifica<\/td><td>Arts. 62-66, CPC<\/td><\/tr><tr><td><strong>Perpetuatio Jurisdictionis<\/strong><\/td><td>Compet\u00eancia fixada no momento da propositura<\/td><td>Art. 43, CPC<\/td><\/tr><tr><td><strong>Duplo Grau<\/strong><\/td><td>Decis\u00f5es sujeitas a revis\u00e3o por inst\u00e2ncia superior<\/td><td>Arts. 496 e ss., CPC<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prezado concurseiro, antes de adentrarmos especificamente nos princ\u00edpios, \u00e9 fundamental compreender que a jurisdi\u00e7\u00e3o representa uma das express\u00f5es m\u00e1ximas da soberania estatal. Trata-se do poder-dever que o Estado det\u00e9m de aplicar o direito ao caso concreto, substituindo a vontade das partes pela vontade da lei, com o escopo de pacificar conflitos e garantir a ordem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"nf_dc_page":"","footnotes":""},"categories":[35,146],"tags":[24,46,197,357,372],"class_list":["post-4968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pireito-processual-civil","category-jurisdicao-e-da-acao","tag-revisao","tag-estudo-completo","tag-resumos_esquematizados","tag-dicas","tag-sumulas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4968"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4968\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4971,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4968\/revisions\/4971"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}