{"id":620,"date":"2025-04-11T22:44:33","date_gmt":"2025-04-12T01:44:33","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/?p=620"},"modified":"2025-06-06T21:16:06","modified_gmt":"2025-06-07T00:16:06","slug":"o-inquerito-policial-estrutura-finalidade-e-procedimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/2025\/04\/11\/o-inquerito-policial-estrutura-finalidade-e-procedimentos\/","title":{"rendered":"O Inqu\u00e9rito Policial &#8211; Resumo"},"content":{"rendered":"<div style=\"display:flex; gap:10px;justify-content:flex-end\" class=\"wps-pgfw-pdf-generate-icon__wrapper-frontend\">\n\t\t<a  href=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/620?action=genpdf&amp;id=620\" class=\"pgfw-single-pdf-download-button\" ><img src=\"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/pdf-generator-for-wp\/admin\/src\/images\/PDF_Tray.svg\" title=\"Gerar PDF  \" style=\"width:auto; height:45px;\"><\/a>\n\t\t<\/div>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ou\u00e7a a explica\u00e7\u00e3o !<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O&nbsp;<strong>inqu\u00e9rito policial (IP)<\/strong>&nbsp;\u00e9 um procedimento administrativo preliminar de natureza investigativa, presidido pela autoridade policial, cuja finalidade \u00e9 apurar a exist\u00eancia de infra\u00e7\u00f5es penais e sua autoria. Embora n\u00e3o seja indispens\u00e1vel ao oferecimento de den\u00fancia ou da queixa, o inqu\u00e9rito desempenha um papel crucial no fornecimento de subs\u00eddios para a forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do titular da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Regulado pelo C\u00f3digo de Processo Penal (CPP), o IP \u00e9 composto por normas e princ\u00edpios que visam equilibrar a efetividade da investiga\u00e7\u00e3o criminal e a salvaguarda de direitos fundamentais, como o sigilo investigativo, a impossibilidade de arquivamento direto pela autoridade policial e limites temporais para o encerramento do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conceito e Finalidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O inqu\u00e9rito policial, conforme disposto no Art. 4\u00ba do CPP, \u00e9 um procedimento&nbsp;<strong>inquisitorial<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>instrumental<\/strong>, que se destina \u00e0 apura\u00e7\u00e3o das infra\u00e7\u00f5es penais e de sua autoria. O car\u00e1ter inquisitorial indica que, em regra, o IP n\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio, pois tem como objetivo investigar o fato sem que necessariamente todas as partes participem ativamente neste momento inicial. \u00c9 importante diferenciar o IP do processo judicial, dado seu papel meramente investigativo, sem car\u00e1ter decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O&nbsp;<strong>sigilo<\/strong>&nbsp;\u00e9 um dos pilares do IP, previsto no Artigo 20 do CPP, sendo justificado como forma de garantir uma investiga\u00e7\u00e3o eficiente e, ao mesmo tempo, proteger os direitos do investigado e de eventuais testemunhas. Contudo, esse sigilo deve respeitar direitos b\u00e1sicos da defesa, conforme a S\u00famula Vinculante n. 14 do STF:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"\">&#8220;\u00c9 direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, j\u00e1 documentados em procedimento investigat\u00f3rio realizado por \u00f3rg\u00e3o competente, digam respeito ao exerc\u00edcio do direito de defesa.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Observa\u00e7\u00f5es Importantes<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Natureza jur\u00eddica<\/strong>: O IP \u00e9 considerado procedimento administrativo, assim, n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o judicial sobre m\u00e9rito ou pena.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Papel do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>: O MP \u00e9 destinat\u00e1rio natural do inqu\u00e9rito em crimes de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica, participando inclusive por meio de requisi\u00e7\u00f5es e acompanhamentos investigativos.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Car\u00e1ter discricion\u00e1rio<\/strong>: A condu\u00e7\u00e3o do IP pela autoridade policial (delegado) goza de discricionariedade, respeitados os limites legais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">In\u00edcio do Inqu\u00e9rito Policial (Artigos 4\u00ba e 5\u00ba)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O IP pode ser instaurado de diferentes formas, dependendo da modalidade de a\u00e7\u00e3o penal envolvida:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Nos crimes de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">De of\u00edcio pela pol\u00edcia (pr\u00f3pria iniciativa da autoridade);<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Por requisi\u00e7\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Por requerimento do ofendido ou de quem o represente legalmente;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Por dela\u00e7\u00e3o por parte de qualquer pessoa do povo (Art. 5\u00ba, \u00a73\u00ba).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Nos crimes de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica condicionada<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Depender\u00e1 de representa\u00e7\u00e3o formal do ofendido.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Nos crimes de a\u00e7\u00e3o privada<\/strong>:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">S\u00f3 ser\u00e1 instaurado mediante requerimento espec\u00edfico do ofendido (Art. 5\u00ba, \u00a75\u00ba).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Requisitos do Requerimento de Abertura do Inqu\u00e9rito<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Narra\u00e7\u00e3o detalhada do fato e circunst\u00e2ncias;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Individualiza\u00e7\u00e3o do poss\u00edvel autor ou dos elementos que possam identific\u00e1-lo;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Nomea\u00e7\u00e3o de testemunhas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ponto de Aten\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">Caso um requerimento de abertura de inqu\u00e9rito seja indeferido pela autoridade policial, cabe&nbsp;<strong>recurso administrativo ao chefe de pol\u00edcia<\/strong>&nbsp;(Art. 5\u00ba, \u00a72\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atos e Procedimentos no Inqu\u00e9rito Policial (Artigos 6\u00ba ao 13)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Os Artigos 6\u00ba a 13 detalham os procedimentos fundamentais que devem ser realizados no curso das investiga\u00e7\u00f5es. Esses dispositivos s\u00e3o frequentemente objeto de questionamentos em concursos e merecem aten\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Procedimentos obrigat\u00f3rios ao delegado:<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Preserva\u00e7\u00e3o do local do crime<\/strong>: A autoridade policial, ao ter ci\u00eancia da infra\u00e7\u00e3o, deve garantir a preserva\u00e7\u00e3o do estado e conserva\u00e7\u00e3o das coisas (Art. 6\u00ba, I).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Coleta de provas<\/strong>: Inclui a oitiva do ofendido, indiciado, nomea\u00e7\u00e3o de testemunhas e apreens\u00e3o de objetos relacionados ao crime (Art. 6\u00ba, III, IV e V).<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Exames periciais<\/strong>: O delegado deve determinar a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcias, exames de corpo de delito e reconhecimento de suspeitos, se necess\u00e1rio (Art. 6\u00ba, VII).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ponto de Aten\u00e7\u00e3o: Prazo para Conclus\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">Quando o indiciado estiver preso: 10 dias corridos.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Quando estiver solto: 30 dias corridos, prorrog\u00e1veis nos crimes complexos com autoriza\u00e7\u00e3o judicial (Art. 10).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o Simulada dos Fatos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Para esclarecer os detalhes do crime, a autoridade policial pode realizar uma&nbsp;<strong>reprodu\u00e7\u00e3o simulada dos fatos<\/strong>, desde que n\u00e3o contrarie a moralidade ou a ordem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Os&nbsp;<strong>Artigos 13-A e 13-B<\/strong>&nbsp;do C\u00f3digo de Processo Penal brasileiro abordam a quest\u00e3o da requisi\u00e7\u00e3o de dados cadastrais e informa\u00e7\u00f5es para a investiga\u00e7\u00e3o de crimes, com foco especial no tr\u00e1fico de pessoas. Esses dispositivos legais s\u00e3o de suma import\u00e2ncia para garantir a efetividade das investiga\u00e7\u00f5es policiais em delitos graves, como sequestros e outros crimes que afetam diretamente a dignidade e seguran\u00e7a das v\u00edtimas, principalmente crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Com a crescente necessidade de agilidade nas investiga\u00e7\u00f5es, esses artigos trazem mecanismos que permitem ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00e0 pol\u00edcia um acesso facilitado a informa\u00e7\u00f5es essenciais para o desmantelamento de redes criminosas. A compreens\u00e3o detalhada desses artigos \u00e9 fundamental para quem estuda para concursos p\u00fablicos, especialmente nas \u00e1reas de Direito Penal e Processual Penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado dos Artigos 13-A e 13-B<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Artigo 13-A<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O&nbsp;<strong>Artigo 13-A<\/strong>&nbsp;permite que membros do&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>&nbsp;ou delegados de pol\u00edcia requisitem, de quaisquer \u00f3rg\u00e3os do poder p\u00fablico ou de empresas da iniciativa privada, dados e informa\u00e7\u00f5es cadastrais referentes \u00e0s v\u00edtimas ou suspeitos de crimes previstos nos seguintes artigos do C\u00f3digo Penal e da legisla\u00e7\u00e3o especial:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Artigo 148:<\/strong>&nbsp;Sequestro e c\u00e1rcere privado<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Artigo 149:<\/strong>&nbsp;Redu\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravo<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Artigo 149-A:<\/strong>&nbsp;Traficar pessoas<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>\u00a7 3\u00ba do Artigo 158:<\/strong>&nbsp;Crimes contra a liberdade sexual (estupro)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Artigo 159:<\/strong>&nbsp;Extors\u00e3o mediante sequestro<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Artigo 239 da Lei n\u00ba 8.069\/1990:<\/strong>&nbsp;Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, que trata de subtra\u00e7\u00e3o de filho<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1grafo \u00danico<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"\">Este par\u00e1grafo exige que a requisi\u00e7\u00e3o inclua:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Nome da autoridade requisitante<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>N\u00famero do inqu\u00e9rito policial<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Identifica\u00e7\u00e3o da unidade de pol\u00edcia judici\u00e1ria respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"\">Esse detalhe \u00e9 crucial, pois garante a formaliza\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o do pedido, permitindo que as informa\u00e7\u00f5es sejam disponibilizadas de maneira r\u00e1pida e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Artigo 13-B<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">O&nbsp;<strong>Artigo 13-B<\/strong>&nbsp;trata especificamente de situa\u00e7\u00f5es em que crimes relacionados ao&nbsp;<strong>tr\u00e1fico de pessoas<\/strong>&nbsp;demandam uma resposta r\u00e1pida. Segundo este artigo, membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou delegados de pol\u00edcia podem requisitar, mediante&nbsp;<strong>autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>, informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Essa requisi\u00e7\u00e3o pode incluir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Sinais de localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;(posicionamento de esta\u00e7\u00f5es de cobertura e intensidade de radiofrequ\u00eancia) que permitam localizar v\u00edtimas ou suspeitos de crimes em curso.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Detalhes T\u00e9cnicos do Sinal<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>N\u00e3o permite acesso ao conte\u00fado da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>: A requisi\u00e7\u00e3o se limita ao sinal e \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o, tendo acesso ao conte\u00fado das comunica\u00e7\u00f5es apenas mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Prazo de fornecimento<\/strong>: As operadoras de telefonia devem responder \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o em at\u00e9&nbsp;<strong>30 dias<\/strong>, com possibilidade de renova\u00e7\u00e3o por mais um per\u00edodo semelhante caso a situa\u00e7\u00e3o requeira.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Prazos e Procedimentos<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\">O inqu\u00e9rito policial deve ser instaurado em at\u00e9&nbsp;<strong>72 horas<\/strong>&nbsp;a partir do registro da ocorr\u00eancia, garantindo que a investiga\u00e7\u00e3o tenha in\u00edcio de forma r\u00e1pida.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\">Se n\u00e3o houver manifesta\u00e7\u00e3o judicial dentro de 12 horas, a autoridade competente deve requisitar imediatamente os meios t\u00e9cnicos necess\u00e1rios para a localiza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regras e Limita\u00e7\u00f5es Sobre o Uso do Inqu\u00e9rito (Artigos 14 ao 17)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O delegado tem compet\u00eancia discricion\u00e1ria, mas deve respeitar algumas limita\u00e7\u00f5es, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>Impossibilidade de arquivamento direto<\/strong>&nbsp;(Art. 17): A autoridade policial n\u00e3o pode decidir pelo arquivamento do IP, cabendo apenas ao Judici\u00e1rio esse poder.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>A\u00e7\u00e3o posterior ao arquivamento<\/strong>&nbsp;(Art. 18): Se surgirem novas provas que possam fundamentar a a\u00e7\u00e3o penal, a autoridade policial poder\u00e1 reabrir as investiga\u00e7\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"\"><strong>Interesse do investigado ou ofendido<\/strong>&nbsp;(Art. 14): Ambos podem requerer dilig\u00eancias, cabendo \u00e0 autoridade julg\u00e1-las necess\u00e1rias ou n\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o para Per\u00edodos Espec\u00edficos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\">Em crimes de alta complexidade, como tr\u00e1fico de pessoas (Art. 13-B), existe a possibilidade pontual de utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas tecnol\u00f3gicas para a localiza\u00e7\u00e3o imediata de v\u00edtimas com autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">S\u00famulas Relacionadas<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"\"><strong>S\u00famula 524 do STF<\/strong>: O arquivamento do inqu\u00e9rito policial por falta de base n\u00e3o impede novas investiga\u00e7\u00f5es, desde que surjam novas provas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Garantias do Indiciado e Sigilo Investigativo (Artigos 20 e 21)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">O sigilo \u00e9 um mecanismo essencial para evitar interfer\u00eancias indevidas na investiga\u00e7\u00e3o, mas deve coexistir com o direito de acesso do investigado aos elementos que digam respeito \u00e0 sua defesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Outro ponto sens\u00edvel \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do indiciado \u00e9 o regramento da incomunicabilidade, previsto no Art. 21, que, embora raro, pode ser decretado por prazo m\u00e1ximo de 3 dias, mediante decis\u00e3o fundamentada de um juiz.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00e3o do Inqu\u00e9rito com o Poder Judici\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do IP, o delegado envia o relat\u00f3rio final ao juiz competente, que posteriormente ser\u00e1 analisado pelo MP, titular da a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica, para oferecer a den\u00fancia ou, eventualmente, solicitar novos atos investigativos imprescind\u00edveis (Art. 16).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ou\u00e7a a explica\u00e7\u00e3o ! 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