{"id":5137,"date":"2025-12-03T12:05:12","date_gmt":"2025-12-03T15:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=5137"},"modified":"2025-12-03T13:37:28","modified_gmt":"2025-12-03T16:37:28","slug":"obrigacao-de-indenizar-arts-927-a-943-do-codigo-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/12\/03\/obrigacao-de-indenizar-arts-927-a-943-do-codigo-civil\/","title":{"rendered":"OBRIGA\u00c7\u00c3O DE INDENIZAR (ARTS. 927 A 943 DO C\u00d3DIGO CIVIL)"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5137?action=genpdf&amp;id=5137\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<p class=\"\">A responsabilidade civil constitui um dos pilares fundamentais do Direito Civil brasileiro, disciplinando a obriga\u00e7\u00e3o de reparar danos causados a outrem. O Cap\u00edtulo I do T\u00edtulo IX do C\u00f3digo Civil (arts. 927 a 943) estabelece os fundamentos, modalidades e regras aplic\u00e1veis \u00e0 responsabilidade civil, tema recorrente em provas de concursos p\u00fablicos e essencial para a compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FUNDAMENTO DA RESPONSABILIDADE CIVIL (ART. 927)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O artigo 927 estabelece o princ\u00edpio basilar: <strong>&#8220;Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo&#8221;<\/strong>. Este dispositivo consagra a regra geral da <strong>responsabilidade civil subjetiva<\/strong>, que exige a presen\u00e7a de quatro elementos fundamentais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Conduta humana<\/strong> (a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Culpa ou dolo<\/strong> (elemento subjetivo)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Dano<\/strong> (preju\u00edzo material ou moral)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Nexo de causalidade<\/strong> (liga\u00e7\u00e3o entre a conduta e o dano)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade Civil Objetiva (Par\u00e1grafo \u00danico do Art. 927)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O par\u00e1grafo \u00fanico do art. 927 inaugura a <strong>cl\u00e1usula geral de responsabilidade objetiva<\/strong> no ordenamento brasileiro, fundamentada na <strong>teoria do risco<\/strong>. Segundo este dispositivo, haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano <strong>independentemente de culpa<\/strong> em duas hip\u00f3teses:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Casos especificados em lei<\/strong> (ex: rela\u00e7\u00f5es de consumo, danos ambientais, acidentes nucleares)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Atividade de risco<\/strong>: quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\">Na responsabilidade objetiva, dispensa-se a prova de culpa, exigindo-se apenas a demonstra\u00e7\u00e3o da conduta, do dano e do nexo causal. A teoria do risco fundamenta-se no princ\u00edpio de que aquele que cria um risco ou dele se beneficia deve responder pelos danos decorrentes, independentemente de ter agido com culpa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A doutrina brasileira identifica diversas modalidades da teoria do risco: risco-proveito (quem lucra com a atividade deve arcar com os preju\u00edzos), risco criado (quem cria o risco responde), risco profissional (inerente a certas atividades) e risco excepcional (atividades perigosas por natureza).<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE DO INCAPAZ (ART. 928)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 928 estabelece regra peculiar: o <strong>incapaz responde pelos preju\u00edzos que causar<\/strong>, por\u00e9m de forma subsidi\u00e1ria e equitativa. Esta responsabilidade somente se configura quando:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">As pessoas respons\u00e1veis pelo incapaz <strong>n\u00e3o tiverem obriga\u00e7\u00e3o<\/strong> de indenizar; ou<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">As pessoas respons\u00e1veis <strong>n\u00e3o dispuserem de meios suficientes<\/strong> para a repara\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\">O par\u00e1grafo \u00fanico traz importante limita\u00e7\u00e3o: a indeniza\u00e7\u00e3o deve ser <strong>equitativa<\/strong> e <strong>n\u00e3o pode privar do necess\u00e1rio<\/strong> o incapaz ou as pessoas que dele dependem. Trata-se de aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana, impedindo que a repara\u00e7\u00e3o cause empobrecimento existencial do devedor.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE POR ESTADO DE NECESSIDADE E LEG\u00cdTIMA DEFESA (ARTS. 929 E 930)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Direito \u00e0 Indeniza\u00e7\u00e3o do Lesado N\u00e3o Culpado (Art. 929)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Ainda que o ato seja praticado em <strong>estado de necessidade<\/strong> (art. 188, II do CC), se a pessoa lesada ou o dono da coisa n\u00e3o forem culpados do perigo, ter\u00e3o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exemplo pr\u00e1tico<\/strong>: &#8220;A&#8221;, para salvar-se de um inc\u00eandio, destr\u00f3i o port\u00e3o da propriedade de &#8220;B&#8221;. Mesmo estando em estado de necessidade, &#8220;A&#8221; dever\u00e1 indenizar &#8220;B&#8221;, que n\u00e3o foi culpado pelo perigo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o Regressiva (Art. 930)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 930 prev\u00ea o direito de <strong>a\u00e7\u00e3o regressiva<\/strong> contra:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O <strong>terceiro culpado<\/strong> pelo perigo que gerou o estado de necessidade; ou<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Aquele <strong>em defesa de quem<\/strong> se causou o dano (leg\u00edtima defesa de terceiro)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">Esta norma visa distribuir adequadamente o \u00f4nus da indeniza\u00e7\u00e3o, fazendo recair sobre o verdadeiro respons\u00e1vel pelo evento danoso.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE OBJETIVA DOS EMPRES\u00c1RIOS (ART. 931)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 931 estabelece a <strong>responsabilidade objetiva<\/strong> dos empres\u00e1rios individuais e empresas pelos danos causados pelos <strong>produtos postos em circula\u00e7\u00e3o<\/strong>, ressalvadas outras hip\u00f3teses de lei especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\">Esta norma dialoga diretamente com o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078\/90), que regula de forma mais detalhada a responsabilidade pelo fato do produto e do servi\u00e7o. Aplica-se a teoria do risco da atividade empresarial.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE POR FATO DE TERCEIRO (ARTS. 932 E 933)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Os arts. 932 e 933 estabelecem a <strong>responsabilidade civil por ato de terceiro<\/strong>, tamb\u00e9m denominada <strong>responsabilidade indireta<\/strong> ou <strong>por fato de outrem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Respons\u00e1veis (Art. 932)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">S\u00e3o respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>I &#8211; Os pais<\/strong> pelos filhos menores sob sua autoridade e em sua companhia <\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>II &#8211; O tutor e o curador<\/strong> pelos pupilos e curatelados nas mesmas condi\u00e7\u00f5es <\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>III &#8211; O empregador ou comitente<\/strong> por empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho ou em raz\u00e3o dele <\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>IV &#8211; Donos de hot\u00e9is, hospedarias e estabelecimentos educacionais<\/strong> pelos h\u00f3spedes, moradores e educandos <\/p>\n\n\n\n<p class=\"cit-art\"><strong>V &#8211; Participantes nos produtos do crime<\/strong> at\u00e9 a concorrente quantia (gratuitamente)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Natureza Objetiva da Responsabilidade (Art. 933)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Aspecto crucial para concursos<\/strong>: O art. 933 estabelece que a responsabilidade das pessoas indicadas no art. 932 \u00e9 <strong>OBJETIVA<\/strong>, ou seja, <strong>independe de culpa<\/strong> de sua parte. Respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos mesmo que tenham agido com dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\">Trata-se de responsabilidade direta e objetiva. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de o lesado provar culpa in vigilando (falha na vigil\u00e2ncia) ou culpa in eligendo (m\u00e1 escolha). Basta demonstrar o ato il\u00edcito praticado pelo terceiro e o nexo com a atividade desenvolvida sob a responsabilidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 341 DO STF<\/strong>: &#8220;\u00c9 presumida a culpa do patr\u00e3o ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\">Embora a S\u00famula 341 do STF refira-se \u00e0 &#8220;presun\u00e7\u00e3o de culpa&#8221;, a reda\u00e7\u00e3o do art. 933 do C\u00f3digo Civil de 2002 deixou clara a natureza objetiva desta responsabilidade, superando o antigo debate doutrin\u00e1rio.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00c7\u00c3O DE REGRESSO (ART. 934)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 934 assegura o <strong>direito de regresso<\/strong> \u00e0quele que ressarcir dano causado por outrem, permitindo reaver o que houver pago daquele por quem pagou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exce\u00e7\u00f5es ao direito de regresso<\/strong>: N\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o regressiva quando o causador do dano for:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Descendente<\/strong> do pagador; e<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Absoluta ou relativamente incapaz<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">Esta limita\u00e7\u00e3o fundamenta-se na prote\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os familiares e da pessoa do incapaz.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">INDEPEND\u00caNCIA ENTRE RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL (ART. 935)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 935 consagra o princ\u00edpio da <strong>independ\u00eancia das esferas<\/strong> civil e criminal, estabelecendo que a responsabilidade civil \u00e9 independente da criminal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Regra<\/strong>: A condena\u00e7\u00e3o ou absolvi\u00e7\u00e3o criminal n\u00e3o impede a propositura de a\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Exce\u00e7\u00e3o<\/strong>: Quando no ju\u00edzo criminal ficarem decididas <strong>duas quest\u00f5es espec\u00edficas<\/strong>, n\u00e3o se poder\u00e1 mais discuti-las no c\u00edvel:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">A <strong>exist\u00eancia do fato<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">A <strong>autoria do fato<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\">A senten\u00e7a criminal absolut\u00f3ria que reconhecer inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria faz coisa julgada no c\u00edvel. Por\u00e9m, se a absolvi\u00e7\u00e3o decorrer de falta de provas ou de excludente de ilicitude, n\u00e3o impede a discuss\u00e3o no \u00e2mbito civil, que possui crit\u00e9rios probat\u00f3rios menos rigorosos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS POR ANIMAIS (ART. 936)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 936 estabelece responsabilidade <strong>objetiva<\/strong> do dono ou detentor do animal pelos danos por este causados, admitindo duas excludentes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Culpa da v\u00edtima<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>For\u00e7a maior<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\"> N\u00e3o se admite o caso fortuito como excludente, apenas a for\u00e7a maior. Trata-se de responsabilidade fundada no risco da atividade de guarda do animal. O dono ou detentor assume o risco pelos danos que o animal possa causar.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE POR RU\u00cdNA DE EDIF\u00cdCIO (ART. 937)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O dono de edif\u00edcio ou constru\u00e7\u00e3o responde pelos danos resultantes de sua <strong>ru\u00edna<\/strong>, se esta decorrer de <strong>falta de reparos cuja necessidade fosse manifesta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Natureza<\/strong>: Responsabilidade <strong>subjetiva<\/strong>, pois exige demonstra\u00e7\u00e3o de que havia necessidade manifesta de reparos. O elemento culpa est\u00e1 presente na neglig\u00eancia em realizar os reparos necess\u00e1rios.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE POR COISAS CA\u00cdDAS OU LAN\u00c7ADAS (ART. 938)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Quem habitar pr\u00e9dio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das <strong>coisas que dele ca\u00edrem ou forem lan\u00e7adas<\/strong> em lugar indevido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Natureza<\/strong>: Responsabilidade <strong>objetiva<\/strong>, fundamentada na teoria do risco. N\u00e3o se investiga se houve culpa, bastando a rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre a coisa que caiu\/foi lan\u00e7ada e o dano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\">Aplica-se ao respons\u00e1vel pela habita\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, n\u00e3o necessariamente ao propriet\u00e1rio. Fundamenta-se no risco criado pela ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o elevado.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE DO CREDOR QUE DEMANDA ANTECIPADAMENTE (ART. 939)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 939 estabelece san\u00e7\u00e3o ao credor que <strong>demandar o devedor antes do vencimento da d\u00edvida<\/strong>, fora dos casos permitidos em lei. O credor ficar\u00e1 obrigado a:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Esperar o tempo faltante para o vencimento<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Descontar os juros correspondentes, mesmo que estipulados<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Pagar as custas em dobro<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\">Esta norma visa proteger o devedor contra cobran\u00e7as abusivas e prematuras, preservando o prazo contratual estabelecido.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">COBRAN\u00c7A INDEVIDA &#8211; REPETI\u00c7\u00c3O EM DOBRO (ART. 940)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Dispositivo de extrema relev\u00e2ncia para concursos p\u00fablicos, o art. 940 estabelece san\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria para quem:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Demandar por d\u00edvida j\u00e1 paga<\/strong> (no todo ou em parte), sem ressalvar quantias recebidas \u2192 obrigado a pagar <strong>o dobro<\/strong> do que houver cobrado<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Pedir mais do que \u00e9 devido<\/strong> \u2192 obrigado a pagar o <strong>equivalente<\/strong> do que exigir a maior<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Ressalva<\/strong>: A penalidade n\u00e3o se aplica se houver <strong>prescri\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 159 DO STF<\/strong>: &#8220;Cobran\u00e7a excessiva, mas de boa-f\u00e9, n\u00e3o d\u00e1 lugar \u00e0s san\u00e7\u00f5es do art. 1.531 do C\u00f3digo Civil&#8221; (atual art. 940).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"ptt-white\"> A jurisprud\u00eancia majorit\u00e1ria do STJ exige a demonstra\u00e7\u00e3o de <strong>m\u00e1-f\u00e9<\/strong> do credor para aplica\u00e7\u00e3o da penalidade do art. 940. A simples cobran\u00e7a indevida, se fundada em d\u00favida razo\u00e1vel, n\u00e3o atrai automaticamente a san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">DESIST\u00caNCIA DA A\u00c7\u00c3O (ART. 941)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 941 estabelece que as penas dos arts. 939 e 940 <strong>n\u00e3o se aplicam<\/strong> quando o autor <strong>desistir da a\u00e7\u00e3o antes de contestada a lide<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Ressalva<\/strong>: O r\u00e9u preserva o direito de haver indeniza\u00e7\u00e3o por algum preju\u00edzo que prove ter sofrido (dano emergente, como custas, honor\u00e1rios advocat\u00edcios contratuais, etc.).<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">SOLIDARIEDADE NA RESPONSABILIDADE CIVIL (ART. 942)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade Patrimonial (Caput)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Os <strong>bens do respons\u00e1vel<\/strong> ficam sujeitos \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano. Se a ofensa tiver <strong>mais de um autor<\/strong>, todos responder\u00e3o <strong>solidariamente<\/strong> pela repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Consequ\u00eancias da solidariedade<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">A v\u00edtima pode cobrar de qualquer um dos respons\u00e1veis o valor integral<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">O pagamento por um dos devedores libera os demais perante a v\u00edtima<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">H\u00e1 direito de regresso entre os coobrigados<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Extens\u00e3o da Solidariedade (Par\u00e1grafo \u00danico)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">S\u00e3o <strong>solidariamente respons\u00e1veis<\/strong> com os autores:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Os <strong>coautores<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">As pessoas designadas no <strong>art. 932<\/strong> (respons\u00e1veis por ato de terceiro)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"ptt-red\">A solidariedade facilita a repara\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, que n\u00e3o precisa dividir a a\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios r\u00e9us ou se preocupar com a solv\u00eancia individual de cada um. Pode cobrar tudo de quem tiver melhores condi\u00e7\u00f5es de pagar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 537 DO STJ<\/strong>: &#8220;Em a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a denuncia\u00e7\u00e3o ou contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o segurado, \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o devida \u00e0 v\u00edtima.&#8221;<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">TRANSMISS\u00c3O DA OBRIGA\u00c7\u00c3O DE INDENIZAR (ART. 943)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O art. 943 estabelece que tanto o <strong>direito de exigir repara\u00e7\u00e3o<\/strong> quanto a <strong>obriga\u00e7\u00e3o de prest\u00e1-la<\/strong> se transmitem com a <strong>heran\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Significado pr\u00e1tico<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Os <strong>herdeiros da v\u00edtima<\/strong> podem cobrar a indeniza\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Os <strong>herdeiros do causador do dano<\/strong> respondem pela obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, <strong>limitado \u00e0s for\u00e7as da heran\u00e7a<\/strong> (art. 1.792 do CC)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"ptt-yellow\">Esta transmissibilidade aplica-se tanto aos danos materiais quanto aos danos morais, superando antigo entendimento que negava a transmissibilidade do direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00daMULAS RELEVANTES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 37 DO STJ<\/strong> (n\u00e3o STF): &#8220;S\u00e3o cumul\u00e1veis as indeniza\u00e7\u00f5es por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 227 DO STJ<\/strong>: &#8220;A pessoa jur\u00eddica pode sofrer dano moral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 387 DO STJ<\/strong>: &#8220;\u00c9 l\u00edcita a cumula\u00e7\u00e3o das indeniza\u00e7\u00f5es de dano est\u00e9tico e dano moral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 403 DO STJ<\/strong>: &#8220;Independe de prova do preju\u00edzo a indeniza\u00e7\u00e3o pela publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada de imagem de pessoa com fins econ\u00f4micos ou comerciais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 490 DO STF<\/strong>: &#8220;A pens\u00e3o correspondente \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o oriunda de responsabilidade civil deve ser calculada com base no sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente ao tempo da senten\u00e7a e ajustar-se-\u00e3o as presta\u00e7\u00f5es vencidas ao piso salarial da data do pagamento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 491 DO STF<\/strong>: &#8220;\u00c9 indeniz\u00e1vel o acidente que cause a morte de filho menor, ainda que n\u00e3o exer\u00e7a trabalho remunerado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"sumula\"><strong>S\u00daMULA 492 DO STF<\/strong>: &#8220;A empresa locadora de ve\u00edculos responde, civil e solidariamente com o locat\u00e1rio, pelos danos por este causados a terceiro, no uso do carro locado.&#8221;<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">A S\u00famula 37 do STJ consolidou entendimento essencial: <strong>um mesmo fato pode gerar tanto dano material quanto dano moral<\/strong>, sendo ambos cumul\u00e1veis. Isso porque atingem bens jur\u00eddicos diversos: o patrim\u00f4nio e os direitos da personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A S\u00famula 227 do STJ reconheceu que pessoas jur\u00eddicas tamb\u00e9m podem sofrer dano moral, especialmente relacionado \u00e0 <strong>honra objetiva<\/strong> (reputa\u00e7\u00e3o, imagem comercial, credibilidade no mercado).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A S\u00famula 387 do STJ admite a cumula\u00e7\u00e3o de dano est\u00e9tico (deformidade f\u00edsica) com dano moral (sofrimento ps\u00edquico), por constitu\u00edrem les\u00f5es a bens jur\u00eddicos aut\u00f4nomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A S\u00famula 403 do STJ estabelece o <strong>dano in re ipsa<\/strong> (dano presumido) para uso n\u00e3o autorizado de imagem com fins lucrativos, dispensando prova do preju\u00edzo material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A S\u00famula 491 do STF reconhece o dano moral reflexo ou ricochete, permitindo que os pais recebam indeniza\u00e7\u00e3o pela morte de filho menor, ainda que este n\u00e3o exercesse trabalho remunerado, em raz\u00e3o do sofrimento e da perda do conv\u00edvio familiar.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">RESPONSABILIDADE SUBJETIVA x OBJETIVA<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>ASPECTO<\/strong><\/th><th><strong>RESPONSABILIDADE SUBJETIVA<\/strong><\/th><th><strong>RESPONSABILIDADE OBJETIVA<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td><strong>Fundamento<\/strong><\/td><td>Culpa (teoria da culpa)<\/td><td>Risco (teoria do risco)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Elementos<\/strong><\/td><td>Conduta + culpa + dano + nexo causal<\/td><td>Conduta + dano + nexo causal<\/td><\/tr><tr><td><strong>\u00d4nus da prova<\/strong><\/td><td>V\u00edtima deve provar culpa do agente<\/td><td>V\u00edtima n\u00e3o precisa provar culpa<\/td><\/tr><tr><td><strong>Previs\u00e3o legal<\/strong><\/td><td>Art. 927, caput (regra geral)<\/td><td>Art. 927, par\u00e1grafo \u00fanico (exce\u00e7\u00e3o)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Exemplos<\/strong><\/td><td>Acidente por imprud\u00eancia, neglig\u00eancia comum<\/td><td>Rela\u00e7\u00e3o de consumo, dano ambiental, atividade de risco<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"ptt-green wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PONTOS ESSENCIAIS PARA MEMORIZA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 A responsabilidade civil <strong>subjetiva \u00e9 a regra<\/strong>; a objetiva \u00e9 exce\u00e7\u00e3o (art. 927)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 A responsabilidade por <strong>ato de terceiro<\/strong> (art. 932\/933) \u00e9 <strong>OBJETIVA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 S\u00e3o <strong>cumul\u00e1veis<\/strong> indeniza\u00e7\u00f5es por dano material, moral e est\u00e9tico<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 O <strong>incapaz responde subsidiariamente<\/strong> pelos danos que causar (art. 928)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 A responsabilidade civil \u00e9 <strong>independente<\/strong> da criminal (art. 935)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 <strong>Solidariedade<\/strong> entre coautores e autores (art. 942)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 A obriga\u00e7\u00e3o de indenizar <strong>transmite-se aos herdeiros<\/strong> (art. 943)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 Cobran\u00e7a de d\u00edvida paga gera obriga\u00e7\u00e3o de pagar o <strong>dobro<\/strong> (art. 940), mas exige <strong>m\u00e1-f\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 Animal: responsabilidade <strong>objetiva<\/strong>, exclu\u00edda por culpa da v\u00edtima ou for\u00e7a maior (art. 936)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 Coisas que caem\/s\u00e3o lan\u00e7adas do pr\u00e9dio: responsabilidade <strong>objetiva<\/strong> de quem habita (art. 938)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u2705 Ru\u00edna de edif\u00edcio: responsabilidade <strong>subjetiva<\/strong>, exige falta de reparos manifesta (art. 937)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"\">A responsabilidade civil constitui mecanismo fundamental de tutela de direitos na ordem jur\u00eddica brasileira, impondo a quem causa dano a terceiro o dever de repara\u00e7\u00e3o. O C\u00f3digo Civil de 2002 inovou ao introduzir a cl\u00e1usula geral de responsabilidade objetiva (art. 927, par\u00e1grafo \u00fanico), permitindo maior prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas em casos de atividades de risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Para aprova\u00e7\u00e3o em concursos p\u00fablicos, \u00e9 essencial dominar: (1) a distin\u00e7\u00e3o entre responsabilidade subjetiva e objetiva; (2) as hip\u00f3teses de responsabilidade por ato de terceiro; (3) as s\u00famulas dos tribunais superiores sobre o tema; (4) os pressupostos da responsabilidade civil; e (5) as regras especiais previstas nos arts. 928 a 943.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O estudo da responsabilidade civil deve ser integrado com outros ramos do direito, especialmente Direito do Consumidor, Direito Ambiental e Direito do Trabalho, onde a responsabilidade objetiva tem ampla incid\u00eancia.<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A responsabilidade civil constitui um dos pilares fundamentais do Direito Civil brasileiro, disciplinando a obriga\u00e7\u00e3o de reparar danos causados a outrem. 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