{"id":97,"date":"2025-04-25T22:20:36","date_gmt":"2025-04-25T22:20:36","guid":{"rendered":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/legis\/?p=97"},"modified":"2025-12-06T01:44:38","modified_gmt":"2025-12-06T01:44:38","slug":"estatuto-da-crianca-e-do-adolescente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/colegadeclasse.com.br\/legis\/2025\/04\/25\/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente\/","title":{"rendered":"Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<div id=\"artigo\">\n<section class=\"parte p-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico0\">\n<h1>PARTE GERAL<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudoparte\">\n<section class=\"titulo t-1-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO I DAS DISPOSI\u00c7\u00d5ES PRELIMINARES<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<article class=\"artigo a-1\">\n<p class=\"caput\">Artigo 1\u00ba Esta Lei disp\u00f5e sobre a prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-2\">\n<p class=\"caput\">Artigo 2\u00ba Considera-se crian\u00e7a, para os efeitos desta Lei, a pessoa at\u00e9 doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto \u00e0s pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-3\">\n<p class=\"caput\">Artigo 3\u00ba A crian\u00e7a e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes \u00e0 pessoa humana, sem preju\u00edzo da prote\u00e7\u00e3o integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento f\u00edsico, mental, moral, espiritual e social, em condi\u00e7\u00f5es de liberdade e de dignidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crian\u00e7as e adolescentes, sem discrimina\u00e7\u00e3o de nascimento, situa\u00e7\u00e3o familiar, idade, sexo, ra\u00e7a, etnia ou cor, religi\u00e3o ou cren\u00e7a, defici\u00eancia, condi\u00e7\u00e3o pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ambiente social, regi\u00e3o e local de moradia ou outra condi\u00e7\u00e3o que diferencie as pessoas, as fam\u00edlias ou a comunidade em que vivem.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-4\">\n<p class=\"caput\">Artigo 4\u00ba \u00c9 dever da fam\u00edlia, da comunidade, da sociedade em geral e do poder p\u00fablico assegurar, com absoluta prioridade, a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos referentes \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao esporte, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A garantia de prioridade compreende:<\/p>\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) primazia de receber prote\u00e7\u00e3o e socorro em quaisquer circunst\u00e2ncias;<\/li>\n<li>b) preced\u00eancia de atendimento nos servi\u00e7os p\u00fablicos ou de relev\u00e2ncia p\u00fablica;<\/li>\n<li>c) prefer\u00eancia na formula\u00e7\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais p\u00fablicas;<\/li>\n<li>d) destina\u00e7\u00e3o privilegiada de recursos p\u00fablicos nas \u00e1reas relacionadas com a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 juventude.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-5\">\n<p class=\"caput\">Artigo 5\u00ba Nenhuma crian\u00e7a ou adolescente ser\u00e1 objeto de qualquer forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o, punido na forma da lei qualquer atentado, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, aos seus direitos fundamentais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-6\">\n<p class=\"caput\">Artigo 6\u00ba Na interpreta\u00e7\u00e3o desta Lei levar-se-\u00e3o em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exig\u00eancias do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condi\u00e7\u00e3o peculiar da crian\u00e7a e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO II Dos Direitos Fundamentais<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DO DIREITO \u00c0 VIDA E \u00c0 SA\u00daDE<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-7\">\n<p class=\"caput\">Artigo 7\u00ba A crian\u00e7a e o adolescente t\u00eam direito a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e \u00e0 sa\u00fade, mediante a efetiva\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais p\u00fablicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condi\u00e7\u00f5es dignas de exist\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-8\">\n<p class=\"caput\">Artigo 8\u00ba \u00c9 assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e \u00e0s pol\u00edticas de sa\u00fade da mulher e de planejamento reprodutivo e, \u00e0s gestantes, nutri\u00e7\u00e3o adequada, aten\u00e7\u00e3o humanizada \u00e0 gravidez, ao parto e ao puerp\u00e9rio e atendimento pr\u00e9-natal, perinatal e p\u00f3s-natal integral no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba O atendimento pr\u00e9-natal ser\u00e1 realizado por profissionais da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Os profissionais de sa\u00fade de refer\u00eancia da gestante garantir\u00e3o sua vincula\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o, ao estabelecimento em que ser\u00e1 realizado o parto, garantido o direito de op\u00e7\u00e3o da mulher.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Os servi\u00e7os de sa\u00fade onde o parto for realizado assegurar\u00e3o \u00e0s mulheres e aos seus filhos rec\u00e9m-nascidos alta hospitalar respons\u00e1vel e contrarrefer\u00eancia na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, bem como o acesso a outros servi\u00e7os e a grupos de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Incumbe ao poder p\u00fablico proporcionar assist\u00eancia psicol\u00f3gica \u00e0 gestante e \u00e0 m\u00e3e, no per\u00edodo pr\u00e9 e p\u00f3s-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequ\u00eancias do estado puerperal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5\u00ba A assist\u00eancia referida no \u00a7 4 o deste artigo dever\u00e1 ser prestada tamb\u00e9m a gestantes e m\u00e3es que manifestem interesse em entregar seus filhos para ado\u00e7\u00e3o, bem como a gestantes e m\u00e3es que se encontrem em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de liberdade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6\u00ba A gestante e a parturiente t\u00eam direito a 1 (um) acompanhante de sua prefer\u00eancia durante o per\u00edodo do pr\u00e9-natal, do trabalho de parto e do p\u00f3s-parto imediato.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7\u00ba A gestante dever\u00e1 receber orienta\u00e7\u00e3o sobre aleitamento materno, alimenta\u00e7\u00e3o complementar saud\u00e1vel e crescimento e desenvolvimento infantil, bem como sobre formas de favorecer a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos afetivos e de estimular o desenvolvimento integral da crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8\u00ba A gestante tem direito a acompanhamento saud\u00e1vel durante toda a gesta\u00e7\u00e3o e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplica\u00e7\u00e3o de cesariana e outras interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas por motivos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9\u00ba A aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade far\u00e1 a busca ativa da gestante que n\u00e3o iniciar ou que abandonar as consultas de pr\u00e9-natal, bem como da pu\u00e9rpera que n\u00e3o comparecer \u00e0s consultas p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. Incumbe ao poder p\u00fablico garantir, \u00e0 gestante e \u00e0 mulher com filho na primeira inf\u00e2ncia que se encontrem sob cust\u00f3dia em unidade de priva\u00e7\u00e3o de liberdade, ambi\u00eancia que atenda \u00e0s normas sanit\u00e1rias e assistenciais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade para o acolhimento do filho, em articula\u00e7\u00e3o com o sistema de ensino competente, visando ao desenvolvimento integral da crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 11. A assist\u00eancia psicol\u00f3gica \u00e0 gestante, \u00e0 parturiente e \u00e0 pu\u00e9rpera deve ser indicada ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o do profissional de sa\u00fade no pr\u00e9-natal e no puerp\u00e9rio, com encaminhamento de acordo com o progn\u00f3stico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-8\">\n<p class=\"caput\">Artigo 8\u00ba-A. Fica institu\u00edda a Semana Nacional de Preven\u00e7\u00e3o da Gravidez na Adolesc\u00eancia, a ser realizada anualmente na semana que incluir o dia 1\u00ba de fevereiro, com o objetivo de disseminar informa\u00e7\u00f5es sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia da gravidez na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As a\u00e7\u00f5es destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficar\u00e3o a cargo do poder p\u00fablico, em conjunto com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, e ser\u00e3o dirigidas prioritariamente ao p\u00fablico adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-9\">\n<p class=\"caput\">Artigo 9\u00ba O poder p\u00fablico, as institui\u00e7\u00f5es e os empregadores propiciar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de m\u00e3es submetidas a medida privativa de liberdade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Os profissionais das unidades prim\u00e1rias de sa\u00fade desenvolver\u00e3o a\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas, individuais ou coletivas, visando ao planejamento, \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o e \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e apoio ao aleitamento materno e \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o complementar saud\u00e1vel, de forma cont\u00ednua.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Os servi\u00e7os de unidades de terapia intensiva neonatal dever\u00e3o dispor de banco de leite humano ou unidade de coleta de leite humano.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-10\">\n<p class=\"caput\">Artigo 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de gestantes, p\u00fablicos e particulares, s\u00e3o obrigados a:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; manter registro das atividades desenvolvidas, atrav\u00e9s de prontu\u00e1rios individuais, pelo prazo de dezoito anos;<\/li>\n<li>II &#8211; identificar o rec\u00e9m-nascido mediante o registro de sua impress\u00e3o plantar e digital e da impress\u00e3o digital da m\u00e3e, sem preju\u00edzo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente;<\/li>\n<li>III &#8211; proceder a exames visando ao diagn\u00f3stico e terap\u00eautica de anormalidades no metabolismo do rec\u00e9m-nascido, bem como prestar orienta\u00e7\u00e3o aos pais;<\/li>\n<li>IV &#8211; fornecer declara\u00e7\u00e3o de nascimento onde constem necessariamente as intercorr\u00eancias do parto e do desenvolvimento do neonato;<\/li>\n<li>V &#8211; manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a perman\u00eancia junto \u00e0 m\u00e3e.<\/li>\n<li>VI &#8211; acompanhar a pr\u00e1tica do processo de amamenta\u00e7\u00e3o, prestando orienta\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 t\u00e9cnica adequada, enquanto a m\u00e3e permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo t\u00e9cnico j\u00e1 existente.\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) fenilceton\u00faria e outras hiperfenilalaninemias;<\/li>\n<li>b) hipotireoidismo cong\u00eanito;<\/li>\n<li>c) doen\u00e7a falciforme e outras hemoglobinopatias;<\/li>\n<li>d) fibrose c\u00edstica;<\/li>\n<li>e) hiperplasia adrenal cong\u00eanita;<\/li>\n<li>f) defici\u00eancia de biotinidase;<\/li>\n<li>g) toxoplasmose cong\u00eanita;<\/li>\n<li>a) galactosemias;<\/li>\n<li>b) aminoacidopatias;<\/li>\n<li>c) dist\u00farbios do ciclo da ureia;<\/li>\n<li>d) dist\u00farbios da betaoxida\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos graxos;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Os testes para o rastreamento de doen\u00e7as no rec\u00e9m-nascido ser\u00e3o disponibilizados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade, no \u00e2mbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), na forma da regulamenta\u00e7\u00e3o elaborada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com implementa\u00e7\u00e3o de forma escalonada, de acordo com a seguinte ordem de progress\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I \u00a0\u2013 etapa 1:\n<ul class=\"incisos\">\n<li>a) fenilceton\u00faria e outras hiperfenilalaninemias;<\/li>\n<li>b) hipotireoidismo cong\u00eanito;<\/li>\n<li>c) doen\u00e7a falciforme e outras hemoglobinopatias;<\/li>\n<li>d) fibrose c\u00edstica;<\/li>\n<li>e) hiperplasia adrenal cong\u00eanita;<\/li>\n<li>f) defici\u00eancia de biotinidase;<\/li>\n<li>g) toxoplasmose cong\u00eanita;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>II \u00a0\u2013 etapa 2:\n<ul class=\"incisos\">\n<li>a) galactosemias;<\/li>\n<li>b) aminoacidopatias;<\/li>\n<li>c) dist\u00farbios do ciclo da ureia;<\/li>\n<li>d) dist\u00farbios da betaoxida\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos graxos;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>III \u2013 etapa 3: doen\u00e7as lisoss\u00f4micas;<\/li>\n<li>IV \u2013 etapa 4: imunodefici\u00eancias prim\u00e1rias;<\/li>\n<li>V \u2013 etapa 5: atrofia muscular espinhal.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A delimita\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as a serem rastreadas pelo teste do pezinho, no \u00e2mbito do PNTN, ser\u00e1 revisada periodicamente, com base em evid\u00eancias cient\u00edficas, considerados os benef\u00edcios do rastreamento, do diagn\u00f3stico e do tratamento precoce, priorizando as doen\u00e7as com maior preval\u00eancia no Pa\u00eds, com protocolo de tratamento aprovado e com tratamento incorporado no Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba O rol de doen\u00e7as constante do \u00a7 1\u00ba deste artigo poder\u00e1 ser expandido pelo poder p\u00fablico com base nos crit\u00e9rios estabelecidos no \u00a7 2\u00ba deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Durante os atendimentos de pr\u00e9-natal e de puerp\u00e9rio imediato, os profissionais de sa\u00fade devem informar a gestante e os acompanhantes sobre a import\u00e2ncia do teste do pezinho e sobre as eventuais diferen\u00e7as existentes entre as modalidades oferecidas no Sistema \u00danico de Sa\u00fade e na rede privada de sa\u00fade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-11\">\n<p class=\"caput\">Artigo 11. \u00c9 assegurado acesso integral \u00e0s linhas de cuidado voltadas \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a e do adolescente, por interm\u00e9dio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, observado o princ\u00edpio da equidade no acesso a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A crian\u00e7a e o adolescente com defici\u00eancia ser\u00e3o atendidos, sem discrimina\u00e7\u00e3o ou segrega\u00e7\u00e3o, em suas necessidades gerais de sa\u00fade e espec\u00edficas de habilita\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Incumbe ao poder p\u00fablico fornecer gratuitamente, \u00e0queles que necessitarem, medicamentos, \u00f3rteses, pr\u00f3teses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilita\u00e7\u00e3o ou reabilita\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas \u00e0s suas necessidades espec\u00edficas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Os profissionais que atuam no cuidado di\u00e1rio ou frequente de crian\u00e7as na primeira inf\u00e2ncia receber\u00e3o forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e permanente para a detec\u00e7\u00e3o de sinais de risco para o desenvolvimento ps\u00edquico, bem como para o acompanhamento que se fizer necess\u00e1rio.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-12\">\n<p class=\"caput\">Artigo 12. Os estabelecimentos de atendimento \u00e0 sa\u00fade, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermedi\u00e1rios, dever\u00e3o proporcionar condi\u00e7\u00f5es para a perman\u00eancia em tempo integral de um dos pais ou respons\u00e1vel, nos casos de interna\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-13\">\n<p class=\"caput\">Artigo 13. Os casos de suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o de castigo f\u00edsico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra crian\u00e7a ou adolescente ser\u00e3o obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem preju\u00edzo de outras provid\u00eancias legais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o As gestantes ou m\u00e3es que manifestem interesse em entregar seus filhos para ado\u00e7\u00e3o ser\u00e3o obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, \u00e0 Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Os servi\u00e7os de sa\u00fade em suas diferentes portas de entrada, os servi\u00e7os de assist\u00eancia social em seu componente especializado, o Centro de Refer\u00eancia Especializado de Assist\u00eancia Social (Creas) e os demais \u00f3rg\u00e3os do Sistema de Garantia de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente dever\u00e3o conferir m\u00e1xima prioridade ao atendimento das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria da primeira inf\u00e2ncia com suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia de qualquer natureza, formulando projeto terap\u00eautico singular que inclua interven\u00e7\u00e3o em rede e, se necess\u00e1rio, acompanhamento domiciliar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-14\">\n<p class=\"caput\">Artigo 14. O Sistema \u00danico de Sa\u00fade promover\u00e1 programas de assist\u00eancia m\u00e9dica e odontol\u00f3gica para a preven\u00e7\u00e3o das enfermidades que ordinariamente afetam a popula\u00e7\u00e3o infantil, e campanhas de educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria para pais, educadores e alunos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o \u00c9 obrigat\u00f3ria a vacina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nos casos recomendados pelas autoridades sanit\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o O Sistema \u00danico de Sa\u00fade promover\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade bucal das crian\u00e7as e das gestantes, de forma transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas \u00e0 mulher e \u00e0 crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica \u00e0 crian\u00e7a ter\u00e1 fun\u00e7\u00e3o educativa protetiva e ser\u00e1 prestada, inicialmente, antes de o beb\u00ea nascer, por meio de aconselhamento pr\u00e9-natal, e, posteriormente, no sexto e no d\u00e9cimo segundo anos de vida, com orienta\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o A crian\u00e7a com necessidade de cuidados odontol\u00f3gicos especiais ser\u00e1 atendida pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 \u00ba \u00c9 obrigat\u00f3ria a aplica\u00e7\u00e3o a todas as crian\u00e7as, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou outro instrumento constru\u00eddo com a finalidade de facilitar a detec\u00e7\u00e3o, em consulta pedi\u00e1trica de acompanhamento da crian\u00e7a, de risco para o seu desenvolvimento ps\u00edquico.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DO DIREITO \u00c0 LIBERDADE, AO RESPEITO E \u00c0 DIGNIDADE<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-15\">\n<p class=\"caput\">Artigo 15. A crian\u00e7a e o adolescente t\u00eam direito \u00e0 liberdade, ao respeito e \u00e0 dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constitui\u00e7\u00e3o e nas leis.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-16\">\n<p class=\"caput\">Artigo 16. O direito \u00e0 liberdade compreende os seguintes aspectos:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; ir, vir e estar nos logradouros p\u00fablicos e espa\u00e7os comunit\u00e1rios, ressalvadas as restri\u00e7\u00f5es legais;<\/li>\n<li>II &#8211; opini\u00e3o e express\u00e3o;<\/li>\n<li>III &#8211; cren\u00e7a e culto religioso;<\/li>\n<li>IV &#8211; brincar, praticar esportes e divertir-se;<\/li>\n<li>V &#8211; participar da vida familiar e comunit\u00e1ria, sem discrimina\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>VI &#8211; participar da vida pol\u00edtica, na forma da lei;<\/li>\n<li>VII &#8211; buscar ref\u00fagio, aux\u00edlio e orienta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-17\">\n<p class=\"caput\">Artigo 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade f\u00edsica, ps\u00edquica e moral da crian\u00e7a e do adolescente, abrangendo a preserva\u00e7\u00e3o da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, id\u00e9ias e cren\u00e7as, dos espa\u00e7os e objetos pessoais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-18\">\n<p class=\"caput\">Artigo 18. \u00c9 dever de todos velar pela dignidade da crian\u00e7a e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexat\u00f3rio ou constrangedor.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-18\">\n<p class=\"caput\">Artigo 18-A. A crian\u00e7a e o adolescente t\u00eam o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo f\u00edsico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de corre\u00e7\u00e3o, disciplina, educa\u00e7\u00e3o ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da fam\u00edlia ampliada, pelos respons\u00e1veis, pelos agentes p\u00fablicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, trat\u00e1-los, educ\u00e1-los ou proteg\u00ea-los.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Para os fins desta Lei, considera-se:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; castigo f\u00edsico: a\u00e7\u00e3o de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da for\u00e7a f\u00edsica sobre a crian\u00e7a ou o adolescente que resulte em:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) sofrimento f\u00edsico; ou<\/li>\n<li>b) les\u00e3o;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>II &#8211; tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a ou ao adolescente que:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) humilhe; ou<\/li>\n<li>b) ameace gravemente; ou<\/li>\n<li>c) ridicularize.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-18\">\n<p class=\"caput\">Artigo 18-B. Os pais, os integrantes da fam\u00edlia ampliada, os respons\u00e1veis, os agentes p\u00fablicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crian\u00e7as e de adolescentes, trat\u00e1-los, educ\u00e1-los ou proteg\u00ea-los que utilizarem castigo f\u00edsico ou tratamento cruel ou degradante como formas de corre\u00e7\u00e3o, disciplina, educa\u00e7\u00e3o ou qualquer outro pretexto estar\u00e3o sujeitos, sem preju\u00edzo de outras san\u00e7\u00f5es cab\u00edveis, \u00e0s seguintes medidas, que ser\u00e3o aplicadas de acordo com a gravidade do caso:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; encaminhamento a programa oficial ou comunit\u00e1rio de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia;<\/li>\n<li>II &#8211; encaminhamento a tratamento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico;<\/li>\n<li>III &#8211; encaminhamento a cursos ou programas de orienta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>IV &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de encaminhar a crian\u00e7a a tratamento especializado;<\/li>\n<li>V &#8211; advert\u00eancia.<\/li>\n<li>VI &#8211; garantia de tratamento de sa\u00fade especializado \u00e0 v\u00edtima.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As medidas previstas neste artigo ser\u00e3o aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem preju\u00edzo de outras provid\u00eancias legais.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO III DO DIREITO \u00c0 CONVIV\u00caNCIA FAMILIAR E COMUNIT\u00c1RIA<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-19\">\n<p class=\"caput\">Artigo 19. \u00c9 direito da crian\u00e7a e do adolescente ser criado e educado no seio de sua fam\u00edlia e, excepcionalmente, em fam\u00edlia substituta, assegurada a conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Toda crian\u00e7a ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional ter\u00e1 sua situa\u00e7\u00e3o reavaliada, no m\u00e1ximo, a cada 3 (tr\u00eas) meses, devendo a autoridade judici\u00e1ria competente, com base em relat\u00f3rio elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegra\u00e7\u00e3o familiar ou pela coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, em quaisquer das modalidades previstas no Artigo 28 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A perman\u00eancia da crian\u00e7a e do adolescente em programa de acolhimento institucional n\u00e3o se prolongar\u00e1 por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A manuten\u00e7\u00e3o ou a reintegra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente \u00e0 sua fam\u00edlia ter\u00e1 prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a qualquer outra provid\u00eancia, caso em que ser\u00e1 esta inclu\u00edda em servi\u00e7os e programas de prote\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o, nos termos do \u00a7 1 o do Artigo 23, dos incisos I e IV do caput do Artigo 101 e dos incisos I a IV do caput do Artigo 129 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Ser\u00e1 garantida a conviv\u00eancia da crian\u00e7a e do adolescente com a m\u00e3e ou o pai privado de liberdade, por meio de visitas peri\u00f3dicas promovidas pelo respons\u00e1vel ou, nas hip\u00f3teses de acolhimento institucional, pela entidade respons\u00e1vel, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Ser\u00e1 garantida a conviv\u00eancia integral da crian\u00e7a com a m\u00e3e adolescente que estiver em acolhimento institucional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o A m\u00e3e adolescente ser\u00e1 assistida por equipe especializada multidisciplinar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-19\">\n<p class=\"caput\">Artigo 19-A. A gestante ou m\u00e3e que manifeste interesse em entregar seu filho para ado\u00e7\u00e3o, antes ou logo ap\u00f3s o nascimento, ser\u00e1 encaminhada \u00e0 Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A gestante ou m\u00e3e ser\u00e1 ouvida pela equipe interprofissional da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, que apresentar\u00e1 relat\u00f3rio \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, considerando inclusive os eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o De posse do relat\u00f3rio, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar o encaminhamento da gestante ou m\u00e3e, mediante sua expressa concord\u00e2ncia, \u00e0 rede p\u00fablica de sa\u00fade e assist\u00eancia social para atendimento especializado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A busca \u00e0 fam\u00edlia extensa, conforme definida nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do Artigo 25 desta Lei, respeitar\u00e1 o prazo m\u00e1ximo de 90 (noventa) dias, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Na hip\u00f3tese de n\u00e3o haver a indica\u00e7\u00e3o do genitor e de n\u00e3o existir outro representante da fam\u00edlia extensa apto a receber a guarda, a autoridade judici\u00e1ria competente dever\u00e1 decretar a extin\u00e7\u00e3o do poder familiar e determinar a coloca\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a sob a guarda provis\u00f3ria de quem estiver habilitado a adot\u00e1-la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar ou institucional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a, a vontade da m\u00e3e ou de ambos os genitores, se houver pai registral ou pai indicado, deve ser manifestada na audi\u00eancia a que se refere o \u00a7 1 o do Artigo 166 desta Lei, garantido o sigilo sobre a entrega.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6\u00ba Na hip\u00f3tese de n\u00e3o comparecerem \u00e0 audi\u00eancia nem o genitor nem representante da fam\u00edlia extensa para confirmar a inten\u00e7\u00e3o de exercer o poder familiar ou a guarda, a autoridade judici\u00e1ria suspender\u00e1 o poder familiar da m\u00e3e, e a crian\u00e7a ser\u00e1 colocada sob a guarda provis\u00f3ria de quem esteja habilitado a adot\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze) dias para propor a a\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o, contado do dia seguinte \u00e0 data do t\u00e9rmino do est\u00e1gio de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8 o Na hip\u00f3tese de desist\u00eancia pelos genitores &#8211; manifestada em audi\u00eancia ou perante a equipe interprofissional &#8211; da entrega da crian\u00e7a ap\u00f3s o nascimento, a crian\u00e7a ser\u00e1 mantida com os genitores, e ser\u00e1 determinado pela Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9 o \u00c9 garantido \u00e0 m\u00e3e o direito ao sigilo sobre o nascimento, respeitado o disposto no Artigo 48 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. (VETADO).<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. Ser\u00e3o cadastrados para ado\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as acolhidas n\u00e3o procuradas por suas fam\u00edlias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-19\">\n<p class=\"caput\">Artigo 19-B. A crian\u00e7a e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poder\u00e3o participar de programa de apadrinhamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente v\u00ednculos externos \u00e0 institui\u00e7\u00e3o para fins de conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria e colabora\u00e7\u00e3o com o seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, f\u00edsico, cognitivo, educacional e financeiro.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o (VETADO).<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos n\u00e3o inscritas nos cadastros de ado\u00e7\u00e3o, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Pessoas jur\u00eddicas podem apadrinhar crian\u00e7a ou adolescente a fim de colaborar para o seu desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o O perfil da crian\u00e7a ou do adolescente a ser apadrinhado ser\u00e1 definido no \u00e2mbito de cada programa de apadrinhamento, com prioridade para crian\u00e7as ou adolescentes com remota possibilidade de reinser\u00e7\u00e3o familiar ou coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia adotiva.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Os programas ou servi\u00e7os de apadrinhamento apoiados pela Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude poder\u00e3o ser executados por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o Se ocorrer viola\u00e7\u00e3o das regras de apadrinhamento, os respons\u00e1veis pelo programa e pelos servi\u00e7os de acolhimento dever\u00e3o imediatamente notificar a autoridade judici\u00e1ria competente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-20\">\n<p class=\"caput\">Artigo 20. Os filhos, havidos ou n\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do casamento, ou por ado\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o os mesmos direitos e qualifica\u00e7\u00f5es, proibidas quaisquer designa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias relativas \u00e0 filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-21\">\n<p class=\"caput\">Artigo 21. O poder familiar ser\u00e1 exercido, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es, pelo pai e pela m\u00e3e, na forma do que dispuser a legisla\u00e7\u00e3o civil, assegurado a qualquer deles o direito de, em caso de discord\u00e2ncia, recorrer \u00e0 autoridade judici\u00e1ria competente para a solu\u00e7\u00e3o da diverg\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-22\">\n<p class=\"caput\">Artigo 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educa\u00e7\u00e3o dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obriga\u00e7\u00e3o de cumprir e fazer cumprir as determina\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A m\u00e3e e o pai, ou os respons\u00e1veis, t\u00eam direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado e na educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, devendo ser resguardado o direito de transmiss\u00e3o familiar de suas cren\u00e7as e culturas, assegurados os direitos da crian\u00e7a estabelecidos nesta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-23\">\n<p class=\"caput\">Artigo 23. A falta ou a car\u00eancia de recursos materiais n\u00e3o constitui motivo suficiente para a perda ou a suspens\u00e3o do poder familiar .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o N\u00e3o existindo outro motivo que por si s\u00f3 autorize a decreta\u00e7\u00e3o da medida, a crian\u00e7a ou o adolescente ser\u00e1 mantido em sua fam\u00edlia de origem, a qual dever\u00e1 obrigatoriamente ser inclu\u00edda em servi\u00e7os e programas oficiais de prote\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A condena\u00e7\u00e3o criminal do pai ou da m\u00e3e n\u00e3o implicar\u00e1 a destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar, exceto na hip\u00f3tese de condena\u00e7\u00e3o por crime doloso sujeito \u00e0 pena de reclus\u00e3o contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro descendente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-24\">\n<p class=\"caput\">Artigo 24. A perda e a suspens\u00e3o do poder familiar ser\u00e3o decretadas judicialmente, em procedimento contradit\u00f3rio, nos casos previstos na legisla\u00e7\u00e3o civil, bem como na hip\u00f3tese de descumprimento injustificado dos deveres e obriga\u00e7\u00f5es a que alude o Artigo 22.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Da Fam\u00edlia Natural<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-25\">\n<p class=\"caput\">Artigo 25. Entende-se por fam\u00edlia natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Entende-se por fam\u00edlia extensa ou ampliada aquela que se estende para al\u00e9m da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes pr\u00f3ximos com os quais a crian\u00e7a ou adolescente convive e mant\u00e9m v\u00ednculos de afinidade e afetividade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-26\">\n<p class=\"caput\">Artigo 26. Os filhos havidos fora do casamento poder\u00e3o ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no pr\u00f3prio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento p\u00fablico, qualquer que seja a origem da filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou suceder-lhe ao falecimento, se deixar descendentes.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-27\">\n<p class=\"caput\">Artigo 27. O reconhecimento do estado de filia\u00e7\u00e3o \u00e9 direito personal\u00edssimo, indispon\u00edvel e imprescrit\u00edvel, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restri\u00e7\u00e3o, observado o segredo de Justi\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-3-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o III Da Fam\u00edlia Substituta<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<section class=\"subsecao sub-1-3-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico5\">\n<h4>Subse\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosubsecao\">\n<article class=\"artigo a-28\">\n<p class=\"caput\">Artigo 28. A coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta far-se-\u00e1 mediante guarda, tutela ou ado\u00e7\u00e3o, independentemente da situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da crian\u00e7a ou adolescente, nos termos desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Sempre que poss\u00edvel, a crian\u00e7a ou o adolescente ser\u00e1 previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado seu est\u00e1gio de desenvolvimento e grau de compreens\u00e3o sobre as implica\u00e7\u00f5es da medida, e ter\u00e1 sua opini\u00e3o devidamente considerada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, ser\u00e1 necess\u00e1rio seu consentimento, colhido em audi\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Na aprecia\u00e7\u00e3o do pedido levar-se-\u00e1 em conta o grau de parentesco e a rela\u00e7\u00e3o de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequ\u00eancias decorrentes da medida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Os grupos de irm\u00e3os ser\u00e3o colocados sob ado\u00e7\u00e3o, tutela ou guarda da mesma fam\u00edlia substituta, ressalvada a comprovada exist\u00eancia de risco de abuso ou outra situa\u00e7\u00e3o que justifique plenamente a excepcionalidade de solu\u00e7\u00e3o diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos v\u00ednculos fraternais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o A coloca\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente em fam\u00edlia substituta ser\u00e1 precedida de sua prepara\u00e7\u00e3o gradativa e acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a servi\u00e7o da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, preferencialmente com o apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o Em se tratando de crian\u00e7a ou adolescente ind\u00edgena ou proveniente de comunidade remanescente de quilombo, \u00e9 ainda obrigat\u00f3rio:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es, bem como suas institui\u00e7\u00f5es, desde que n\u00e3o sejam incompat\u00edveis com os direitos fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal;<\/li>\n<li>II &#8211; que a coloca\u00e7\u00e3o familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia;<\/li>\n<li>III &#8211; a interven\u00e7\u00e3o e oitiva de representantes do \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel pela pol\u00edtica indigenista, no caso de crian\u00e7as e adolescentes ind\u00edgenas, e de antrop\u00f3logos, perante a equipe interprofissional ou multidisciplinar que ir\u00e1 acompanhar o caso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-29\">\n<p class=\"caput\">Artigo 29. N\u00e3o se deferir\u00e1 coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta a pessoa que revele, por qualquer modo, incompatibilidade com a natureza da medida ou n\u00e3o ofere\u00e7a ambiente familiar adequado.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-30\">\n<p class=\"caput\">Artigo 30. A coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta n\u00e3o admitir\u00e1 transfer\u00eancia da crian\u00e7a ou adolescente a terceiros ou a entidades governamentais ou n\u00e3o-governamentais, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-31\">\n<p class=\"caput\">Artigo 31. A coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admiss\u00edvel na modalidade de ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-32\">\n<p class=\"caput\">Artigo 32. Ao assumir a guarda ou a tutela, o respons\u00e1vel prestar\u00e1 compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo, mediante termo nos autos.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subsecao sub-2-3-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico5\">\n<h4>Subse\u00e7\u00e3o II Da Guarda<\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosubsecao\">\n<article class=\"artigo a-33\">\n<p class=\"caput\">Artigo 33. A guarda obriga a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia material, moral e educacional \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e ado\u00e7\u00e3o, exceto no de ado\u00e7\u00e3o por estrangeiros.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Excepcionalmente, deferir-se-\u00e1 a guarda, fora dos casos de tutela e ado\u00e7\u00e3o, para atender a situa\u00e7\u00f5es peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou respons\u00e1vel, podendo ser deferido o direito de representa\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de atos determinados.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba A guarda confere \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente a condi\u00e7\u00e3o de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Salvo expressa e fundamentada determina\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, da autoridade judici\u00e1ria competente, ou quando a medida for aplicada em prepara\u00e7\u00e3o para ado\u00e7\u00e3o, o deferimento da guarda de crian\u00e7a ou adolescente a terceiros n\u00e3o impede o exerc\u00edcio do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que ser\u00e3o objeto de regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, a pedido do interessado ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-34\">\n<p class=\"caput\">Artigo 34. O poder p\u00fablico estimular\u00e1, por meio de assist\u00eancia jur\u00eddica, incentivos fiscais e subs\u00eddios, o acolhimento, sob a forma de guarda, de crian\u00e7a ou adolescente afastado do conv\u00edvio familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A inclus\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente em programas de acolhimento familiar ter\u00e1 prefer\u00eancia a seu acolhimento institucional, observado, em qualquer caso, o car\u00e1ter tempor\u00e1rio e excepcional da medida, nos termos desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Na hip\u00f3tese do \u00a7 1 o deste artigo a pessoa ou casal cadastrado no programa de acolhimento familiar poder\u00e1 receber a crian\u00e7a ou adolescente mediante guarda, observado o disposto nos arts. 28 a 33 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A Uni\u00e3o apoiar\u00e1 a implementa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de acolhimento em fam\u00edlia acolhedora como pol\u00edtica p\u00fablica, os quais dever\u00e3o dispor de equipe que organize o acolhimento tempor\u00e1rio de crian\u00e7as e de adolescentes em resid\u00eancias de fam\u00edlias selecionadas, capacitadas e acompanhadas que n\u00e3o estejam no cadastro de ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Poder\u00e3o ser utilizados recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de acolhimento em fam\u00edlia acolhedora, facultando-se o repasse de recursos para a pr\u00f3pria fam\u00edlia acolhedora.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-35\">\n<p class=\"caput\">Artigo 35. A guarda poder\u00e1 ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subsecao sub-3-3-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico5\">\n<h4>Subse\u00e7\u00e3o III Da Tutela<\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosubsecao\">\n<article class=\"artigo a-36\">\n<p class=\"caput\">Artigo 36. A tutela ser\u00e1 deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de at\u00e9 18 (dezoito) anos incompletos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O deferimento da tutela pressup\u00f5e a pr\u00e9via decreta\u00e7\u00e3o da perda ou suspens\u00e3o do poder familiar e implica necessariamente o dever de guarda.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-37\">\n<p class=\"caput\">Artigo 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer documento aut\u00eantico, conforme previsto no par\u00e1grafo \u00fanico do Artigo 1.729 da Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 &#8211; C\u00f3digo Civil , dever\u00e1, no prazo de 30 (trinta) dias ap\u00f3s a abertura da sucess\u00e3o, ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato, observando o procedimento previsto nos arts. 165 a 170 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Na aprecia\u00e7\u00e3o do pedido, ser\u00e3o observados os requisitos previstos nos arts. 28 e 29 desta Lei, somente sendo deferida a tutela \u00e0 pessoa indicada na disposi\u00e7\u00e3o de \u00faltima vontade, se restar comprovado que a medida \u00e9 vantajosa ao tutelando e que n\u00e3o existe outra pessoa em melhores condi\u00e7\u00f5es de assumi-la.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-38\">\n<p class=\"caput\">Artigo 38. Aplica-se \u00e0 destitui\u00e7\u00e3o da tutela o disposto no Artigo 24.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"subsecao sub-4-3-3-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico5\">\n<h4>Subse\u00e7\u00e3o IV Da Ado\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosubsecao\">\n<article class=\"artigo a-39\">\n<p class=\"caput\">Artigo 39. A ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a e de adolescente reger-se-\u00e1 segundo o disposto nesta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A ado\u00e7\u00e3o \u00e9 medida excepcional e irrevog\u00e1vel, \u00e0 qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manuten\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente na fam\u00edlia natural ou extensa, na forma do par\u00e1grafo \u00fanico do Artigo 25 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o \u00c9 vedada a ado\u00e7\u00e3o por procura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e de outras pessoas, inclusive seus pais biol\u00f3gicos, devem prevalecer os direitos e os interesses do adotando.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-40\">\n<p class=\"caput\">Artigo 40. O adotando deve contar com, no m\u00e1ximo, dezoito anos \u00e0 data do pedido, salvo se j\u00e1 estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-41\">\n<p class=\"caput\">Artigo 41. A ado\u00e7\u00e3o atribui a condi\u00e7\u00e3o de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucess\u00f3rios, desligando-o de qualquer v\u00ednculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Se um dos c\u00f4njuges ou concubinos adota o filho do outro, mant\u00eam-se os v\u00ednculos de filia\u00e7\u00e3o entre o adotado e o c\u00f4njuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba \u00c9 rec\u00edproco o direito sucess\u00f3rio entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, descendentes e colaterais at\u00e9 o 4\u00ba grau, observada a ordem de voca\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-42\">\n<p class=\"caput\">Artigo 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba N\u00e3o podem adotar os ascendentes e os irm\u00e3os do adotando.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Para ado\u00e7\u00e3o conjunta, \u00e9 indispens\u00e1vel que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham uni\u00e3o est\u00e1vel, comprovada a estabilidade da fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba O adotante h\u00e1 de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o est\u00e1gio de conviv\u00eancia tenha sido iniciado na const\u00e2ncia do per\u00edodo de conviv\u00eancia e que seja comprovada a exist\u00eancia de v\u00ednculos de afinidade e afetividade com aquele n\u00e3o detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concess\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Nos casos do \u00a7 4 o deste artigo, desde que demonstrado efetivo benef\u00edcio ao adotando, ser\u00e1 assegurada a guarda compartilhada, conforme previsto no Artigo 1.584 da Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 &#8211; C\u00f3digo Civil .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o A ado\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser deferida ao adotante que, ap\u00f3s inequ\u00edvoca manifesta\u00e7\u00e3o de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de prolatada a senten\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-43\">\n<p class=\"caput\">Artigo 43. A ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos leg\u00edtimos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-44\">\n<p class=\"caput\">Artigo 44. Enquanto n\u00e3o der conta de sua administra\u00e7\u00e3o e saldar o seu alcance, n\u00e3o pode o tutor ou o curador adotar o pupilo ou o curatelado.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-45\">\n<p class=\"caput\">Artigo 45. A ado\u00e7\u00e3o depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba. O consentimento ser\u00e1 dispensado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destitu\u00eddos do poder familiar .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, ser\u00e1 tamb\u00e9m necess\u00e1rio o seu consentimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-46\">\n<p class=\"caput\">Artigo 46. A ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 precedida de est\u00e1gio de conviv\u00eancia com a crian\u00e7a ou adolescente, pelo prazo m\u00e1ximo de 90 (noventa) dias, observadas a idade da crian\u00e7a ou adolescente e as peculiaridades do caso.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O est\u00e1gio de conviv\u00eancia poder\u00e1 ser dispensado se o adotando j\u00e1 estiver sob a tutela ou guarda legal do adotante durante tempo suficiente para que seja poss\u00edvel avaliar a conveni\u00eancia da constitui\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A simples guarda de fato n\u00e3o autoriza, por si s\u00f3, a dispensa da realiza\u00e7\u00e3o do est\u00e1gio de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o -A. O prazo m\u00e1ximo estabelecido no caput deste artigo pode ser prorrogado por at\u00e9 igual per\u00edodo, mediante decis\u00e3o fundamentada da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Em caso de ado\u00e7\u00e3o por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora do Pa\u00eds, o est\u00e1gio de conviv\u00eancia ser\u00e1 de, no m\u00ednimo, 30 (trinta) dias e, no m\u00e1ximo, 45 (quarenta e cinco) dias, prorrog\u00e1vel por at\u00e9 igual per\u00edodo, uma \u00fanica vez, mediante decis\u00e3o fundamentada da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o -A. Ao final do prazo previsto no \u00a7 3 o deste artigo, dever\u00e1 ser apresentado laudo fundamentado pela equipe mencionada no \u00a7 4 o deste artigo, que recomendar\u00e1 ou n\u00e3o o deferimento da ado\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o O est\u00e1gio de conviv\u00eancia ser\u00e1 acompanhado pela equipe interprofissional a servi\u00e7o da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, preferencialmente com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar, que apresentar\u00e3o relat\u00f3rio minucioso acerca da conveni\u00eancia do deferimento da medida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o O est\u00e1gio de conviv\u00eancia ser\u00e1 cumprido no territ\u00f3rio nacional, preferencialmente na comarca de resid\u00eancia da crian\u00e7a ou adolescente, ou, a crit\u00e9rio do juiz, em cidade lim\u00edtrofe, respeitada, em qualquer hip\u00f3tese, a compet\u00eancia do ju\u00edzo da comarca de resid\u00eancia da crian\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-47\">\n<p class=\"caput\">Artigo 47. O v\u00ednculo da ado\u00e7\u00e3o constitui-se por senten\u00e7a judicial, que ser\u00e1 inscrita no registro civil mediante mandado do qual n\u00e3o se fornecer\u00e1 certid\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A inscri\u00e7\u00e3o consignar\u00e1 o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba O mandado judicial, que ser\u00e1 arquivado, cancelar\u00e1 o registro original do adotado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A pedido do adotante, o novo registro poder\u00e1 ser lavrado no Cart\u00f3rio do Registro Civil do Munic\u00edpio de sua resid\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Nenhuma observa\u00e7\u00e3o sobre a origem do ato poder\u00e1 constar nas certid\u00f5es do registro.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o A senten\u00e7a conferir\u00e1 ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poder\u00e1 determinar a modifica\u00e7\u00e3o do prenome.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o Caso a modifica\u00e7\u00e3o de prenome seja requerida pelo adotante, \u00e9 obrigat\u00f3ria a oitiva do adotando, observado o disposto nos \u00a7\u00a7 1 o e 2 o do Artigo 28 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o A ado\u00e7\u00e3o produz seus efeitos a partir do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a constitutiva, exceto na hip\u00f3tese prevista no \u00a7 6 o do Artigo 42 desta Lei, caso em que ter\u00e1 for\u00e7a retroativa \u00e0 data do \u00f3bito.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8 o O processo relativo \u00e0 ado\u00e7\u00e3o assim como outros a ele relacionados ser\u00e3o mantidos em arquivo, admitindo-se seu armazenamento em microfilme ou por outros meios, garantida a sua conserva\u00e7\u00e3o para consulta a qualquer tempo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9\u00ba Ter\u00e3o prioridade de tramita\u00e7\u00e3o os processos de ado\u00e7\u00e3o em que o adotando for crian\u00e7a ou adolescente com defici\u00eancia ou com doen\u00e7a cr\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. O prazo m\u00e1ximo para conclus\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 120 (cento e vinte) dias, prorrog\u00e1vel uma \u00fanica vez por igual per\u00edodo, mediante decis\u00e3o fundamentada da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-48\">\n<p class=\"caput\">Artigo 48. O adotado tem direito de conhecer sua origem biol\u00f3gica, bem como de obter acesso irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, ap\u00f3s completar 18 (dezoito) anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O acesso ao processo de ado\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser tamb\u00e9m deferido ao adotado menor de 18 (dezoito) anos, a seu pedido, assegurada orienta\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia jur\u00eddica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-49\">\n<p class=\"caput\">Artigo 49. A morte dos adotantes n\u00e3o restabelece o poder familiar dos pais naturais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-50\">\n<p class=\"caput\">Artigo 50. A autoridade judici\u00e1ria manter\u00e1, em cada comarca ou foro regional, um registro de crian\u00e7as e adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de serem adotados e outro de pessoas interessadas na ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba O deferimento da inscri\u00e7\u00e3o dar-se-\u00e1 ap\u00f3s pr\u00e9via consulta aos \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos do juizado, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba N\u00e3o ser\u00e1 deferida a inscri\u00e7\u00e3o se o interessado n\u00e3o satisfizer os requisitos legais, ou verificada qualquer das hip\u00f3teses previstas no Artigo 29.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A inscri\u00e7\u00e3o de postulantes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 precedida de um per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o psicossocial e jur\u00eddica, orientado pela equipe t\u00e9cnica da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, preferencialmente com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Sempre que poss\u00edvel e recomend\u00e1vel, a prepara\u00e7\u00e3o referida no \u00a7 3 o deste artigo incluir\u00e1 o contato com crian\u00e7as e adolescentes em acolhimento familiar ou institucional em condi\u00e7\u00f5es de serem adotados, a ser realizado sob a orienta\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da equipe t\u00e9cnica da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pelo programa de acolhimento e pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5\u00ba Ser\u00e3o criados e implementados cadastros estaduais, distrital e nacional de crian\u00e7as e adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, que dever\u00e3o obrigatoriamente ser consultados pela autoridade judici\u00e1ria em qualquer procedimento de ado\u00e7\u00e3o, ressalvadas as hip\u00f3teses do \u00a7 13 deste artigo e as particularidades das crian\u00e7as e adolescentes ind\u00edgenas ou provenientes de comunidade remanescente de quilombo previstas no inciso II do \u00a7 6\u00ba do Artigo 28 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o Haver\u00e1 cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do Pa\u00eds, que somente ser\u00e3o consultados na inexist\u00eancia de postulantes nacionais habilitados nos cadastros mencionados no \u00a7 5 o deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o As autoridades estaduais e federais em mat\u00e9ria de ado\u00e7\u00e3o ter\u00e3o acesso integral aos cadastros, incumbindo-lhes a troca de informa\u00e7\u00f5es e a coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua, para melhoria do sistema.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8 o A autoridade judici\u00e1ria providenciar\u00e1, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a inscri\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de serem adotados que n\u00e3o tiveram coloca\u00e7\u00e3o familiar na comarca de origem, e das pessoas ou casais que tiveram deferida sua habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o nos cadastros estadual e nacional referidos no \u00a7 5 o deste artigo, sob pena de responsabilidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9 o Compete \u00e0 Autoridade Central Estadual zelar pela manuten\u00e7\u00e3o e correta alimenta\u00e7\u00e3o dos cadastros, com posterior comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 Autoridade Central Federal Brasileira.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. Consultados os cadastros e verificada a aus\u00eancia de pretendentes habilitados residentes no Pa\u00eds com perfil compat\u00edvel e interesse manifesto pela ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente inscrito nos cadastros existentes, ser\u00e1 realizado o encaminhamento da crian\u00e7a ou adolescente \u00e0 ado\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 11. Enquanto n\u00e3o localizada pessoa ou casal interessado em sua ado\u00e7\u00e3o, a crian\u00e7a ou o adolescente, sempre que poss\u00edvel e recomend\u00e1vel, ser\u00e1 colocado sob guarda de fam\u00edlia cadastrada em programa de acolhimento familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 12. A alimenta\u00e7\u00e3o do cadastro e a convoca\u00e7\u00e3o criteriosa dos postulantes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o ser\u00e3o fiscalizadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 13. Somente poder\u00e1 ser deferida ado\u00e7\u00e3o em favor de candidato domiciliado no Brasil n\u00e3o cadastrado previamente nos termos desta Lei quando:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; se tratar de pedido de ado\u00e7\u00e3o unilateral;<\/li>\n<li>II &#8211; for formulada por parente com o qual a crian\u00e7a ou adolescente mantenha v\u00ednculos de afinidade e afetividade;<\/li>\n<li>III &#8211; oriundo o pedido de quem det\u00e9m a tutela ou guarda legal de crian\u00e7a maior de 3 (tr\u00eas) anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de conviv\u00eancia comprove a fixa\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de afinidade e afetividade, e n\u00e3o seja constatada a ocorr\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9 ou qualquer das situa\u00e7\u00f5es previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 14. Nas hip\u00f3teses previstas no \u00a7 13 deste artigo, o candidato dever\u00e1 comprovar, no curso do procedimento, que preenche os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, conforme previsto nesta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 15. Ser\u00e1 assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas em adotar crian\u00e7a ou adolescente com defici\u00eancia, com doen\u00e7a cr\u00f4nica ou com necessidades espec\u00edficas de sa\u00fade, al\u00e9m de grupo de irm\u00e3os.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-51\">\n<p class=\"caput\">Artigo 51. Considera-se ado\u00e7\u00e3o internacional aquela na qual o pretendente possui resid\u00eancia habitual em pa\u00eds-parte da Conven\u00e7\u00e3o de Haia, de 29 de maio de 1993, Relativa \u00e0 Prote\u00e7\u00e3o das Crian\u00e7as e \u00e0 Coopera\u00e7\u00e3o em Mat\u00e9ria de Ado\u00e7\u00e3o Internacional, promulgada pelo Decreto n o 3.087, de 21 junho de 1999 , e deseja adotar crian\u00e7a em outro pa\u00eds-parte da Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A ado\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7a ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente ter\u00e1 lugar quando restar comprovado:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; que a coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia adotiva \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o adequada ao caso concreto;<\/li>\n<li>II &#8211; que foram esgotadas todas as possibilidades de coloca\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente em fam\u00edlia adotiva brasileira, com a comprova\u00e7\u00e3o, certificada nos autos, da inexist\u00eancia de adotantes habilitados residentes no Brasil com perfil compat\u00edvel com a crian\u00e7a ou adolescente, ap\u00f3s consulta aos cadastros mencionados nesta Lei;<\/li>\n<li>III &#8211; que, em se tratando de ado\u00e7\u00e3o de adolescente, este foi consultado, por meios adequados ao seu est\u00e1gio de desenvolvimento, e que se encontra preparado para a medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, observado o disposto nos \u00a7\u00a7 1 o e 2 o do Artigo 28 desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Os brasileiros residentes no exterior ter\u00e3o prefer\u00eancia aos estrangeiros, nos casos de ado\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7a ou adolescente brasileiro.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A ado\u00e7\u00e3o internacional pressup\u00f5e a interven\u00e7\u00e3o das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em mat\u00e9ria de ado\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-52\">\n<p class=\"caput\">Artigo 52. A ado\u00e7\u00e3o internacional observar\u00e1 o procedimento previsto nos arts. 165 a 170 desta Lei, com as seguintes adapta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; a pessoa ou casal estrangeiro, interessado em adotar crian\u00e7a ou adolescente brasileiro, dever\u00e1 formular pedido de habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o perante a Autoridade Central em mat\u00e9ria de ado\u00e7\u00e3o internacional no pa\u00eds de acolhida, assim entendido aquele onde est\u00e1 situada sua resid\u00eancia habitual;<\/li>\n<li>II &#8211; se a Autoridade Central do pa\u00eds de acolhida considerar que os solicitantes est\u00e3o habilitados e aptos para adotar, emitir\u00e1 um relat\u00f3rio que contenha informa\u00e7\u00f5es sobre a identidade, a capacidade jur\u00eddica e adequa\u00e7\u00e3o dos solicitantes para adotar, sua situa\u00e7\u00e3o pessoal, familiar e m\u00e9dica, seu meio social, os motivos que os animam e sua aptid\u00e3o para assumir uma ado\u00e7\u00e3o internacional;<\/li>\n<li>III &#8211; a Autoridade Central do pa\u00eds de acolhida enviar\u00e1 o relat\u00f3rio \u00e0 Autoridade Central Estadual, com c\u00f3pia para a Autoridade Central Federal Brasileira;<\/li>\n<li>IV &#8211; o relat\u00f3rio ser\u00e1 instru\u00eddo com toda a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, incluindo estudo psicossocial elaborado por equipe interprofissional habilitada e c\u00f3pia autenticada da legisla\u00e7\u00e3o pertinente, acompanhada da respectiva prova de vig\u00eancia;<\/li>\n<li>V &#8211; os documentos em l\u00edngua estrangeira ser\u00e3o devidamente autenticados pela autoridade consular, observados os tratados e conven\u00e7\u00f5es internacionais, e acompanhados da respectiva tradu\u00e7\u00e3o, por tradutor p\u00fablico juramentado;<\/li>\n<li>VI &#8211; a Autoridade Central Estadual poder\u00e1 fazer exig\u00eancias e solicitar complementa\u00e7\u00e3o sobre o estudo psicossocial do postulante estrangeiro \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, j\u00e1 realizado no pa\u00eds de acolhida;<\/li>\n<li>VII &#8211; verificada, ap\u00f3s estudo realizado pela Autoridade Central Estadual, a compatibilidade da legisla\u00e7\u00e3o estrangeira com a nacional, al\u00e9m do preenchimento por parte dos postulantes \u00e0 medida dos requisitos objetivos e subjetivos necess\u00e1rios ao seu deferimento, tanto \u00e0 luz do que disp\u00f5e esta Lei como da legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds de acolhida, ser\u00e1 expedido laudo de habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o internacional, que ter\u00e1 validade por, no m\u00e1ximo, 1 (um) ano;<\/li>\n<li>VIII &#8211; de posse do laudo de habilita\u00e7\u00e3o, o interessado ser\u00e1 autorizado a formalizar pedido de ado\u00e7\u00e3o perante o Ju\u00edzo da Inf\u00e2ncia e da Juventude do local em que se encontra a crian\u00e7a ou adolescente, conforme indica\u00e7\u00e3o efetuada pela Autoridade Central Estadual.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Se a legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds de acolhida assim o autorizar, admite-se que os pedidos de habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o internacional sejam intermediados por organismos credenciados.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Incumbe \u00e0 Autoridade Central Federal Brasileira o credenciamento de organismos nacionais e estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o internacional, com posterior comunica\u00e7\u00e3o \u00e0s Autoridades Centrais Estaduais e publica\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os oficiais de imprensa e em s\u00edtio pr\u00f3prio da internet.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Somente ser\u00e1 admiss\u00edvel o credenciamento de organismos que:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; sejam oriundos de pa\u00edses que ratificaram a Conven\u00e7\u00e3o de Haia e estejam devidamente credenciados pela Autoridade Central do pa\u00eds onde estiverem sediados e no pa\u00eds de acolhida do adotando para atuar em ado\u00e7\u00e3o internacional no Brasil;<\/li>\n<li>II &#8211; satisfizerem as condi\u00e7\u00f5es de integridade moral, compet\u00eancia profissional, experi\u00eancia e responsabilidade exigidas pelos pa\u00edses respectivos e pela Autoridade Central Federal Brasileira;<\/li>\n<li>III &#8211; forem qualificados por seus padr\u00f5es \u00e9ticos e sua forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia para atuar na \u00e1rea de ado\u00e7\u00e3o internacional;<\/li>\n<li>IV &#8211; cumprirem os requisitos exigidos pelo ordenamento jur\u00eddico brasileiro e pelas normas estabelecidas pela Autoridade Central Federal Brasileira.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Os organismos credenciados dever\u00e3o ainda:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; perseguir unicamente fins n\u00e3o lucrativos, nas condi\u00e7\u00f5es e dentro dos limites fixados pelas autoridades competentes do pa\u00eds onde estiverem sediados, do pa\u00eds de acolhida e pela Autoridade Central Federal Brasileira;<\/li>\n<li>II &#8211; ser dirigidos e administrados por pessoas qualificadas e de reconhecida idoneidade moral, com comprovada forma\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia para atuar na \u00e1rea de ado\u00e7\u00e3o internacional, cadastradas pelo Departamento de Pol\u00edcia Federal e aprovadas pela Autoridade Central Federal Brasileira, mediante publica\u00e7\u00e3o de portaria do \u00f3rg\u00e3o federal competente;<\/li>\n<li>III &#8211; estar submetidos \u00e0 supervis\u00e3o das autoridades competentes do pa\u00eds onde estiverem sediados e no pa\u00eds de acolhida, inclusive quanto \u00e0 sua composi\u00e7\u00e3o, funcionamento e situa\u00e7\u00e3o financeira;<\/li>\n<li>IV &#8211; apresentar \u00e0 Autoridade Central Federal Brasileira, a cada ano, relat\u00f3rio geral das atividades desenvolvidas, bem como relat\u00f3rio de acompanhamento das ado\u00e7\u00f5es internacionais efetuadas no per\u00edodo, cuja c\u00f3pia ser\u00e1 encaminhada ao Departamento de Pol\u00edcia Federal;<\/li>\n<li>V &#8211; enviar relat\u00f3rio p\u00f3s-adotivo semestral para a Autoridade Central Estadual, com c\u00f3pia para a Autoridade Central Federal Brasileira, pelo per\u00edodo m\u00ednimo de 2 (dois) anos. O envio do relat\u00f3rio ser\u00e1 mantido at\u00e9 a juntada de c\u00f3pia autenticada do registro civil, estabelecendo a cidadania do pa\u00eds de acolhida para o adotado;<\/li>\n<li>VI &#8211; tomar as medidas necess\u00e1rias para garantir que os adotantes encaminhem \u00e0 Autoridade Central Federal Brasileira c\u00f3pia da certid\u00e3o de registro de nascimento estrangeira e do certificado de nacionalidade t\u00e3o logo lhes sejam concedidos.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o A n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios referidos no \u00a7 4 o deste artigo pelo organismo credenciado poder\u00e1 acarretar a suspens\u00e3o de seu credenciamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o O credenciamento de organismo nacional ou estrangeiro encarregado de intermediar pedidos de ado\u00e7\u00e3o internacional ter\u00e1 validade de 2 (dois) anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o A renova\u00e7\u00e3o do credenciamento poder\u00e1 ser concedida mediante requerimento protocolado na Autoridade Central Federal Brasileira nos 60 (sessenta) dias anteriores ao t\u00e9rmino do respectivo prazo de validade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8 o Antes de transitada em julgado a decis\u00e3o que concedeu a ado\u00e7\u00e3o internacional, n\u00e3o ser\u00e1 permitida a sa\u00edda do adotando do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9 o Transitada em julgado a decis\u00e3o, a autoridade judici\u00e1ria determinar\u00e1 a expedi\u00e7\u00e3o de alvar\u00e1 com autoriza\u00e7\u00e3o de viagem, bem como para obten\u00e7\u00e3o de passaporte, constando, obrigatoriamente, as caracter\u00edsticas da crian\u00e7a ou adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais sinais ou tra\u00e7os peculiares, assim como foto recente e a aposi\u00e7\u00e3o da impress\u00e3o digital do seu polegar direito, instruindo o documento com c\u00f3pia autenticada da decis\u00e3o e certid\u00e3o de tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. A Autoridade Central Federal Brasileira poder\u00e1, a qualquer momento, solicitar informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes adotados<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 11. A cobran\u00e7a de valores por parte dos organismos credenciados, que sejam considerados abusivos pela Autoridade Central Federal Brasileira e que n\u00e3o estejam devidamente comprovados, \u00e9 causa de seu descredenciamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 12. Uma mesma pessoa ou seu c\u00f4njuge n\u00e3o podem ser representados por mais de uma entidade credenciada para atuar na coopera\u00e7\u00e3o em ado\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 13. A habilita\u00e7\u00e3o de postulante estrangeiro ou domiciliado fora do Brasil ter\u00e1 validade m\u00e1xima de 1 (um) ano, podendo ser renovada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 14. \u00c9 vedado o contato direto de representantes de organismos de ado\u00e7\u00e3o, nacionais ou estrangeiros, com dirigentes de programas de acolhimento institucional ou familiar, assim como com crian\u00e7as e adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de serem adotados, sem a devida autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 15. A Autoridade Central Federal Brasileira poder\u00e1 limitar ou suspender a concess\u00e3o de novos credenciamentos sempre que julgar necess\u00e1rio, mediante ato administrativo fundamentado.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-52\">\n<p class=\"caput\">Artigo 52-A. \u00c9 vedado, sob pena de responsabilidade e descredenciamento, o repasse de recursos provenientes de organismos estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de ado\u00e7\u00e3o internacional a organismos nacionais ou a pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Eventuais repasses somente poder\u00e3o ser efetuados via Fundo dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente e estar\u00e3o sujeitos \u00e0s delibera\u00e7\u00f5es do respectivo Conselho de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-52\">\n<p class=\"caput\">Artigo 52-B. A ado\u00e7\u00e3o por brasileiro residente no exterior em pa\u00eds ratificante da Conven\u00e7\u00e3o de Haia, cujo processo de ado\u00e7\u00e3o tenha sido processado em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente no pa\u00eds de resid\u00eancia e atendido o disposto na Al\u00ednea \u201cc\u201d do Artigo 17 da referida Conven\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 automaticamente recepcionada com o reingresso no Brasil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Caso n\u00e3o tenha sido atendido o disposto na Al\u00ednea \u201cc\u201d do Artigo 17 da Conven\u00e7\u00e3o de Haia, dever\u00e1 a senten\u00e7a ser homologada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o O pretendente brasileiro residente no exterior em pa\u00eds n\u00e3o ratificante da Conven\u00e7\u00e3o de Haia, uma vez reingressado no Brasil, dever\u00e1 requerer a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-52\">\n<p class=\"caput\">Artigo 52-C. Nas ado\u00e7\u00f5es internacionais, quando o Brasil for o pa\u00eds de acolhida, a decis\u00e3o da autoridade competente do pa\u00eds de origem da crian\u00e7a ou do adolescente ser\u00e1 conhecida pela Autoridade Central Estadual que tiver processado o pedido de habilita\u00e7\u00e3o dos pais adotivos, que comunicar\u00e1 o fato \u00e0 Autoridade Central Federal e determinar\u00e1 as provid\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o do Certificado de Naturaliza\u00e7\u00e3o Provis\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A Autoridade Central Estadual, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, somente deixar\u00e1 de reconhecer os efeitos daquela decis\u00e3o se restar demonstrado que a ado\u00e7\u00e3o \u00e9 manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 ordem p\u00fablica ou n\u00e3o atende ao interesse superior da crian\u00e7a ou do adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Na hip\u00f3tese de n\u00e3o reconhecimento da ado\u00e7\u00e3o, prevista no \u00a7 1 o deste artigo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico dever\u00e1 imediatamente requerer o que for de direito para resguardar os interesses da crian\u00e7a ou do adolescente, comunicando-se as provid\u00eancias \u00e0 Autoridade Central Estadual, que far\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 Autoridade Central Federal Brasileira e \u00e0 Autoridade Central do pa\u00eds de origem.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-52\">\n<p class=\"caput\">Artigo 52-D. Nas ado\u00e7\u00f5es internacionais, quando o Brasil for o pa\u00eds de acolhida e a ado\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido deferida no pa\u00eds de origem porque a sua legisla\u00e7\u00e3o a delega ao pa\u00eds de acolhida, ou, ainda, na hip\u00f3tese de, mesmo com decis\u00e3o, a crian\u00e7a ou o adolescente ser oriundo de pa\u00eds que n\u00e3o tenha aderido \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o referida, o processo de ado\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 as regras da ado\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-4-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO IV DO DIREITO \u00c0 EDUCA\u00c7\u00c3O, \u00c0 CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-53\">\n<p class=\"caput\">Artigo 53. A crian\u00e7a e o adolescente t\u00eam direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exerc\u00edcio da cidadania e qualifica\u00e7\u00e3o para o trabalho, assegurando-se-lhes:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; igualdade de condi\u00e7\u00f5es para o acesso e perman\u00eancia na escola;<\/li>\n<li>II &#8211; direito de ser respeitado por seus educadores;<\/li>\n<li>III &#8211; direito de contestar crit\u00e9rios avaliativos, podendo recorrer \u00e0s inst\u00e2ncias escolares superiores;<\/li>\n<li>IV &#8211; direito de organiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em entidades estudantis;<\/li>\n<li>V &#8211; acesso \u00e0 escola p\u00fablica e gratuita, pr\u00f3xima de sua resid\u00eancia, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irm\u00e3os que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 direito dos pais ou respons\u00e1veis ter ci\u00eancia do processo pedag\u00f3gico, bem como participar da defini\u00e7\u00e3o das propostas educacionais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-53\">\n<p class=\"caput\">Artigo 53-A. \u00c9 dever da institui\u00e7\u00e3o de ensino, clubes e agremia\u00e7\u00f5es recreativas e de estabelecimentos cong\u00eaneres assegurar medidas de conscientiza\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento ao uso ou depend\u00eancia de drogas il\u00edcitas.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-54\">\n<p class=\"caput\">Artigo 54. \u00c9 dever do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; ensino fundamental, obrigat\u00f3rio e gratuito, inclusive para os que a ele n\u00e3o tiveram acesso na idade pr\u00f3pria;<\/li>\n<li>II &#8211; progressiva extens\u00e3o da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino m\u00e9dio;<\/li>\n<li>III &#8211; atendimento educacional especializado aos portadores de defici\u00eancia, preferencialmente na rede regular de ensino;<\/li>\n<li>V &#8211; acesso aos n\u00edveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, segundo a capacidade de cada um;<\/li>\n<li>VI &#8211; oferta de ensino noturno regular, adequado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do adolescente trabalhador;<\/li>\n<li>VII &#8211; atendimento no ensino fundamental, atrav\u00e9s de programas suplementares de material did\u00e1tico-escolar, transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba O acesso ao ensino obrigat\u00f3rio e gratuito \u00e9 direito p\u00fablico subjetivo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba O n\u00e3o oferecimento do ensino obrigat\u00f3rio pelo poder p\u00fablico ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Compete ao poder p\u00fablico recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou respons\u00e1vel, pela freq\u00fc\u00eancia \u00e0 escola.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-55\">\n<p class=\"caput\">Artigo 55. Os pais ou respons\u00e1vel t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-56\">\n<p class=\"caput\">Artigo 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicar\u00e3o ao Conselho Tutelar os casos de:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; maus-tratos envolvendo seus alunos;<\/li>\n<li>II &#8211; reitera\u00e7\u00e3o de faltas injustificadas e de evas\u00e3o escolar, esgotados os recursos escolares;<\/li>\n<li>III &#8211; elevados n\u00edveis de repet\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-57\">\n<p class=\"caput\">Artigo 57. O poder p\u00fablico estimular\u00e1 pesquisas, experi\u00eancias e novas propostas relativas a calend\u00e1rio, seria\u00e7\u00e3o, curr\u00edculo, metodologia, did\u00e1tica e avalia\u00e7\u00e3o, com vistas \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes exclu\u00eddos do ensino fundamental obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-58\">\n<p class=\"caput\">Artigo 58. No processo educacional respeitar-se-\u00e3o os valores culturais, art\u00edsticos e hist\u00f3ricos pr\u00f3prios do contexto social da crian\u00e7a e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da cria\u00e7\u00e3o e o acesso \u00e0s fontes de cultura.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-59\">\n<p class=\"caput\">Artigo 59. Os munic\u00edpios, com apoio dos estados e da Uni\u00e3o, estimular\u00e3o e facilitar\u00e3o a destina\u00e7\u00e3o de recursos e espa\u00e7os para programa\u00e7\u00f5es culturais, esportivas e de lazer voltadas para a inf\u00e2ncia e a juventude.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-59\">\n<p class=\"caput\">Artigo 59-A. As institui\u00e7\u00f5es sociais p\u00fablicas ou privadas que desenvolvam atividades com crian\u00e7as e adolescentes e que recebam recursos p\u00fablicos dever\u00e3o exigir e manter certid\u00f5es de antecedentes criminais de todos os seus colaboradores, as quais dever\u00e3o ser atualizadas a cada 6 (seis) meses. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.811, de 2024)<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Os estabelecimentos educacionais e similares, p\u00fablicos ou privados, que desenvolvem atividades com crian\u00e7as e adolescentes, independentemente de recebimento de recursos p\u00fablicos, dever\u00e3o manter fichas cadastrais e certid\u00f5es de antecedentes criminais atualizadas de todos os seus colaboradores. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.811, de 2024)<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-5-2-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO V DO DIREITO \u00c0 PROFISSIONALIZA\u00c7\u00c3O E \u00c0 PROTE\u00c7\u00c3O NO TRABALHO<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-60\">\n<p class=\"caput\">Artigo 60. \u00c9 proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz. (Vide Constitui\u00e7\u00e3o Federal)<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-61\">\n<p class=\"caput\">Artigo 61. A prote\u00e7\u00e3o ao trabalho dos adolescentes \u00e9 regulada por legisla\u00e7\u00e3o especial, sem preju\u00edzo do disposto nesta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-62\">\n<p class=\"caput\">Artigo 62. Considera-se aprendizagem a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legisla\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o em vigor.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-63\">\n<p class=\"caput\">Artigo 63. A forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-profissional obedecer\u00e1 aos seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; garantia de acesso e freq\u00fc\u00eancia obrigat\u00f3ria ao ensino regular;<\/li>\n<li>II &#8211; atividade compat\u00edvel com o desenvolvimento do adolescente;<\/li>\n<li>III &#8211; hor\u00e1rio especial para o exerc\u00edcio das atividades.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-64\">\n<p class=\"caput\">Artigo 64. Ao adolescente at\u00e9 quatorze anos de idade \u00e9 assegurada bolsa de aprendizagem.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-65\">\n<p class=\"caput\">Artigo 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, s\u00e3o assegurados os direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-66\">\n<p class=\"caput\">Artigo 66. Ao adolescente portador de defici\u00eancia \u00e9 assegurado trabalho protegido.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-67\">\n<p class=\"caput\">Artigo 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola t\u00e9cnica, assistido em entidade governamental ou n\u00e3o-governamental, \u00e9 vedado trabalho:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte;<\/li>\n<li>II &#8211; perigoso, insalubre ou penoso;<\/li>\n<li>III &#8211; realizado em locais prejudiciais \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o e ao seu desenvolvimento f\u00edsico, ps\u00edquico, moral e social;<\/li>\n<li>IV &#8211; realizado em hor\u00e1rios e locais que n\u00e3o permitam a freq\u00fc\u00eancia \u00e0 escola.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-68\">\n<p class=\"caput\">Artigo 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob responsabilidade de entidade governamental ou n\u00e3o-governamental sem fins lucrativos, dever\u00e1 assegurar ao adolescente que dele participe condi\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio de atividade regular remunerada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exig\u00eancias pedag\u00f3gicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A remunera\u00e7\u00e3o que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participa\u00e7\u00e3o na venda dos produtos de seu trabalho n\u00e3o desfigura o car\u00e1ter educativo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-69\">\n<p class=\"caput\">Artigo 69. O adolescente tem direito \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o no trabalho, observados os seguintes aspectos, entre outros:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o peculiar de pessoa em desenvolvimento;<\/li>\n<li>II &#8211; capacita\u00e7\u00e3o profissional adequada ao mercado de trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO III DA PREVEN\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-70\">\n<p class=\"caput\">Artigo 70. \u00c9 dever de todos prevenir a ocorr\u00eancia de amea\u00e7a ou viola\u00e7\u00e3o dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-70\">\n<p class=\"caput\">Artigo 70-A. A Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios dever\u00e3o atuar de forma articulada na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e na execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es destinadas a coibir o uso de castigo f\u00edsico ou de tratamento cruel ou degradante e difundir formas n\u00e3o violentas de educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e de adolescentes, tendo como principais a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; a promo\u00e7\u00e3o de campanhas educativas permanentes para a divulga\u00e7\u00e3o do direito da crian\u00e7a e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigo f\u00edsico ou de tratamento cruel ou degradante e dos instrumentos de prote\u00e7\u00e3o aos direitos humanos;<\/li>\n<li>II &#8211; a integra\u00e7\u00e3o com os \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica, com o Conselho Tutelar, com os Conselhos de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente e com as entidades n\u00e3o governamentais que atuam na promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente;<\/li>\n<li>III &#8211; a forma\u00e7\u00e3o continuada e a capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social e dos demais agentes que atuam na promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente para o desenvolvimento das compet\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias, ao diagn\u00f3stico e ao enfrentamento de todas as formas de viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>IV &#8211; o apoio e o incentivo \u00e0s pr\u00e1ticas de resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de conflitos que envolvam viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>V &#8211; a inclus\u00e3o, nas pol\u00edticas p\u00fablicas, de a\u00e7\u00f5es que visem a garantir os direitos da crian\u00e7a e do adolescente, desde a aten\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal, e de atividades junto aos pais e respons\u00e1veis com o objetivo de promover a informa\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o, o debate e a orienta\u00e7\u00e3o sobre alternativas ao uso de castigo f\u00edsico ou de tratamento cruel ou degradante no processo educativo;<\/li>\n<li>VI &#8211; a promo\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os intersetoriais locais para a articula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e a elabora\u00e7\u00e3o de planos de atua\u00e7\u00e3o conjunta focados nas fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, com participa\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, de assist\u00eancia social e de educa\u00e7\u00e3o e de \u00f3rg\u00e3os de promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente.<\/li>\n<li>VII &#8211; a promo\u00e7\u00e3o de estudos e pesquisas, de estat\u00edsticas e de outras informa\u00e7\u00f5es relevantes \u00e0s consequ\u00eancias e \u00e0 frequ\u00eancia das formas de viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente para a sistematiza\u00e7\u00e3o de dados nacionalmente unificados e a avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica dos resultados das medidas adotadas;<\/li>\n<li>VIII &#8211; o respeito aos valores da dignidade da pessoa humana, de forma a coibir a viol\u00eancia, o tratamento cruel ou degradante e as formas violentas de educa\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o ou disciplina;<\/li>\n<li>IX &#8211; a promo\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o de campanhas educativas direcionadas ao p\u00fablico escolar e \u00e0 sociedade em geral e a difus\u00e3o desta Lei e dos instrumentos de prote\u00e7\u00e3o aos direitos humanos das crian\u00e7as e dos adolescentes, inclu\u00eddos os canais de den\u00fancia existentes;<\/li>\n<li>X &#8211; a celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios, de protocolos, de ajustes, de termos e de outros instrumentos de promo\u00e7\u00e3o de parceria entre \u00f3rg\u00e3os governamentais ou entre estes e entidades n\u00e3o governamentais, com o objetivo de implementar programas de erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, de tratamento cruel ou degradante e de formas violentas de educa\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o ou disciplina;<\/li>\n<li>XI &#8211; a capacita\u00e7\u00e3o permanente das Pol\u00edcias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros, dos profissionais nas escolas, dos Conselhos Tutelares e dos profissionais pertencentes aos \u00f3rg\u00e3os e \u00e0s \u00e1reas referidos no inciso II deste caput, para que identifiquem situa\u00e7\u00f5es em que crian\u00e7as e adolescentes vivenciam viol\u00eancia e agress\u00f5es no \u00e2mbito familiar ou institucional;<\/li>\n<li>XII &#8211; a promo\u00e7\u00e3o de programas educacionais que disseminem valores \u00e9ticos de irrestrito respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana, bem como de programas de fortalecimento da parentalidade positiva, da educa\u00e7\u00e3o sem castigos f\u00edsicos e de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>XIII &#8211; o destaque, nos curr\u00edculos escolares de todos os n\u00edveis de ensino, dos conte\u00fados relativos \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o e \u00e0 resposta \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As fam\u00edlias com crian\u00e7as e adolescentes com defici\u00eancia ter\u00e3o prioridade de atendimento nas a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-70\">\n<p class=\"caput\">Artigo 70-B. As entidades, p\u00fablicas e privadas, que atuem nas \u00e1reas da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m daquelas \u00e0s quais se refere o Artigo 71 desta Lei, entre outras, devem contar, em seus quadros, com pessoas capacitadas a reconhecer e a comunicar ao Conselho Tutelar suspeitas ou casos de crimes praticados contra a crian\u00e7a e o adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o igualmente respons\u00e1veis pela comunica\u00e7\u00e3o de que trata este artigo, as pessoas encarregadas, por raz\u00e3o de cargo, fun\u00e7\u00e3o, of\u00edcio, minist\u00e9rio, profiss\u00e3o ou ocupa\u00e7\u00e3o, do cuidado, assist\u00eancia ou guarda de crian\u00e7as e adolescentes, pun\u00edvel, na forma deste Estatuto, o injustificado retardamento ou omiss\u00e3o, culposos ou dolosos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-71\">\n<p class=\"caput\">Artigo 71. A crian\u00e7a e o adolescente t\u00eam direito a informa\u00e7\u00e3o, cultura, lazer, esportes, divers\u00f5es, espet\u00e1culos e produtos e servi\u00e7os que respeitem sua condi\u00e7\u00e3o peculiar de pessoa em desenvolvimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-72\">\n<p class=\"caput\">Artigo 72. As obriga\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei n\u00e3o excluem da preven\u00e7\u00e3o especial outras decorrentes dos princ\u00edpios por ela adotados.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-73\">\n<p class=\"caput\">Artigo 73. A inobserv\u00e2ncia das normas de preven\u00e7\u00e3o importar\u00e1 em responsabilidade da pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, nos termos desta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DA PREVEN\u00c7\u00c3O ESPECIAL<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-2-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Da informa\u00e7\u00e3o, Cultura, Lazer, Esportes, Divers\u00f5es e Espet\u00e1culos<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-74\">\n<p class=\"caput\">Artigo 74. O poder p\u00fablico, atrav\u00e9s do \u00f3rg\u00e3o competente, regular\u00e1 as divers\u00f5es e espet\u00e1culos p\u00fablicos, informando sobre a natureza deles, as faixas et\u00e1rias a que n\u00e3o se recomendem, locais e hor\u00e1rios em que sua apresenta\u00e7\u00e3o se mostre inadequada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Os respons\u00e1veis pelas divers\u00f5es e espet\u00e1culos p\u00fablicos dever\u00e3o afixar, em lugar vis\u00edvel e de f\u00e1cil acesso, \u00e0 entrada do local de exibi\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o destacada sobre a natureza do espet\u00e1culo e a faixa et\u00e1ria especificada no certificado de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-75\">\n<p class=\"caput\">Artigo 75. Toda crian\u00e7a ou adolescente ter\u00e1 acesso \u00e0s divers\u00f5es e espet\u00e1culos p\u00fablicos classificados como adequados \u00e0 sua faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As crian\u00e7as menores de dez anos somente poder\u00e3o ingressar e permanecer nos locais de apresenta\u00e7\u00e3o ou exibi\u00e7\u00e3o quando acompanhadas dos pais ou respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-76\">\n<p class=\"caput\">Artigo 76. As emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o somente exibir\u00e3o, no hor\u00e1rio recomendado para o p\u00fablico infanto juvenil, programas com finalidades educativas, art\u00edsticas, culturais e informativas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Nenhum espet\u00e1culo ser\u00e1 apresentado ou anunciado sem aviso de sua classifica\u00e7\u00e3o, antes de sua transmiss\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-77\">\n<p class=\"caput\">Artigo 77. Os propriet\u00e1rios, diretores, gerentes e funcion\u00e1rios de empresas que explorem a venda ou aluguel de fitas de programa\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo cuidar\u00e3o para que n\u00e3o haja venda ou loca\u00e7\u00e3o em desacordo com a classifica\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pelo \u00f3rg\u00e3o competente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As fitas a que alude este artigo dever\u00e3o exibir, no inv\u00f3lucro, informa\u00e7\u00e3o sobre a natureza da obra e a faixa et\u00e1ria a que se destinam.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-78\">\n<p class=\"caput\">Artigo 78. As revistas e publica\u00e7\u00f5es contendo material impr\u00f3prio ou inadequado a crian\u00e7as e adolescentes dever\u00e3o ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advert\u00eancia de seu conte\u00fado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As editoras cuidar\u00e3o para que as capas que contenham mensagens pornogr\u00e1ficas ou obscenas sejam protegidas com embalagem opaca.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-79\">\n<p class=\"caput\">Artigo 79. As revistas e publica\u00e7\u00f5es destinadas ao p\u00fablico infanto-juvenil n\u00e3o poder\u00e3o conter ilustra\u00e7\u00f5es, fotografias, legendas, cr\u00f4nicas ou an\u00fancios de bebidas alco\u00f3licas, tabaco, armas e muni\u00e7\u00f5es, e dever\u00e3o respeitar os valores \u00e9ticos e sociais da pessoa e da fam\u00edlia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-80\">\n<p class=\"caput\">Artigo 80. Os respons\u00e1veis por estabelecimentos que explorem comercialmente bilhar, sinuca ou cong\u00eanere ou por casas de jogos, assim entendidas as que realizem apostas, ainda que eventualmente, cuidar\u00e3o para que n\u00e3o seja permitida a entrada e a perman\u00eancia de crian\u00e7as e adolescentes no local, afixando aviso para orienta\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-2-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Dos Produtos e Servi\u00e7os<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-81\">\n<p class=\"caput\">Artigo 81. \u00c9 proibida a venda \u00e0 crian\u00e7a ou ao adolescente de:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; armas, muni\u00e7\u00f5es e explosivos;<\/li>\n<li>II &#8211; bebidas alco\u00f3licas;<\/li>\n<li>III &#8211; produtos cujos componentes possam causar depend\u00eancia f\u00edsica ou ps\u00edquica ainda que por utiliza\u00e7\u00e3o indevida;<\/li>\n<li>IV &#8211; fogos de estampido e de artif\u00edcio, exceto aqueles que pelo seu reduzido potencial sejam incapazes de provocar qualquer dano f\u00edsico em caso de utiliza\u00e7\u00e3o indevida;<\/li>\n<li>V &#8211; revistas e publica\u00e7\u00f5es a que alude o Artigo 78;<\/li>\n<li>VI &#8211; bilhetes lot\u00e9ricos e equivalentes.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-82\">\n<p class=\"caput\">Artigo 82. \u00c9 proibida a hospedagem de crian\u00e7a ou adolescente em hotel, motel, pens\u00e3o ou estabelecimento cong\u00eanere, salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-3-2-3-PARTEGERAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o III Da Autoriza\u00e7\u00e3o para Viajar<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-83\">\n<p class=\"caput\">Artigo 83. Nenhuma crian\u00e7a ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos poder\u00e1 viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou dos respons\u00e1veis sem expressa autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A autoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 exigida quando:<\/p>\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) tratar-se de comarca cont\u00edgua \u00e0 da resid\u00eancia da crian\u00e7a ou do adolescente menor de 16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federa\u00e7\u00e3o, ou inclu\u00edda na mesma regi\u00e3o metropolitana;<\/li>\n<li>b) a crian\u00e7a ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado:<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1, a pedido dos pais ou respons\u00e1vel, conceder autoriza\u00e7\u00e3o v\u00e1lida por dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-84\">\n<p class=\"caput\">Artigo 84. Quando se tratar de viagem ao exterior, a autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 dispens\u00e1vel, se a crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; estiver acompanhado de ambos os pais ou respons\u00e1vel;<\/li>\n<li>II &#8211; viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro atrav\u00e9s de documento com firma reconhecida.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-85\">\n<p class=\"caput\">Artigo 85. Sem pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o judicial, nenhuma crian\u00e7a ou adolescente nascido em territ\u00f3rio nacional poder\u00e1 sair do Pa\u00eds em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"parte p-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico0\">\n<h1>PARTE ESPECIAL<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudoparte\">\n<section class=\"titulo t-1-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO I DA POL\u00cdTICA DE ATENDIMENTO<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-1-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-86\">\n<p class=\"caput\">Artigo 86. A pol\u00edtica de atendimento dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente far-se-\u00e1 atrav\u00e9s de um conjunto articulado de a\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o-governamentais, da Uni\u00e3o, dos estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-87\">\n<p class=\"caput\">Artigo 87. S\u00e3o linhas de a\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de atendimento:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; pol\u00edticas sociais b\u00e1sicas;<\/li>\n<li>II &#8211; servi\u00e7os, programas, projetos e benef\u00edcios de assist\u00eancia social de garantia de prote\u00e7\u00e3o social e de preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00f5es de direitos, seus agravamentos ou reincid\u00eancias;<\/li>\n<li>III &#8211; servi\u00e7os especiais de preven\u00e7\u00e3o e atendimento m\u00e9dico e psicossocial \u00e0s v\u00edtimas de neglig\u00eancia, maus-tratos, explora\u00e7\u00e3o, abuso, crueldade e opress\u00e3o;<\/li>\n<li>IV &#8211; servi\u00e7o de identifica\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o de pais, respons\u00e1vel, crian\u00e7as e adolescentes desaparecidos;<\/li>\n<li>V &#8211; prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-social por entidades de defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente.<\/li>\n<li>VI &#8211; pol\u00edticas e programas destinados a prevenir ou abreviar o per\u00edodo de afastamento do conv\u00edvio familiar e a garantir o efetivo exerc\u00edcio do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar de crian\u00e7as e adolescentes;<\/li>\n<li>VII &#8211; campanhas de est\u00edmulo ao acolhimento sob forma de guarda de crian\u00e7as e adolescentes afastados do conv\u00edvio familiar e \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, especificamente inter-racial, de crian\u00e7as maiores ou de adolescentes, com necessidades espec\u00edficas de sa\u00fade ou com defici\u00eancias e de grupos de irm\u00e3os.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A linha de a\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de atendimento a que se refere o inciso IV do caput deste artigo ser\u00e1 executada em coopera\u00e7\u00e3o com o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, criado pela Lei n\u00ba 13.812, de 16 de mar\u00e7o de 2019, com o Cadastro Nacional de Crian\u00e7as e Adolescentes Desaparecidos, criado pela Lei n\u00ba 12.127, de 17 de dezembro de 2009, e com os demais cadastros, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.548, de 2023)<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-88\">\n<p class=\"caput\">Artigo 88. S\u00e3o diretrizes da pol\u00edtica de atendimento:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; municipaliza\u00e7\u00e3o do atendimento;<\/li>\n<li>II &#8211; cria\u00e7\u00e3o de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente, \u00f3rg\u00e3os deliberativos e controladores das a\u00e7\u00f5es em todos os n\u00edveis, assegurada a participa\u00e7\u00e3o popular parit\u00e1ria por meio de organiza\u00e7\u00f5es representativas, segundo leis federal, estaduais e municipais;<\/li>\n<li>III &#8211; cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de programas espec\u00edficos, observada a descentraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa;<\/li>\n<li>IV &#8211; manuten\u00e7\u00e3o de fundos nacional, estaduais e municipais vinculados aos respectivos conselhos dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente;<\/li>\n<li>V &#8211; integra\u00e7\u00e3o operacional de \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Defensoria, Seguran\u00e7a P\u00fablica e Assist\u00eancia Social, preferencialmente em um mesmo local, para efeito de agiliza\u00e7\u00e3o do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional;<\/li>\n<li>VI &#8211; integra\u00e7\u00e3o operacional de \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Defensoria, Conselho Tutelar e encarregados da execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais b\u00e1sicas e de assist\u00eancia social, para efeito de agiliza\u00e7\u00e3o do atendimento de crian\u00e7as e de adolescentes inseridos em programas de acolhimento familiar ou institucional, com vista na sua r\u00e1pida reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia de origem ou, se tal solu\u00e7\u00e3o se mostrar comprovadamente invi\u00e1vel, sua coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, em quaisquer das modalidades previstas no Artigo 28 desta Lei;<\/li>\n<li>VII &#8211; mobiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica para a indispens\u00e1vel participa\u00e7\u00e3o dos diversos segmentos da sociedade.<\/li>\n<li>VIII &#8211; especializa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais que trabalham nas diferentes \u00e1reas da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira inf\u00e2ncia, incluindo os conhecimentos sobre direitos da crian\u00e7a e sobre desenvolvimento infantil;<\/li>\n<li>IX &#8211; forma\u00e7\u00e3o profissional com abrang\u00eancia dos diversos direitos da crian\u00e7a e do adolescente que favore\u00e7a a intersetorialidade no atendimento da crian\u00e7a e do adolescente e seu desenvolvimento integral;<\/li>\n<li>X &#8211; realiza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de pesquisas sobre desenvolvimento infantil e sobre preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-89\">\n<p class=\"caput\">Artigo 89. A fun\u00e7\u00e3o de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente \u00e9 considerada de interesse p\u00fablico relevante e n\u00e3o ser\u00e1 remunerada.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-1-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-2-1-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-90\">\n<p class=\"caput\">Artigo 90. As entidades de atendimento s\u00e3o respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias unidades, assim como pelo planejamento e execu\u00e7\u00e3o de programas de prote\u00e7\u00e3o e s\u00f3cio-educativos destinados a crian\u00e7as e adolescentes, em regime de:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; orienta\u00e7\u00e3o e apoio s\u00f3cio-familiar;<\/li>\n<li>II &#8211; apoio s\u00f3cio-educativo em meio aberto;<\/li>\n<li>III &#8211; coloca\u00e7\u00e3o familiar;<\/li>\n<li>IV &#8211; acolhimento institucional;<\/li>\n<li>V &#8211; presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade;<\/li>\n<li>VI &#8211; liberdade assistida;<\/li>\n<li>VII &#8211; semiliberdade; e<\/li>\n<li>VIII &#8211; interna\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o As entidades governamentais e n\u00e3o governamentais dever\u00e3o proceder \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o de seus programas, especificando os regimes de atendimento, na forma definida neste artigo, no Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, o qual manter\u00e1 registro das inscri\u00e7\u00f5es e de suas altera\u00e7\u00f5es, do que far\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o ao Conselho Tutelar e \u00e0 autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Os recursos destinados \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos programas relacionados neste artigo ser\u00e3o previstos nas dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos encarregados das \u00e1reas de Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social, dentre outros, observando-se o princ\u00edpio da prioridade absoluta \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente preconizado pelo caput do Artigo 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e pelo caput e par\u00e1grafo \u00fanico do Artigo 4 o desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Os programas em execu\u00e7\u00e3o ser\u00e3o reavaliados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, no m\u00e1ximo, a cada 2 (dois) anos, constituindo-se crit\u00e9rios para renova\u00e7\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; o efetivo respeito \u00e0s regras e princ\u00edpios desta Lei, bem como \u00e0s resolu\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 modalidade de atendimento prestado expedidas pelos Conselhos de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, em todos os n\u00edveis;<\/li>\n<li>II &#8211; a qualidade e efici\u00eancia do trabalho desenvolvido, atestadas pelo Conselho Tutelar, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude;<\/li>\n<li>III &#8211; em se tratando de programas de acolhimento institucional ou familiar, ser\u00e3o considerados os \u00edndices de sucesso na reintegra\u00e7\u00e3o familiar ou de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia substituta, conforme o caso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-91\">\n<p class=\"caput\">Artigo 91. As entidades n\u00e3o-governamentais somente poder\u00e3o funcionar depois de registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, o qual comunicar\u00e1 o registro ao Conselho Tutelar e \u00e0 autoridade judici\u00e1ria da respectiva localidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Ser\u00e1 negado o registro \u00e0 entidade que:<\/p>\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) n\u00e3o ofere\u00e7a instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas em condi\u00e7\u00f5es adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>b) n\u00e3o apresente plano de trabalho compat\u00edvel com os princ\u00edpios desta Lei;<\/li>\n<li>c) esteja irregularmente constitu\u00edda;<\/li>\n<li>d) tenha em seus quadros pessoas inid\u00f4neas.<\/li>\n<li>e) n\u00e3o se adequar ou deixar de cumprir as resolu\u00e7\u00f5es e delibera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 modalidade de atendimento prestado expedidas pelos Conselhos de Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, em todos os n\u00edveis.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o O registro ter\u00e1 validade m\u00e1xima de 4 (quatro) anos, cabendo ao Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, periodicamente, reavaliar o cabimento de sua renova\u00e7\u00e3o, observado o disposto no \u00a7 1 o deste artigo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-92\">\n<p class=\"caput\">Artigo 92. As entidades que desenvolvam programas de acolhimento familiar ou institucional dever\u00e3o adotar os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; preserva\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos familiares e promo\u00e7\u00e3o da reintegra\u00e7\u00e3o familiar;<\/li>\n<li>II &#8211; integra\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, quando esgotados os recursos de manuten\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia natural ou extensa;<\/li>\n<li>III &#8211; atendimento personalizado e em pequenos grupos;<\/li>\n<li>IV &#8211; desenvolvimento de atividades em regime de co-educa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>V &#8211; n\u00e3o desmembramento de grupos de irm\u00e3os;<\/li>\n<li>VI &#8211; evitar, sempre que poss\u00edvel, a transfer\u00eancia para outras entidades de crian\u00e7as e adolescentes abrigados;<\/li>\n<li>VII &#8211; participa\u00e7\u00e3o na vida da comunidade local;<\/li>\n<li>VIII &#8211; prepara\u00e7\u00e3o gradativa para o desligamento;<\/li>\n<li>IX &#8211; participa\u00e7\u00e3o de pessoas da comunidade no processo educativo.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O dirigente de entidade que desenvolve programa de acolhimento institucional \u00e9 equiparado ao guardi\u00e3o, para todos os efeitos de direito.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Os dirigentes de entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional remeter\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, no m\u00e1ximo a cada 6 (seis) meses, relat\u00f3rio circunstanciado acerca da situa\u00e7\u00e3o de cada crian\u00e7a ou adolescente acolhido e sua fam\u00edlia, para fins da reavalia\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 1 o do Artigo 19 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Os entes federados, por interm\u00e9dio dos Poderes Executivo e Judici\u00e1rio, promover\u00e3o conjuntamente a permanente qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais que atuam direta ou indiretamente em programas de acolhimento institucional e destinados \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o familiar de crian\u00e7as e adolescentes, incluindo membros do Poder Judici\u00e1rio, Minist\u00e9rio P\u00fablico e Conselho Tutelar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Salvo determina\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio da autoridade judici\u00e1ria competente, as entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional, se necess\u00e1rio com o aux\u00edlio do Conselho Tutelar e dos \u00f3rg\u00e3os de assist\u00eancia social, estimular\u00e3o o contato da crian\u00e7a ou adolescente com seus pais e parentes, em cumprimento ao disposto nos incisos I e VIII do caput deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o As entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional somente poder\u00e3o receber recursos p\u00fablicos se comprovado o atendimento dos princ\u00edpios, exig\u00eancias e finalidades desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o O descumprimento das disposi\u00e7\u00f5es desta Lei pelo dirigente de entidade que desenvolva programas de acolhimento familiar ou institucional \u00e9 causa de sua destitui\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo da apura\u00e7\u00e3o de sua responsabilidade administrativa, civil e criminal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o Quando se tratar de crian\u00e7a de 0 (zero) a 3 (tr\u00eas) anos em acolhimento institucional, dar-se-\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de educadores de refer\u00eancia est\u00e1veis e qualitativamente significativos, \u00e0s rotinas espec\u00edficas e ao atendimento das necessidades b\u00e1sicas, incluindo as de afeto como priorit\u00e1rias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-93\">\n<p class=\"caput\">Artigo 93. As entidades que mantenham programa de acolhimento institucional poder\u00e3o, em car\u00e1ter excepcional e de urg\u00eancia, acolher crian\u00e7as e adolescentes sem pr\u00e9via determina\u00e7\u00e3o da autoridade competente, fazendo comunica\u00e7\u00e3o do fato em at\u00e9 24 (vinte e quatro) horas ao Juiz da Inf\u00e2ncia e da Juventude, sob pena de responsabilidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Recebida a comunica\u00e7\u00e3o, a autoridade judici\u00e1ria, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico e se necess\u00e1rio com o apoio do Conselho Tutelar local, tomar\u00e1 as medidas necess\u00e1rias para promover a imediata reintegra\u00e7\u00e3o familiar da crian\u00e7a ou do adolescente ou, se por qualquer raz\u00e3o n\u00e3o for isso poss\u00edvel ou recomend\u00e1vel, para seu encaminhamento a programa de acolhimento familiar, institucional ou a fam\u00edlia substituta, observado o disposto no \u00a7 2 o do Artigo 101 desta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-94\">\n<p class=\"caput\">Artigo 94. As entidades que desenvolvem programas de interna\u00e7\u00e3o t\u00eam as seguintes obriga\u00e7\u00f5es, entre outras:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; observar os direitos e garantias de que s\u00e3o titulares os adolescentes;<\/li>\n<li>II &#8211; n\u00e3o restringir nenhum direito que n\u00e3o tenha sido objeto de restri\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o de interna\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>III &#8211; oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos;<\/li>\n<li>IV &#8211; preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente;<\/li>\n<li>V &#8211; diligenciar no sentido do restabelecimento e da preserva\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos familiares;<\/li>\n<li>VI &#8211; comunicar \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, periodicamente, os casos em que se mostre invi\u00e1vel ou imposs\u00edvel o reatamento dos v\u00ednculos familiares;<\/li>\n<li>VII &#8211; oferecer instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas em condi\u00e7\u00f5es adequadas de habitabilidade, higiene, salubridade e seguran\u00e7a e os objetos necess\u00e1rios \u00e0 higiene pessoal;<\/li>\n<li>VIII &#8211; oferecer vestu\u00e1rio e alimenta\u00e7\u00e3o suficientes e adequados \u00e0 faixa et\u00e1ria dos adolescentes atendidos;<\/li>\n<li>IX &#8211; oferecer cuidados m\u00e9dicos, psicol\u00f3gicos, odontol\u00f3gicos e farmac\u00eauticos;<\/li>\n<li>X &#8211; propiciar escolariza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>XI &#8211; propiciar atividades culturais, esportivas e de lazer;<\/li>\n<li>XII &#8211; propiciar assist\u00eancia religiosa \u00e0queles que desejarem, de acordo com suas cren\u00e7as;<\/li>\n<li>XIII &#8211; proceder a estudo social e pessoal de cada caso;<\/li>\n<li>XIV &#8211; reavaliar periodicamente cada caso, com intervalo m\u00e1ximo de seis meses, dando ci\u00eancia dos resultados \u00e0 autoridade competente;<\/li>\n<li>XV &#8211; informar, periodicamente, o adolescente internado sobre sua situa\u00e7\u00e3o processual;<\/li>\n<li>XVI &#8211; comunicar \u00e0s autoridades competentes todos os casos de adolescentes portadores de mol\u00e9stias infecto-contagiosas;<\/li>\n<li>XVII &#8211; fornecer comprovante de dep\u00f3sito dos pertences dos adolescentes;<\/li>\n<li>XVIII &#8211; manter programas destinados ao apoio e acompanhamento de egressos;<\/li>\n<li>XIX &#8211; providenciar os documentos necess\u00e1rios ao exerc\u00edcio da cidadania \u00e0queles que n\u00e3o os tiverem;<\/li>\n<li>XX &#8211; manter arquivo de anota\u00e7\u00f5es onde constem data e circunst\u00e2ncias do atendimento, nome do adolescente, seus pais ou respons\u00e1vel, parentes, endere\u00e7os, sexo, idade, acompanhamento da sua forma\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o de seus pertences e demais dados que possibilitem sua identifica\u00e7\u00e3o e a individualiza\u00e7\u00e3o do atendimento.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Aplicam-se, no que couber, as obriga\u00e7\u00f5es constantes deste artigo \u00e0s entidades que mant\u00eam programas de acolhimento institucional e familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba No cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es a que alude este artigo as entidades utilizar\u00e3o preferencialmente os recursos da comunidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-94\">\n<p class=\"caput\">Artigo 94-A. As entidades, p\u00fablicas ou privadas, que abriguem ou recepcionem crian\u00e7as e adolescentes, ainda que em car\u00e1ter tempor\u00e1rio, devem ter, em seus quadros, profissionais capacitados a reconhecer e reportar ao Conselho Tutelar suspeitas ou ocorr\u00eancias de maus-tratos.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-2-1-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Da Fiscaliza\u00e7\u00e3o das Entidades<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-95\">\n<p class=\"caput\">Artigo 95. As entidades governamentais e n\u00e3o-governamentais referidas no Artigo 90 ser\u00e3o fiscalizadas pelo Judici\u00e1rio, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelos Conselhos Tutelares.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-96\">\n<p class=\"caput\">Artigo 96. Os planos de aplica\u00e7\u00e3o e as presta\u00e7\u00f5es de contas ser\u00e3o apresentados ao estado ou ao munic\u00edpio, conforme a origem das dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-97\">\n<p class=\"caput\">Artigo 97. S\u00e3o medidas aplic\u00e1veis \u00e0s entidades de atendimento que descumprirem obriga\u00e7\u00e3o constante do Artigo 94, sem preju\u00edzo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; \u00e0s entidades governamentais:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) advert\u00eancia;<\/li>\n<li>b) afastamento provis\u00f3rio de seus dirigentes;<\/li>\n<li>c) afastamento definitivo de seus dirigentes;<\/li>\n<li>d) fechamento de unidade ou interdi\u00e7\u00e3o de programa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>II &#8211; \u00e0s entidades n\u00e3o-governamentais:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) advert\u00eancia;<\/li>\n<li>b) suspens\u00e3o total ou parcial do repasse de verbas p\u00fablicas;<\/li>\n<li>c) interdi\u00e7\u00e3o de unidades ou suspens\u00e3o de programa;<\/li>\n<li>d) cassa\u00e7\u00e3o do registro.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Em caso de reiteradas infra\u00e7\u00f5es cometidas por entidades de atendimento, que coloquem em risco os direitos assegurados nesta Lei, dever\u00e1 ser o fato comunicado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico ou representado perante autoridade judici\u00e1ria competente para as provid\u00eancias cab\u00edveis, inclusive suspens\u00e3o das atividades ou dissolu\u00e7\u00e3o da entidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o As pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais responder\u00e3o pelos danos que seus agentes causarem \u00e0s crian\u00e7as e aos adolescentes, caracterizado o descumprimento dos princ\u00edpios norteadores das atividades de prote\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-2-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO II DAS MEDIDAS DE PROTE\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-2-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-98\">\n<p class=\"caput\">Artigo 98. As medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente s\u00e3o aplic\u00e1veis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem amea\u00e7ados ou violados:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o da sociedade ou do Estado;<\/li>\n<li>II &#8211; por falta, omiss\u00e3o ou abuso dos pais ou respons\u00e1vel;<\/li>\n<li>III &#8211; em raz\u00e3o de sua conduta.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-2-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DAS MEDIDAS ESPEC\u00cdFICAS DE PROTE\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-99\">\n<p class=\"caput\">Artigo 99. As medidas previstas neste Cap\u00edtulo poder\u00e3o ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substitu\u00eddas a qualquer tempo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-100\">\n<p class=\"caput\">Artigo 100. Na aplica\u00e7\u00e3o das medidas levar-se-\u00e3o em conta as necessidades pedag\u00f3gicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o tamb\u00e9m princ\u00edpios que regem a aplica\u00e7\u00e3o das medidas:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; condi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente como sujeitos de direitos: crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o os titulares dos direitos previstos nesta e em outras Leis, bem como na Constitui\u00e7\u00e3o Federal;<\/li>\n<li>II &#8211; prote\u00e7\u00e3o integral e priorit\u00e1ria: a interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de toda e qualquer norma contida nesta Lei deve ser voltada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o integral e priorit\u00e1ria dos direitos de que crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o titulares;<\/li>\n<li>III &#8211; responsabilidade prim\u00e1ria e solid\u00e1ria do poder p\u00fablico: a plena efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos assegurados a crian\u00e7as e a adolescentes por esta Lei e pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, salvo nos casos por esta expressamente ressalvados, \u00e9 de responsabilidade prim\u00e1ria e solid\u00e1ria das 3 (tr\u00eas) esferas de governo, sem preju\u00edzo da municipaliza\u00e7\u00e3o do atendimento e da possibilidade da execu\u00e7\u00e3o de programas por entidades n\u00e3o governamentais;<\/li>\n<li>IV &#8211; interesse superior da crian\u00e7a e do adolescente: a interven\u00e7\u00e3o deve atender prioritariamente aos interesses e direitos da crian\u00e7a e do adolescente, sem preju\u00edzo da considera\u00e7\u00e3o que for devida a outros interesses leg\u00edtimos no \u00e2mbito da pluralidade dos interesses presentes no caso concreto;<\/li>\n<li>V &#8211; privacidade: a promo\u00e7\u00e3o dos direitos e prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito \u00e0 imagem e reserva da sua vida privada;<\/li>\n<li>VI &#8211; interven\u00e7\u00e3o precoce: a interven\u00e7\u00e3o das autoridades competentes deve ser efetuada logo que a situa\u00e7\u00e3o de perigo seja conhecida;<\/li>\n<li>VII &#8211; interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima: a interven\u00e7\u00e3o deve ser exercida exclusivamente pelas autoridades e institui\u00e7\u00f5es cuja a\u00e7\u00e3o seja indispens\u00e1vel \u00e0 efetiva promo\u00e7\u00e3o dos direitos e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente;<\/li>\n<li>VIII &#8211; proporcionalidade e atualidade: a interven\u00e7\u00e3o deve ser a necess\u00e1ria e adequada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de perigo em que a crian\u00e7a ou o adolescente se encontram no momento em que a decis\u00e3o \u00e9 tomada;<\/li>\n<li>IX &#8211; responsabilidade parental: a interven\u00e7\u00e3o deve ser efetuada de modo que os pais assumam os seus deveres para com a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>X &#8211; preval\u00eancia da fam\u00edlia: na promo\u00e7\u00e3o de direitos e na prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente deve ser dada preval\u00eancia \u00e0s medidas que os mantenham ou reintegrem na sua fam\u00edlia natural ou extensa ou, se isso n\u00e3o for poss\u00edvel, que promovam a sua integra\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia adotiva;<\/li>\n<li>XI &#8211; obrigatoriedade da informa\u00e7\u00e3o: a crian\u00e7a e o adolescente, respeitado seu est\u00e1gio de desenvolvimento e capacidade de compreens\u00e3o, seus pais ou respons\u00e1vel devem ser informados dos seus direitos, dos motivos que determinaram a interven\u00e7\u00e3o e da forma como esta se processa;<\/li>\n<li>XII &#8211; oitiva obrigat\u00f3ria e participa\u00e7\u00e3o: a crian\u00e7a e o adolescente, em separado ou na companhia dos pais, de respons\u00e1vel ou de pessoa por si indicada, bem como os seus pais ou respons\u00e1vel, t\u00eam direito a ser ouvidos e a participar nos atos e na defini\u00e7\u00e3o da medida de promo\u00e7\u00e3o dos direitos e de prote\u00e7\u00e3o, sendo sua opini\u00e3o devidamente considerada pela autoridade judici\u00e1ria competente, observado o disposto nos \u00a7\u00a7 1 o e 2 o do Artigo 28 desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-101\">\n<p class=\"caput\">Artigo 101. Verificada qualquer das hip\u00f3teses previstas no Artigo 98, a autoridade competente poder\u00e1 determinar, dentre outras, as seguintes medidas:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; encaminhamento aos pais ou respons\u00e1vel, mediante termo de responsabilidade;<\/li>\n<li>II &#8211; orienta\u00e7\u00e3o, apoio e acompanhamento tempor\u00e1rios;<\/li>\n<li>III &#8211; matr\u00edcula e freq\u00fc\u00eancia obrigat\u00f3rias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;<\/li>\n<li>IV &#8211; inclus\u00e3o em servi\u00e7os e programas oficiais ou comunit\u00e1rios de prote\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, da crian\u00e7a e do adolescente;<\/li>\n<li>V &#8211; requisi\u00e7\u00e3o de tratamento m\u00e9dico, psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico, em regime hospitalar ou ambulatorial;<\/li>\n<li>VI &#8211; inclus\u00e3o em programa oficial ou comunit\u00e1rio de aux\u00edlio, orienta\u00e7\u00e3o e tratamento a alco\u00f3latras e toxic\u00f4manos;<\/li>\n<li>VII &#8211; acolhimento institucional;<\/li>\n<li>VIII &#8211; inclus\u00e3o em programa de acolhimento familiar;<\/li>\n<li>IX &#8211; coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O acolhimento institucional e o acolhimento familiar s\u00e3o medidas provis\u00f3rias e excepcionais, utiliz\u00e1veis como forma de transi\u00e7\u00e3o para reintegra\u00e7\u00e3o familiar ou, n\u00e3o sendo esta poss\u00edvel, para coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, n\u00e3o implicando priva\u00e7\u00e3o de liberdade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Sem preju\u00edzo da tomada de medidas emergenciais para prote\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de viol\u00eancia ou abuso sexual e das provid\u00eancias a que alude o Artigo 130 desta Lei, o afastamento da crian\u00e7a ou adolescente do conv\u00edvio familiar \u00e9 de compet\u00eancia exclusiva da autoridade judici\u00e1ria e importar\u00e1 na deflagra\u00e7\u00e3o, a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou de quem tenha leg\u00edtimo interesse, de procedimento judicial contencioso, no qual se garanta aos pais ou ao respons\u00e1vel legal o exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Crian\u00e7as e adolescentes somente poder\u00e3o ser encaminhados \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que executam programas de acolhimento institucional, governamentais ou n\u00e3o, por meio de uma Guia de Acolhimento, expedida pela autoridade judici\u00e1ria, na qual obrigatoriamente constar\u00e1, dentre outros:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; sua identifica\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o completa de seus pais ou de seu respons\u00e1vel, se conhecidos;<\/li>\n<li>II &#8211; o endere\u00e7o de resid\u00eancia dos pais ou do respons\u00e1vel, com pontos de refer\u00eancia;<\/li>\n<li>III &#8211; os nomes de parentes ou de terceiros interessados em t\u00ea-los sob sua guarda;<\/li>\n<li>IV &#8211; os motivos da retirada ou da n\u00e3o reintegra\u00e7\u00e3o ao conv\u00edvio familiar.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Imediatamente ap\u00f3s o acolhimento da crian\u00e7a ou do adolescente, a entidade respons\u00e1vel pelo programa de acolhimento institucional ou familiar elaborar\u00e1 um plano individual de atendimento, visando \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o familiar, ressalvada a exist\u00eancia de ordem escrita e fundamentada em contr\u00e1rio de autoridade judici\u00e1ria competente, caso em que tamb\u00e9m dever\u00e1 contemplar sua coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, observadas as regras e princ\u00edpios desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o O plano individual ser\u00e1 elaborado sob a responsabilidade da equipe t\u00e9cnica do respectivo programa de atendimento e levar\u00e1 em considera\u00e7\u00e3o a opini\u00e3o da crian\u00e7a ou do adolescente e a oitiva dos pais ou do respons\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o Constar\u00e3o do plano individual, dentre outros:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; os resultados da avalia\u00e7\u00e3o interdisciplinar;<\/li>\n<li>II &#8211; os compromissos assumidos pelos pais ou respons\u00e1vel; e<\/li>\n<li>III &#8211; a previs\u00e3o das atividades a serem desenvolvidas com a crian\u00e7a ou com o adolescente acolhido e seus pais ou respons\u00e1vel, com vista na reintegra\u00e7\u00e3o familiar ou, caso seja esta vedada por expressa e fundamentada determina\u00e7\u00e3o judicial, as provid\u00eancias a serem tomadas para sua coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, sob direta supervis\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o O acolhimento familiar ou institucional ocorrer\u00e1 no local mais pr\u00f3ximo \u00e0 resid\u00eancia dos pais ou do respons\u00e1vel e, como parte do processo de reintegra\u00e7\u00e3o familiar, sempre que identificada a necessidade, a fam\u00edlia de origem ser\u00e1 inclu\u00edda em programas oficiais de orienta\u00e7\u00e3o, de apoio e de promo\u00e7\u00e3o social, sendo facilitado e estimulado o contato com a crian\u00e7a ou com o adolescente acolhido.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8 o Verificada a possibilidade de reintegra\u00e7\u00e3o familiar, o respons\u00e1vel pelo programa de acolhimento familiar ou institucional far\u00e1 imediata comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, que dar\u00e1 vista ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelo prazo de 5 (cinco) dias, decidindo em igual prazo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 9 o Em sendo constatada a impossibilidade de reintegra\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou do adolescente \u00e0 fam\u00edlia de origem, ap\u00f3s seu encaminhamento a programas oficiais ou comunit\u00e1rios de orienta\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o social, ser\u00e1 enviado relat\u00f3rio fundamentado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, no qual conste a descri\u00e7\u00e3o pormenorizada das provid\u00eancias tomadas e a expressa recomenda\u00e7\u00e3o, subscrita pelos t\u00e9cnicos da entidade ou respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar, para a destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar, ou destitui\u00e7\u00e3o de tutela ou guarda.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 10. Recebido o relat\u00f3rio, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ter\u00e1 o prazo de 15 (quinze) dias para o ingresso com a a\u00e7\u00e3o de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar, salvo se entender necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de estudos complementares ou de outras provid\u00eancias indispens\u00e1veis ao ajuizamento da demanda.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 11. A autoridade judici\u00e1ria manter\u00e1, em cada comarca ou foro regional, um cadastro contendo informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre as crian\u00e7as e adolescentes em regime de acolhimento familiar e institucional sob sua responsabilidade, com informa\u00e7\u00f5es pormenorizadas sobre a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de cada um, bem como as provid\u00eancias tomadas para sua reintegra\u00e7\u00e3o familiar ou coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, em qualquer das modalidades previstas no Artigo 28 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 12. Ter\u00e3o acesso ao cadastro o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o Conselho Tutelar, o \u00f3rg\u00e3o gestor da Assist\u00eancia Social e os Conselhos Municipais dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente e da Assist\u00eancia Social, aos quais incumbe deliberar sobre a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que permitam reduzir o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes afastados do conv\u00edvio familiar e abreviar o per\u00edodo de perman\u00eancia em programa de acolhimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-102\">\n<p class=\"caput\">Artigo 102. As medidas de prote\u00e7\u00e3o de que trata este Cap\u00edtulo ser\u00e3o acompanhadas da regulariza\u00e7\u00e3o do registro civil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Verificada a inexist\u00eancia de registro anterior, o assento de nascimento da crian\u00e7a ou adolescente ser\u00e1 feito \u00e0 vista dos elementos dispon\u00edveis, mediante requisi\u00e7\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Os registros e certid\u00f5es necess\u00e1rios \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o de que trata este artigo s\u00e3o isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Caso ainda n\u00e3o definida a paternidade, ser\u00e1 deflagrado procedimento espec\u00edfico destinado \u00e0 sua averigua\u00e7\u00e3o, conforme previsto pela Lei n o 8.560, de 29 de dezembro de 1992.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Nas hip\u00f3teses previstas no \u00a7 3 o deste artigo, \u00e9 dispens\u00e1vel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico se, ap\u00f3s o n\u00e3o comparecimento ou a recusa do suposto pai em assumir a paternidade a ele atribu\u00edda, a crian\u00e7a for encaminhada para ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Os registros e certid\u00f5es necess\u00e1rios \u00e0 inclus\u00e3o, a qualquer tempo, do nome do pai no assento de nascimento s\u00e3o isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade. (Inclu\u00eddo dada pela Lei n\u00ba 13.257, de 2016)<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o S\u00e3o gratuitas, a qualquer tempo, a averba\u00e7\u00e3o requerida do reconhecimento de paternidade no assento de nascimento e a certid\u00e3o correspondente. (Inclu\u00eddo dada pela Lei n\u00ba 13.257, de 2016)<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO III DA PR\u00c1TICA DE ATO INFRACIONAL<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-103\">\n<p class=\"caput\">Artigo 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contraven\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-104\">\n<p class=\"caput\">Artigo 104. S\u00e3o penalmente inimput\u00e1veis os menores de dezoito anos, sujeitos \u00e0s medidas previstas nesta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Para os efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade do adolescente \u00e0 data do fato.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-105\">\n<p class=\"caput\">Artigo 105. Ao ato infracional praticado por crian\u00e7a corresponder\u00e3o as medidas previstas no Artigo 101.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DOS DIREITOS INDIVIDUAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-106\">\n<p class=\"caput\">Artigo 106. Nenhum adolescente ser\u00e1 privado de sua liberdade sen\u00e3o em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judici\u00e1ria competente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O adolescente tem direito \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pela sua apreens\u00e3o, devendo ser informado acerca de seus direitos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-107\">\n<p class=\"caput\">Artigo 107. A apreens\u00e3o de qualquer adolescente e o local onde se encontra recolhido ser\u00e3o incontinenti comunicados \u00e0 autoridade judici\u00e1ria competente e \u00e0 fam\u00edlia do apreendido ou \u00e0 pessoa por ele indicada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Examinar-se-\u00e1, desde logo e sob pena de responsabilidade, a possibilidade de libera\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-108\">\n<p class=\"caput\">Artigo 108. A interna\u00e7\u00e3o, antes da senten\u00e7a, pode ser determinada pelo prazo m\u00e1ximo de quarenta e cinco dias.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A decis\u00e3o dever\u00e1 ser fundamentada e basear-se em ind\u00edcios suficientes de autoria e materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-109\">\n<p class=\"caput\">Artigo 109. O adolescente civilmente identificado n\u00e3o ser\u00e1 submetido a identifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria pelos \u00f3rg\u00e3os policiais, de prote\u00e7\u00e3o e judiciais, salvo para efeito de confronta\u00e7\u00e3o, havendo d\u00favida fundada.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-3-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO III DAS GARANTIAS PROCESSUAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-110\">\n<p class=\"caput\">Artigo 110. Nenhum adolescente ser\u00e1 privado de sua liberdade sem o devido processo legal.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-111\">\n<p class=\"caput\">Artigo 111. S\u00e3o asseguradas ao adolescente, entre outras, as seguintes garantias:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; pleno e formal conhecimento da atribui\u00e7\u00e3o de ato infracional, mediante cita\u00e7\u00e3o ou meio equivalente;<\/li>\n<li>II &#8211; igualdade na rela\u00e7\u00e3o processual, podendo confrontar-se com v\u00edtimas e testemunhas e produzir todas as provas necess\u00e1rias \u00e0 sua defesa;<\/li>\n<li>III &#8211; defesa t\u00e9cnica por advogado;<\/li>\n<li>IV &#8211; assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei;<\/li>\n<li>V &#8211; direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente;<\/li>\n<li>VI &#8211; direito de solicitar a presen\u00e7a de seus pais ou respons\u00e1vel em qualquer fase do procedimento.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO IV DAS MEDIDAS S\u00d3CIO-EDUCATIVAS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-112\">\n<p class=\"caput\">Artigo 112. Verificada a pr\u00e1tica de ato infracional, a autoridade competente poder\u00e1 aplicar ao adolescente as seguintes medidas:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; advert\u00eancia;<\/li>\n<li>II &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano;<\/li>\n<li>III &#8211; presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade;<\/li>\n<li>IV &#8211; liberdade assistida;<\/li>\n<li>V &#8211; inser\u00e7\u00e3o em regime de semi-liberdade;<\/li>\n<li>VI &#8211; interna\u00e7\u00e3o em estabelecimento educacional;<\/li>\n<li>VII &#8211; qualquer uma das previstas no Artigo 101, I a VI.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A medida aplicada ao adolescente levar\u00e1 em conta a sua capacidade de cumpri-la, as circunst\u00e2ncias e a gravidade da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Em hip\u00f3tese alguma e sob pretexto algum, ser\u00e1 admitida a presta\u00e7\u00e3o de trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Os adolescentes portadores de doen\u00e7a ou defici\u00eancia mental receber\u00e3o tratamento individual e especializado, em local adequado \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-113\">\n<p class=\"caput\">Artigo 113. Aplica-se a este Cap\u00edtulo o disposto nos arts. 99 e 100.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-114\">\n<p class=\"caput\">Artigo 114. A imposi\u00e7\u00e3o das medidas previstas nos incisos II a VI do Artigo 112 pressup\u00f5e a exist\u00eancia de provas suficientes da autoria e da materialidade da infra\u00e7\u00e3o, ressalvada a hip\u00f3tese de remiss\u00e3o, nos termos do Artigo 127.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A advert\u00eancia poder\u00e1 ser aplicada sempre que houver prova da materialidade e ind\u00edcios suficientes da autoria.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Da Advert\u00eancia<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-115\">\n<p class=\"caput\">Artigo 115. A advert\u00eancia consistir\u00e1 em admoesta\u00e7\u00e3o verbal, que ser\u00e1 reduzida a termo e assinada.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-3-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o III Da Obriga\u00e7\u00e3o de Reparar o Dano<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-116\">\n<p class=\"caput\">Artigo 116. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poder\u00e1 determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o preju\u00edzo da v\u00edtima.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poder\u00e1 ser substitu\u00edda por outra adequada.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-4-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o IV Da Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os \u00e0 Comunidade<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-117\">\n<p class=\"caput\">Artigo 117. A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os comunit\u00e1rios consiste na realiza\u00e7\u00e3o de tarefas gratuitas de interesse geral, por per\u00edodo n\u00e3o excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos cong\u00eaneres, bem como em programas comunit\u00e1rios ou governamentais.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As tarefas ser\u00e3o atribu\u00eddas conforme as aptid\u00f5es do adolescente, devendo ser cumpridas durante jornada m\u00e1xima de oito horas semanais, aos s\u00e1bados, domingos e feriados ou em dias \u00fateis, de modo a n\u00e3o prejudicar a freq\u00fc\u00eancia \u00e0 escola ou \u00e0 jornada normal de trabalho.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-5-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o V Da Liberdade Assistida<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-118\">\n<p class=\"caput\">Artigo 118. A liberdade assistida ser\u00e1 adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A autoridade designar\u00e1 pessoa capacitada para acompanhar o caso, a qual poder\u00e1 ser recomendada por entidade ou programa de atendimento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A liberdade assistida ser\u00e1 fixada pelo prazo m\u00ednimo de seis meses, podendo a qualquer tempo ser prorrogada, revogada ou substitu\u00edda por outra medida, ouvido o orientador, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o defensor.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-119\">\n<p class=\"caput\">Artigo 119. Incumbe ao orientador, com o apoio e a supervis\u00e3o da autoridade competente, a realiza\u00e7\u00e3o dos seguintes encargos, entre outros:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; promover socialmente o adolescente e sua fam\u00edlia, fornecendo-lhes orienta\u00e7\u00e3o e inserindo-os, se necess\u00e1rio, em programa oficial ou comunit\u00e1rio de aux\u00edlio e assist\u00eancia social;<\/li>\n<li>II &#8211; supervisionar a freq\u00fc\u00eancia e o aproveitamento escolar do adolescente, promovendo, inclusive, sua matr\u00edcula;<\/li>\n<li>III &#8211; diligenciar no sentido da profissionaliza\u00e7\u00e3o do adolescente e de sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho;<\/li>\n<li>IV &#8211; apresentar relat\u00f3rio do caso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-6-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o VI Do Regime de Semi-liberdade<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-120\">\n<p class=\"caput\">Artigo 120. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o in\u00edcio, ou como forma de transi\u00e7\u00e3o para o meio aberto, possibilitada a realiza\u00e7\u00e3o de atividades externas, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba S\u00e3o obrigat\u00f3rias a escolariza\u00e7\u00e3o e a profissionaliza\u00e7\u00e3o, devendo, sempre que poss\u00edvel, ser utilizados os recursos existentes na comunidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A medida n\u00e3o comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as disposi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-7-4-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o VII CDa Interna\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-121\">\n<p class=\"caput\">Artigo 121. A interna\u00e7\u00e3o constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princ\u00edpios de brevidade, excepcionalidade e respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o peculiar de pessoa em desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Ser\u00e1 permitida a realiza\u00e7\u00e3o de atividades externas, a crit\u00e9rio da equipe t\u00e9cnica da entidade, salvo expressa determina\u00e7\u00e3o judicial em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A medida n\u00e3o comporta prazo determinado, devendo sua manuten\u00e7\u00e3o ser reavaliada, mediante decis\u00e3o fundamentada, no m\u00e1ximo a cada seis meses.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Em nenhuma hip\u00f3tese o per\u00edodo m\u00e1ximo de interna\u00e7\u00e3o exceder\u00e1 a tr\u00eas anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Atingido o limite estabelecido no par\u00e1grafo anterior, o adolescente dever\u00e1 ser liberado, colocado em regime de semi-liberdade ou de liberdade assistida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5\u00ba A libera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 compuls\u00f3ria aos vinte e um anos de idade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6\u00ba Em qualquer hip\u00f3tese a desinterna\u00e7\u00e3o ser\u00e1 precedida de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o A determina\u00e7\u00e3o judicial mencionada no \u00a7 1 o poder\u00e1 ser revista a qualquer tempo pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-122\">\n<p class=\"caput\">Artigo 122. A medida de interna\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser aplicada quando:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; tratar-se de ato infracional cometido mediante grave amea\u00e7a ou viol\u00eancia a pessoa;<\/li>\n<li>II &#8211; por reitera\u00e7\u00e3o no cometimento de outras infra\u00e7\u00f5es graves;<\/li>\n<li>III &#8211; por descumprimento reiterado e injustific\u00e1vel da medida anteriormente imposta.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O prazo de interna\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese do inciso III deste artigo n\u00e3o poder\u00e1 ser superior a 3 (tr\u00eas) meses, devendo ser decretada judicialmente ap\u00f3s o devido processo legal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba. Em nenhuma hip\u00f3tese ser\u00e1 aplicada a interna\u00e7\u00e3o, havendo outra medida adequada.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-123\">\n<p class=\"caput\">Artigo 123. A interna\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser cumprida em entidade exclusiva para adolescentes, em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separa\u00e7\u00e3o por crit\u00e9rios de idade, complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica e gravidade da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Durante o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o, inclusive provis\u00f3ria, ser\u00e3o obrigat\u00f3rias atividades pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-124\">\n<p class=\"caput\">Artigo 124. S\u00e3o direitos do adolescente privado de liberdade, entre outros, os seguintes:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; entrevistar-se pessoalmente com o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/li>\n<li>II &#8211; peticionar diretamente a qualquer autoridade;<\/li>\n<li>III &#8211; avistar-se reservadamente com seu defensor;<\/li>\n<li>IV &#8211; ser informado de sua situa\u00e7\u00e3o processual, sempre que solicitada;<\/li>\n<li>V &#8211; ser tratado com respeito e dignidade;<\/li>\n<li>VI &#8211; permanecer internado na mesma localidade ou naquela mais pr\u00f3xima ao domic\u00edlio de seus pais ou respons\u00e1vel;<\/li>\n<li>VII &#8211; receber visitas, ao menos, semanalmente;<\/li>\n<li>VIII &#8211; corresponder-se com seus familiares e amigos;<\/li>\n<li>IX &#8211; ter acesso aos objetos necess\u00e1rios \u00e0 higiene e asseio pessoal;<\/li>\n<li>X &#8211; habitar alojamento em condi\u00e7\u00f5es adequadas de higiene e salubridade;<\/li>\n<li>XI &#8211; receber escolariza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>XII &#8211; realizar atividades culturais, esportivas e de lazer:<\/li>\n<li>XIII &#8211; ter acesso aos meios de comunica\u00e7\u00e3o social;<\/li>\n<li>XIV &#8211; receber assist\u00eancia religiosa, segundo a sua cren\u00e7a, e desde que assim o deseje;<\/li>\n<li>XV &#8211; manter a posse de seus objetos pessoais e dispor de local seguro para guard\u00e1-los, recebendo comprovante daqueles porventura depositados em poder da entidade;<\/li>\n<li>XVI &#8211; receber, quando de sua desinterna\u00e7\u00e3o, os documentos pessoais indispens\u00e1veis \u00e0 vida em sociedade.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Em nenhum caso haver\u00e1 incomunicabilidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 suspender temporariamente a visita, inclusive de pais ou respons\u00e1vel, se existirem motivos s\u00e9rios e fundados de sua prejudicialidade aos interesses do adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-125\">\n<p class=\"caput\">Artigo 125. \u00c9 dever do Estado zelar pela integridade f\u00edsica e mental dos internos, cabendo-lhe adotar as medidas adequadas de conten\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-5-3-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO V DA REMISS\u00c3O<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-126\">\n<p class=\"caput\">Artigo 126. Antes de iniciado o procedimento judicial para apura\u00e7\u00e3o de ato infracional, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 conceder a remiss\u00e3o, como forma de exclus\u00e3o do processo, atendendo \u00e0s circunst\u00e2ncias e conseq\u00fc\u00eancias do fato, ao contexto social, bem como \u00e0 personalidade do adolescente e sua maior ou menor participa\u00e7\u00e3o no ato infracional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Iniciado o procedimento, a concess\u00e3o da remiss\u00e3o pela autoridade judici\u00e1ria importar\u00e1 na suspens\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-127\">\n<p class=\"caput\">Artigo 127. A remiss\u00e3o n\u00e3o implica necessariamente o reconhecimento ou comprova\u00e7\u00e3o da responsabilidade, nem prevalece para efeito de antecedentes, podendo incluir eventualmente a aplica\u00e7\u00e3o de qualquer das medidas previstas em lei, exceto a coloca\u00e7\u00e3o em regime de semi-liberdade e a interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-128\">\n<p class=\"caput\">Artigo 128. A medida aplicada por for\u00e7a da remiss\u00e3o poder\u00e1 ser revista judicialmente, a qualquer tempo, mediante pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal, ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-4-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO IV DAS MEDIDAS PERTINENTES AOS PAIS OU RESPONS\u00c1VEL<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<article class=\"artigo a-129\">\n<p class=\"caput\">Artigo 129. S\u00e3o medidas aplic\u00e1veis aos pais ou respons\u00e1vel:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; encaminhamento a servi\u00e7os e programas oficiais ou comunit\u00e1rios de prote\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia;<\/li>\n<li>II &#8211; inclus\u00e3o em programa oficial ou comunit\u00e1rio de aux\u00edlio, orienta\u00e7\u00e3o e tratamento a alco\u00f3latras e toxic\u00f4manos;<\/li>\n<li>III &#8211; encaminhamento a tratamento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico;<\/li>\n<li>IV &#8211; encaminhamento a cursos ou programas de orienta\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>V &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freq\u00fc\u00eancia e aproveitamento escolar;<\/li>\n<li>VI &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de encaminhar a crian\u00e7a ou adolescente a tratamento especializado;<\/li>\n<li>VII &#8211; advert\u00eancia;<\/li>\n<li>VIII &#8211; perda da guarda;<\/li>\n<li>IX &#8211; destitui\u00e7\u00e3o da tutela;<\/li>\n<li>X &#8211; suspens\u00e3o ou destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar .<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Na aplica\u00e7\u00e3o das medidas previstas nos incisos IX e X deste artigo, observar-se-\u00e1 o disposto nos arts. 23 e 24.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-130\">\n<p class=\"caput\">Artigo 130. Verificada a hip\u00f3tese de maus-tratos, opress\u00e3o ou abuso sexual impostos pelos pais ou respons\u00e1vel, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar, como medida cautelar, o afastamento do agressor da moradia comum.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Da medida cautelar constar\u00e1, ainda, a fixa\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria dos alimentos de que necessitem a crian\u00e7a ou o adolescente dependentes do agressor.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO V DO CONSELHO TUTELAR<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-131\">\n<p class=\"caput\">Artigo 131. O Conselho Tutelar \u00e9 \u00f3rg\u00e3o permanente e aut\u00f4nomo, n\u00e3o jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente, definidos nesta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-132\">\n<p class=\"caput\">Artigo 132. Em cada Munic\u00edpio e em cada Regi\u00e3o Administrativa do Distrito Federal haver\u00e1, no m\u00ednimo, 1 (um) Conselho Tutelar como \u00f3rg\u00e3o integrante da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela popula\u00e7\u00e3o local para mandato de 4 (quatro) anos, permitida recondu\u00e7\u00e3o por novos processos de escolha.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-133\">\n<p class=\"caput\">Artigo 133. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, ser\u00e3o exigidos os seguintes requisitos:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; reconhecida idoneidade moral;<\/li>\n<li>II &#8211; idade superior a vinte e um anos;<\/li>\n<li>III &#8211; residir no munic\u00edpio.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-134\">\n<p class=\"caput\">Artigo 134. Lei municipal ou distrital dispor\u00e1 sobre o local, dia e hor\u00e1rio de funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o dos respectivos membros, aos quais \u00e9 assegurado o direito a:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; cobertura previdenci\u00e1ria;<\/li>\n<li>II &#8211; gozo de f\u00e9rias anuais remuneradas, acrescidas de 1\/3 (um ter\u00e7o) do valor da remunera\u00e7\u00e3o mensal;<\/li>\n<li>III &#8211; licen\u00e7a-maternidade;<\/li>\n<li>IV &#8211; licen\u00e7a-paternidade;<\/li>\n<li>V &#8211; gratifica\u00e7\u00e3o natalina.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Constar\u00e1 da lei or\u00e7ament\u00e1ria municipal e da do Distrito Federal previs\u00e3o dos recursos necess\u00e1rios ao funcionamento do Conselho Tutelar e \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o continuada dos conselheiros tutelares.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-135\">\n<p class=\"caput\">Artigo 135. O exerc\u00edcio efetivo da fun\u00e7\u00e3o de conselheiro constituir\u00e1 servi\u00e7o p\u00fablico relevante e estabelecer\u00e1 presun\u00e7\u00e3o de idoneidade moral.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DAS ATRIBUI\u00c7\u00d5ES DO CONSELHO<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-136\">\n<p class=\"caput\">Artigo 136. S\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es do Conselho Tutelar:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; atender as crian\u00e7as e adolescentes nas hip\u00f3teses previstas nos arts. 98 e 105, aplicando as medidas previstas no Artigo 101, I a VII;<\/li>\n<li>II &#8211; atender e aconselhar os pais ou respons\u00e1vel, aplicando as medidas previstas no Artigo 129, I a VII;<\/li>\n<li>III &#8211; promover a execu\u00e7\u00e3o de suas decis\u00f5es, podendo para tanto:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) requisitar servi\u00e7os p\u00fablicos nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o social, previd\u00eancia, trabalho e seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>b) representar junto \u00e0 autoridade judici\u00e1ria nos casos de descumprimento injustificado de suas delibera\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>IV &#8211; encaminhar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico not\u00edcia de fato que constitua infra\u00e7\u00e3o administrativa ou penal contra os direitos da crian\u00e7a ou adolescente;<\/li>\n<li>V &#8211; encaminhar \u00e0 autoridade judici\u00e1ria os casos de sua compet\u00eancia;<\/li>\n<li>VI &#8211; providenciar a medida estabelecida pela autoridade judici\u00e1ria, dentre as previstas no Artigo 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional;<\/li>\n<li>VII &#8211; expedir notifica\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>VIII &#8211; requisitar certid\u00f5es de nascimento e de \u00f3bito de crian\u00e7a ou adolescente quando necess\u00e1rio;<\/li>\n<li>IX &#8211; assessorar o Poder Executivo local na elabora\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria para planos e programas de atendimento dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente;<\/li>\n<li>X &#8211; representar, em nome da pessoa e da fam\u00edlia, contra a viola\u00e7\u00e3o dos direitos previstos no Artigo 220, \u00a7 3\u00ba, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal ;<\/li>\n<li>XI &#8211; representar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para efeito das a\u00e7\u00f5es de perda ou suspens\u00e3o do poder familiar, ap\u00f3s esgotadas as possibilidades de manuten\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou do adolescente junto \u00e0 fam\u00edlia natural.<\/li>\n<li>XII &#8211; promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crian\u00e7as e adolescentes.<\/li>\n<li>XIII &#8211; adotar, na esfera de sua compet\u00eancia, a\u00e7\u00f5es articuladas e efetivas direcionadas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o, \u00e0 agilidade no atendimento da crian\u00e7a e do adolescente v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar e \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o do agressor;<\/li>\n<li>XIV &#8211; atender \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente v\u00edtima ou testemunha de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, ou submetido a tratamento cruel ou degradante ou a formas violentas de educa\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o ou disciplina, a seus familiares e a testemunhas, de forma a prover orienta\u00e7\u00e3o e aconselhamento acerca de seus direitos e dos encaminhamentos necess\u00e1rios;<\/li>\n<li>XV &#8211; representar \u00e0 autoridade judicial ou policial para requerer o afastamento do agressor do lar, do domic\u00edlio ou do local de conviv\u00eancia com a v\u00edtima nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>XVI &#8211; representar \u00e0 autoridade judicial para requerer a concess\u00e3o de medida protetiva de urg\u00eancia \u00e0 crian\u00e7a ou ao adolescente v\u00edtima ou testemunha de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, bem como a revis\u00e3o daquelas j\u00e1 concedidas;<\/li>\n<li>XVII &#8211; representar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para requerer a propositura de a\u00e7\u00e3o cautelar de antecipa\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de prova nas causas que envolvam viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>XVIII &#8211; tomar as provid\u00eancias cab\u00edveis, na esfera de sua compet\u00eancia, ao receber comunica\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, praticada em local p\u00fablico ou privado, que constitua viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>XIX &#8211; receber e encaminhar, quando for o caso, as informa\u00e7\u00f5es reveladas por noticiantes ou denunciantes relativas \u00e0 pr\u00e1tica de viol\u00eancia, ao uso de tratamento cruel ou degradante ou de formas violentas de educa\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o ou disciplina contra a crian\u00e7a e o adolescente;<\/li>\n<li>XX &#8211; representar \u00e0 autoridade judicial ou ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para requerer a concess\u00e3o de medidas cautelares direta ou indiretamente relacionada \u00e0 efic\u00e1cia da prote\u00e7\u00e3o de noticiante ou denunciante de informa\u00e7\u00f5es de crimes que envolvam viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se, no exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es, o Conselho Tutelar entender necess\u00e1rio o afastamento do conv\u00edvio familiar, comunicar\u00e1 incontinenti o fato ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, prestando-lhe informa\u00e7\u00f5es sobre os motivos de tal entendimento e as provid\u00eancias tomadas para a orienta\u00e7\u00e3o, o apoio e a promo\u00e7\u00e3o social da fam\u00edlia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-137\">\n<p class=\"caput\">Artigo 137. As decis\u00f5es do Conselho Tutelar somente poder\u00e3o ser revistas pela autoridade judici\u00e1ria a pedido de quem tenha leg\u00edtimo interesse.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-3-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO III DA COMPET\u00caNCIA<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-138\">\n<p class=\"caput\">Artigo 138. Aplica-se ao Conselho Tutelar a regra de compet\u00eancia constante do Artigo 147.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-4-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO IV DA ESCOLHA DOS CONSELHEIROS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-139\">\n<p class=\"caput\">Artigo 139. O processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar ser\u00e1 estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 8.242, de 12.10.1991)<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorrer\u00e1 em data unificada em todo o territ\u00f3rio nacional a cada 4 (quatro) anos, no primeiro domingo do m\u00eas de outubro do ano subsequente ao da elei\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A posse dos conselheiros tutelares ocorrer\u00e1 no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao processo de escolha.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o No processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, \u00e9 vedado ao candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive brindes de pequeno valor.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-5-5-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO V DOS IMPEDIMENTOS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-140\">\n<p class=\"caput\">Artigo 140. S\u00e3o impedidos de servir no mesmo Conselho marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, irm\u00e3os, cunhados, durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Estende-se o impedimento do conselheiro, na forma deste artigo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria e ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico com atua\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, em exerc\u00edcio na comarca, foro regional ou distrital.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO VI DO ACESSO \u00c0 JUSTI\u00c7A<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DISPOSI\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-141\">\n<p class=\"caput\">Artigo 141. \u00c9 garantido o acesso de toda crian\u00e7a ou adolescente \u00e0 Defensoria P\u00fablica, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao Poder Judici\u00e1rio, por qualquer de seus \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba. A assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita ser\u00e1 prestada aos que dela necessitarem, atrav\u00e9s de defensor p\u00fablico ou advogado nomeado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba As a\u00e7\u00f5es judiciais da compet\u00eancia da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude s\u00e3o isentas de custas e emolumentos, ressalvada a hip\u00f3tese de litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-142\">\n<p class=\"caput\">Artigo 142. Os menores de dezesseis anos ser\u00e3o representados e os maiores de dezesseis e menores de vinte e um anos assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da legisla\u00e7\u00e3o civil ou processual.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A autoridade judici\u00e1ria dar\u00e1 curador especial \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente, sempre que os interesses destes colidirem com os de seus pais ou respons\u00e1vel, ou quando carecer de representa\u00e7\u00e3o ou assist\u00eancia legal ainda que eventual.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-143\">\n<p class=\"caput\">Artigo 143. E vedada a divulga\u00e7\u00e3o de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crian\u00e7as e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Qualquer not\u00edcia a respeito do fato n\u00e3o poder\u00e1 identificar a crian\u00e7a ou adolescente, vedando-se fotografia, refer\u00eancia a nome, apelido, filia\u00e7\u00e3o, parentesco, resid\u00eancia e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.764, de 12.11.2003)<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-144\">\n<p class=\"caput\">Artigo 144. A expedi\u00e7\u00e3o de c\u00f3pia ou certid\u00e3o de atos a que se refere o artigo anterior somente ser\u00e1 deferida pela autoridade judici\u00e1ria competente, se demonstrado o interesse e justificada a finalidade.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DA JUSTI\u00c7A DA INF\u00c2NCIA E DA JUVENTUDE<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-2-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-145\">\n<p class=\"caput\">Artigo 145. Os estados e o Distrito Federal poder\u00e3o criar varas especializadas e exclusivas da inf\u00e2ncia e da juventude, cabendo ao Poder Judici\u00e1rio estabelecer sua proporcionalidade por n\u00famero de habitantes, dot\u00e1-las de infra-estrutura e dispor sobre o atendimento, inclusive em plant\u00f5es.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-2-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Do Juiz<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-146\">\n<p class=\"caput\">Artigo 146. A autoridade a que se refere esta Lei \u00e9 o Juiz da Inf\u00e2ncia e da Juventude, ou o juiz que exerce essa fun\u00e7\u00e3o, na forma da lei de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria local.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-147\">\n<p class=\"caput\">Artigo 147. A compet\u00eancia ser\u00e1 determinada:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; pelo domic\u00edlio dos pais ou respons\u00e1vel;<\/li>\n<li>II &#8211; pelo lugar onde se encontre a crian\u00e7a ou adolescente, \u00e0 falta dos pais ou respons\u00e1vel.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba. Nos casos de ato infracional, ser\u00e1 competente a autoridade do lugar da a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, observadas as regras de conex\u00e3o, contin\u00eancia e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A execu\u00e7\u00e3o das medidas poder\u00e1 ser delegada \u00e0 autoridade competente da resid\u00eancia dos pais ou respons\u00e1vel, ou do local onde sediar-se a entidade que abrigar a crian\u00e7a ou adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Em caso de infra\u00e7\u00e3o cometida atrav\u00e9s de transmiss\u00e3o simult\u00e2nea de r\u00e1dio ou televis\u00e3o, que atinja mais de uma comarca, ser\u00e1 competente, para aplica\u00e7\u00e3o da penalidade, a autoridade judici\u00e1ria do local da sede estadual da emissora ou rede, tendo a senten\u00e7a efic\u00e1cia para todas as transmissoras ou retransmissoras do respectivo estado.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-148\">\n<p class=\"caput\">Artigo 148. A Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude \u00e9 competente para:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; conhecer de representa\u00e7\u00f5es promovidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, para apura\u00e7\u00e3o de ato infracional atribu\u00eddo a adolescente, aplicando as medidas cab\u00edveis;<\/li>\n<li>II &#8211; conceder a remiss\u00e3o, como forma de suspens\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o do processo;<\/li>\n<li>III &#8211; conhecer de pedidos de ado\u00e7\u00e3o e seus incidentes;<\/li>\n<li>IV &#8211; conhecer de a\u00e7\u00f5es civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, observado o disposto no Artigo 209;<\/li>\n<li>V &#8211; conhecer de a\u00e7\u00f5es decorrentes de irregularidades em entidades de atendimento, aplicando as medidas cab\u00edveis;<\/li>\n<li>VI &#8211; aplicar penalidades administrativas nos casos de infra\u00e7\u00f5es contra norma de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente;<\/li>\n<li>VII &#8211; conhecer de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar, aplicando as medidas cab\u00edveis.\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) conhecer de pedidos de guarda e tutela;<\/li>\n<li>b) conhecer de a\u00e7\u00f5es de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar , perda ou modifica\u00e7\u00e3o da tutela ou guarda;<\/li>\n<li>c) suprir a capacidade ou o consentimento para o casamento;<\/li>\n<li>d) conhecer de pedidos baseados em discord\u00e2ncia paterna ou materna, em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio do poder familiar ;<\/li>\n<li>e) conceder a emancipa\u00e7\u00e3o, nos termos da lei civil, quando faltarem os pais;<\/li>\n<li>f) designar curador especial em casos de apresenta\u00e7\u00e3o de queixa ou representa\u00e7\u00e3o, ou de outros procedimentos judiciais ou extrajudiciais em que haja interesses de crian\u00e7a ou adolescente;<\/li>\n<li>g) conhecer de a\u00e7\u00f5es de alimentos;<\/li>\n<li>h) determinar o cancelamento, a retifica\u00e7\u00e3o e o suprimento dos registros de nascimento e \u00f3bito.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Quando se tratar de crian\u00e7a ou adolescente nas hip\u00f3teses do Artigo 98, \u00e9 tamb\u00e9m competente a Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude para o fim de:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-149\">\n<p class=\"caput\">Artigo 149. Compete \u00e0 autoridade judici\u00e1ria disciplinar, atrav\u00e9s de portaria, ou autorizar, mediante alvar\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; a entrada e perman\u00eancia de crian\u00e7a ou adolescente, desacompanhado dos pais ou respons\u00e1vel, em:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) est\u00e1dio, gin\u00e1sio e campo desportivo;<\/li>\n<li>b) bailes ou promo\u00e7\u00f5es dan\u00e7antes;<\/li>\n<li>c) boate ou cong\u00eaneres;<\/li>\n<li>d) casa que explore comercialmente divers\u00f5es eletr\u00f4nicas;<\/li>\n<li>e) est\u00fadios cinematogr\u00e1ficos, de teatro, r\u00e1dio e televis\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>II &#8211; a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a e adolescente em:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) espet\u00e1culos p\u00fablicos e seus ensaios;<\/li>\n<li>b) certames de beleza.<\/li>\n<li>a) os princ\u00edpios desta Lei;<\/li>\n<li>b) as peculiaridades locais;<\/li>\n<li>c) a exist\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es adequadas;<\/li>\n<li>d) o tipo de freq\u00fc\u00eancia habitual ao local;<\/li>\n<li>e) a adequa\u00e7\u00e3o do ambiente a eventual participa\u00e7\u00e3o ou freq\u00fc\u00eancia de crian\u00e7as e adolescentes;<\/li>\n<li>f) a natureza do espet\u00e1culo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Para os fins do disposto neste artigo, a autoridade judici\u00e1ria levar\u00e1 em conta, dentre outros fatores:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba As medidas adotadas na conformidade deste artigo dever\u00e3o ser fundamentadas, caso a caso, vedadas as determina\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter geral.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-3-2-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o III Dos Servi\u00e7os Auxiliares<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-150\">\n<p class=\"caput\">Artigo 150. Cabe ao Poder Judici\u00e1rio, na elabora\u00e7\u00e3o de sua proposta or\u00e7ament\u00e1ria, prever recursos para manuten\u00e7\u00e3o de equipe interprofissional, destinada a assessorar a Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-151\">\n<p class=\"caput\">Artigo 151. Compete \u00e0 equipe interprofissional dentre outras atribui\u00e7\u00f5es que lhe forem reservadas pela legisla\u00e7\u00e3o local, fornecer subs\u00eddios por escrito, mediante laudos, ou verbalmente, na audi\u00eancia, e bem assim desenvolver trabalhos de aconselhamento, orienta\u00e7\u00e3o, encaminhamento, preven\u00e7\u00e3o e outros, tudo sob a imediata subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, assegurada a livre manifesta\u00e7\u00e3o do ponto de vista t\u00e9cnico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Na aus\u00eancia ou insufici\u00eancia de servidores p\u00fablicos integrantes do Poder Judici\u00e1rio respons\u00e1veis pela realiza\u00e7\u00e3o dos estudos psicossociais ou de quaisquer outras esp\u00e9cies de avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas exigidas por esta Lei ou por determina\u00e7\u00e3o judicial, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 proceder \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o de perito, nos termos do Artigo 156 da Lei no 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil) .<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO III DOS PROCEDIMENTOS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-152\">\n<p class=\"caput\">Artigo 152. Aos procedimentos regulados nesta Lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legisla\u00e7\u00e3o processual pertinente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba \u00c9 assegurada, sob pena de responsabilidade, prioridade absoluta na tramita\u00e7\u00e3o dos processos e procedimentos previstos nesta Lei, assim como na execu\u00e7\u00e3o dos atos e dilig\u00eancias judiciais a eles referentes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Os prazos estabelecidos nesta Lei e aplic\u00e1veis aos seus procedimentos s\u00e3o contados em dias corridos, exclu\u00eddo o dia do come\u00e7o e inclu\u00eddo o dia do vencimento, vedado o prazo em dobro para a Fazenda P\u00fablica e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-153\">\n<p class=\"caput\">Artigo 153. Se a medida judicial a ser adotada n\u00e3o corresponder a procedimento previsto nesta ou em outra lei, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 investigar os fatos e ordenar de of\u00edcio as provid\u00eancias necess\u00e1rias, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto neste artigo n\u00e3o se aplica para o fim de afastamento da crian\u00e7a ou do adolescente de sua fam\u00edlia de origem e em outros procedimentos necessariamente contenciosos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-154\">\n<p class=\"caput\">Artigo 154. Aplica-se \u00e0s multas o disposto no Artigo 214.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Da Perda e da Suspens\u00e3o do Poder Familiar<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-155\">\n<p class=\"caput\">Artigo 155. O procedimento para a perda ou a suspens\u00e3o do poder familiar ter\u00e1 in\u00edcio por provoca\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou de quem tenha leg\u00edtimo interesse.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-156\">\n<p class=\"caput\">Artigo 156. A peti\u00e7\u00e3o inicial indicar\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; a autoridade judici\u00e1ria a que for dirigida;<\/li>\n<li>II &#8211; o nome, o estado civil, a profiss\u00e3o e a resid\u00eancia do requerente e do requerido, dispensada a qualifica\u00e7\u00e3o em se tratando de pedido formulado por representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/li>\n<li>III &#8211; a exposi\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria do fato e o pedido;<\/li>\n<li>IV &#8211; as provas que ser\u00e3o produzidas, oferecendo, desde logo, o rol de testemunhas e documentos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-157\">\n<p class=\"caput\">Artigo 157. Havendo motivo grave, poder\u00e1 a autoridade judici\u00e1ria, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, decretar a suspens\u00e3o do poder familiar , liminar ou incidentalmente, at\u00e9 o julgamento definitivo da causa, ficando a crian\u00e7a ou adolescente confiado a pessoa id\u00f4nea, mediante termo de responsabilidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Recebida a peti\u00e7\u00e3o inicial, a autoridade judici\u00e1ria determinar\u00e1, concomitantemente ao despacho de cita\u00e7\u00e3o e independentemente de requerimento do interessado, a realiza\u00e7\u00e3o de estudo social ou per\u00edcia por equipe interprofissional ou multidisciplinar para comprovar a presen\u00e7a de uma das causas de suspens\u00e3o ou destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar, ressalvado o disposto no \u00a7 10 do Artigo 101 desta Lei, e observada a Lei n o 13.431, de 4 de abril de 2017 .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Em sendo os pais oriundos de comunidades ind\u00edgenas, \u00e9 ainda obrigat\u00f3ria a interven\u00e7\u00e3o, junto \u00e0 equipe interprofissional ou multidisciplinar referida no \u00a7 1 o deste artigo, de representantes do \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel pela pol\u00edtica indigenista, observado o disposto no \u00a7 6 o do Artigo 28 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba A concess\u00e3o da liminar ser\u00e1, preferencialmente, precedida de entrevista da crian\u00e7a ou do adolescente perante equipe multidisciplinar e de oitiva da outra parte, nos termos da Lei n\u00ba 13.431, de 4 de abril de 2017.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Se houver ind\u00edcios de ato de viola\u00e7\u00e3o de direitos de crian\u00e7a ou de adolescente, o juiz comunicar\u00e1 o fato ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e encaminhar\u00e1 os documentos pertinentes.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-158\">\n<p class=\"caput\">Artigo 158. O requerido ser\u00e1 citado para, no prazo de dez dias, oferecer resposta escrita, indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde logo o rol de testemunhas e documentos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A cita\u00e7\u00e3o ser\u00e1 pessoal, salvo se esgotados todos os meios para sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o O requerido privado de liberdade dever\u00e1 ser citado pessoalmente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justi\u00e7a houver procurado o citando em seu domic\u00edlio ou resid\u00eancia sem o encontrar, dever\u00e1, havendo suspeita de oculta\u00e7\u00e3o, informar qualquer pessoa da fam\u00edlia ou, em sua falta, qualquer vizinho do dia \u00fatil em que voltar\u00e1 a fim de efetuar a cita\u00e7\u00e3o, na hora que designar, nos termos do Artigo 252 e seguintes da Lei n o 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil) .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Na hip\u00f3tese de os genitores encontrarem-se em local incerto ou n\u00e3o sabido, ser\u00e3o citados por edital no prazo de 10 (dez) dias, em publica\u00e7\u00e3o \u00fanica, dispensado o envio de of\u00edcios para a localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-159\">\n<p class=\"caput\">Artigo 159. Se o requerido n\u00e3o tiver possibilidade de constituir advogado, sem preju\u00edzo do pr\u00f3prio sustento e de sua fam\u00edlia, poder\u00e1 requerer, em cart\u00f3rio, que lhe seja nomeado dativo, ao qual incumbir\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o de resposta, contando-se o prazo a partir da intima\u00e7\u00e3o do despacho de nomea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Na hip\u00f3tese de requerido privado de liberdade, o oficial de justi\u00e7a dever\u00e1 perguntar, no momento da cita\u00e7\u00e3o pessoal, se deseja que lhe seja nomeado defensor.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-160\">\n<p class=\"caput\">Artigo 160. Sendo necess\u00e1rio, a autoridade judici\u00e1ria requisitar\u00e1 de qualquer reparti\u00e7\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico a apresenta\u00e7\u00e3o de documento que interesse \u00e0 causa, de of\u00edcio ou a requerimento das partes ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-161\">\n<p class=\"caput\">Artigo 161. Se n\u00e3o for contestado o pedido e tiver sido conclu\u00eddo o estudo social ou a per\u00edcia realizada por equipe interprofissional ou multidisciplinar, a autoridade judici\u00e1ria dar\u00e1 vista dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, por 5 (cinco) dias, salvo quando este for o requerente, e decidir\u00e1 em igual prazo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A autoridade judici\u00e1ria, de of\u00edcio ou a requerimento das partes ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, determinar\u00e1 a oitiva de testemunhas que comprovem a presen\u00e7a de uma das causas de suspens\u00e3o ou destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar previstas nos arts. 1.637 e 1.638 da Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C\u00f3digo Civil) , ou no Artigo 24 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o (Revogado) .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Se o pedido importar em modifica\u00e7\u00e3o de guarda, ser\u00e1 obrigat\u00f3ria, desde que poss\u00edvel e razo\u00e1vel, a oitiva da crian\u00e7a ou adolescente, respeitado seu est\u00e1gio de desenvolvimento e grau de compreens\u00e3o sobre as implica\u00e7\u00f5es da medida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba \u00c9 obrigat\u00f3ria a oitiva dos pais sempre que eles forem identificados e estiverem em local conhecido, ressalvados os casos de n\u00e3o comparecimento perante a Justi\u00e7a quando devidamente citados.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Se o pai ou a m\u00e3e estiverem privados de liberdade, a autoridade judicial requisitar\u00e1 sua apresenta\u00e7\u00e3o para a oitiva.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-162\">\n<p class=\"caput\">Artigo 162. Apresentada a resposta, a autoridade judici\u00e1ria dar\u00e1 vista dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, por cinco dias, salvo quando este for o requerente, designando, desde logo, audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Na audi\u00eancia, presentes as partes e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, ser\u00e3o ouvidas as testemunhas, colhendo-se oralmente o parecer t\u00e9cnico, salvo quando apresentado por escrito, manifestando-se sucessivamente o requerente, o requerido e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelo tempo de 20 (vinte) minutos cada um, prorrog\u00e1vel por mais 10 (dez) minutos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o A decis\u00e3o ser\u00e1 proferida na audi\u00eancia, podendo a autoridade judici\u00e1ria, excepcionalmente, designar data para sua leitura no prazo m\u00e1ximo de 5 (cinco) dias.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Quando o procedimento de destitui\u00e7\u00e3o de poder familiar for iniciado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de nomea\u00e7\u00e3o de curador especial em favor da crian\u00e7a ou adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-163\">\n<p class=\"caput\">Artigo 163. O prazo m\u00e1ximo para conclus\u00e3o do procedimento ser\u00e1 de 120 (cento e vinte) dias, e caber\u00e1 ao juiz, no caso de not\u00f3ria inviabilidade de manuten\u00e7\u00e3o do poder familiar, dirigir esfor\u00e7os para preparar a crian\u00e7a ou o adolescente com vistas \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A senten\u00e7a que decretar a perda ou a suspens\u00e3o do poder familiar ser\u00e1 averbada \u00e0 margem do registro de nascimento da crian\u00e7a ou do adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-3-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o III Da Destitui\u00e7\u00e3o da Tutela<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-164\">\n<p class=\"caput\">Artigo 164. Na destitui\u00e7\u00e3o da tutela, observar-se-\u00e1 o procedimento para a remo\u00e7\u00e3o de tutor previsto na lei processual civil e, no que couber, o disposto na se\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-4-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o IV Da Coloca\u00e7\u00e3o em Fam\u00edlia Substituta<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-165\">\n<p class=\"caput\">Artigo 165. S\u00e3o requisitos para a concess\u00e3o de pedidos de coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; qualifica\u00e7\u00e3o completa do requerente e de seu eventual c\u00f4njuge, ou companheiro, com expressa anu\u00eancia deste;<\/li>\n<li>II &#8211; indica\u00e7\u00e3o de eventual parentesco do requerente e de seu c\u00f4njuge, ou companheiro, com a crian\u00e7a ou adolescente, especificando se tem ou n\u00e3o parente vivo;<\/li>\n<li>III &#8211; qualifica\u00e7\u00e3o completa da crian\u00e7a ou adolescente e de seus pais, se conhecidos;<\/li>\n<li>IV &#8211; indica\u00e7\u00e3o do cart\u00f3rio onde foi inscrito nascimento, anexando, se poss\u00edvel, uma c\u00f3pia da respectiva certid\u00e3o;<\/li>\n<li>V &#8211; declara\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de bens, direitos ou rendimentos relativos \u00e0 crian\u00e7a ou ao adolescente.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Em se tratando de ado\u00e7\u00e3o, observar-se-\u00e3o tamb\u00e9m os requisitos espec\u00edficos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-166\">\n<p class=\"caput\">Artigo 166. Se os pais forem falecidos, tiverem sido destitu\u00eddos ou suspensos do poder familiar, ou houverem aderido expressamente ao pedido de coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, este poder\u00e1 ser formulado diretamente em cart\u00f3rio, em peti\u00e7\u00e3o assinada pelos pr\u00f3prios requerentes, dispensada a assist\u00eancia de advogado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Na hip\u00f3tese de concord\u00e2ncia dos pais, o juiz:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; na presen\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ouvir\u00e1 as partes, devidamente assistidas por advogado ou por defensor p\u00fablico, para verificar sua concord\u00e2ncia com a ado\u00e7\u00e3o, no prazo m\u00e1ximo de 10 (dez) dias, contado da data do protocolo da peti\u00e7\u00e3o ou da entrega da crian\u00e7a em ju\u00edzo, tomando por termo as declara\u00e7\u00f5es; e<\/li>\n<li>II &#8211; declarar\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o do poder familiar.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o O consentimento dos titulares do poder familiar ser\u00e1 precedido de orienta\u00e7\u00f5es e esclarecimentos prestados pela equipe interprofissional da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, em especial, no caso de ado\u00e7\u00e3o, sobre a irrevogabilidade da medida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o S\u00e3o garantidos a livre manifesta\u00e7\u00e3o de vontade dos detentores do poder familiar e o direito ao sigilo das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o O consentimento prestado por escrito n\u00e3o ter\u00e1 validade se n\u00e3o for ratificado na audi\u00eancia a que se refere o \u00a7 1 o deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o O consentimento \u00e9 retrat\u00e1vel at\u00e9 a data da realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia especificada no \u00a7 1 o deste artigo, e os pais podem exercer o arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da data de prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do poder familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 6 o O consentimento somente ter\u00e1 valor se for dado ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7 o A fam\u00edlia natural e a fam\u00edlia substituta receber\u00e3o a devida orienta\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de equipe t\u00e9cnica interprofissional a servi\u00e7o da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, preferencialmente com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-167\">\n<p class=\"caput\">Artigo 167. A autoridade judici\u00e1ria, de of\u00edcio ou a requerimento das partes ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, determinar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de estudo social ou, se poss\u00edvel, per\u00edcia por equipe interprofissional, decidindo sobre a concess\u00e3o de guarda provis\u00f3ria, bem como, no caso de ado\u00e7\u00e3o, sobre o est\u00e1gio de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Deferida a concess\u00e3o da guarda provis\u00f3ria ou do est\u00e1gio de conviv\u00eancia, a crian\u00e7a ou o adolescente ser\u00e1 entregue ao interessado, mediante termo de responsabilidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-168\">\n<p class=\"caput\">Artigo 168. Apresentado o relat\u00f3rio social ou o laudo pericial, e ouvida, sempre que poss\u00edvel, a crian\u00e7a ou o adolescente, dar-se-\u00e1 vista dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelo prazo de cinco dias, decidindo a autoridade judici\u00e1ria em igual prazo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-169\">\n<p class=\"caput\">Artigo 169. Nas hip\u00f3teses em que a destitui\u00e7\u00e3o da tutela, a perda ou a suspens\u00e3o do poder familiar constituir pressuposto l\u00f3gico da medida principal de coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia substituta, ser\u00e1 observado o procedimento contradit\u00f3rio previsto nas Se\u00e7\u00f5es II e III deste Cap\u00edtulo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A perda ou a modifica\u00e7\u00e3o da guarda poder\u00e1 ser decretada nos mesmos autos do procedimento, observado o disposto no Artigo 35.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-170\">\n<p class=\"caput\">Artigo 170. Concedida a guarda ou a tutela, observar-se-\u00e1 o disposto no Artigo 32, e, quanto \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, o contido no Artigo 47.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A coloca\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente sob a guarda de pessoa inscrita em programa de acolhimento familiar ser\u00e1 comunicada pela autoridade judici\u00e1ria \u00e0 entidade por este respons\u00e1vel no prazo m\u00e1ximo de 5 (cinco) dias.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-5-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o V Da Apura\u00e7\u00e3o de Ato Infracional Atribu\u00eddo a Adolescente<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-171\">\n<p class=\"caput\">Artigo 171. O adolescente apreendido por for\u00e7a de ordem judicial ser\u00e1, desde logo, encaminhado \u00e0 autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-172\">\n<p class=\"caput\">Artigo 172. O adolescente apreendido em flagrante de ato infracional ser\u00e1, desde logo, encaminhado \u00e0 autoridade policial competente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Havendo reparti\u00e7\u00e3o policial especializada para atendimento de adolescente e em se tratando de ato infracional praticado em co-autoria com maior, prevalecer\u00e1 a atribui\u00e7\u00e3o da reparti\u00e7\u00e3o especializada, que, ap\u00f3s as provid\u00eancias necess\u00e1rias e conforme o caso, encaminhar\u00e1 o adulto \u00e0 reparti\u00e7\u00e3o policial pr\u00f3pria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-173\">\n<p class=\"caput\">Artigo 173. Em caso de flagrante de ato infracional cometido mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a a pessoa, a autoridade policial, sem preju\u00edzo do disposto nos arts. 106, par\u00e1grafo \u00fanico, e 107, dever\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; lavrar auto de apreens\u00e3o, ouvidos as testemunhas e o adolescente;<\/li>\n<li>II &#8211; apreender o produto e os instrumentos da infra\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>III &#8211; requisitar os exames ou per\u00edcias necess\u00e1rios \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da materialidade e autoria da infra\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas demais hip\u00f3teses de flagrante, a lavratura do auto poder\u00e1 ser substitu\u00edda por boletim de ocorr\u00eancia circunstanciada.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-174\">\n<p class=\"caput\">Artigo 174. Comparecendo qualquer dos pais ou respons\u00e1vel, o adolescente ser\u00e1 prontamente liberado pela autoridade policial, sob termo de compromisso e responsabilidade de sua apresenta\u00e7\u00e3o ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, no mesmo dia ou, sendo imposs\u00edvel, no primeiro dia \u00fatil imediato, exceto quando, pela gravidade do ato infracional e sua repercuss\u00e3o social, deva o adolescente permanecer sob interna\u00e7\u00e3o para garantia de sua seguran\u00e7a pessoal ou manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-175\">\n<p class=\"caput\">Artigo 175. Em caso de n\u00e3o libera\u00e7\u00e3o, a autoridade policial encaminhar\u00e1, desde logo, o adolescente ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, juntamente com c\u00f3pia do auto de apreens\u00e3o ou boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Sendo imposs\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o imediata, a autoridade policial encaminhar\u00e1 o adolescente \u00e0 entidade de atendimento, que far\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico no prazo de vinte e quatro horas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Nas localidades onde n\u00e3o houver entidade de atendimento, a apresenta\u00e7\u00e3o far-se-\u00e1 pela autoridade policial. \u00c0 falta de reparti\u00e7\u00e3o policial especializada, o adolescente aguardar\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o em depend\u00eancia separada da destinada a maiores, n\u00e3o podendo, em qualquer hip\u00f3tese, exceder o prazo referido no par\u00e1grafo anterior.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-176\">\n<p class=\"caput\">Artigo 176. Sendo o adolescente liberado, a autoridade policial encaminhar\u00e1 imediatamente ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico c\u00f3pia do auto de apreens\u00e3o ou boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-177\">\n<p class=\"caput\">Artigo 177. Se, afastada a hip\u00f3tese de flagrante, houver ind\u00edcios de participa\u00e7\u00e3o de adolescente na pr\u00e1tica de ato infracional, a autoridade policial encaminhar\u00e1 ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico relat\u00f3rio das investiga\u00e7\u00f5es e demais documentos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-178\">\n<p class=\"caput\">Artigo 178. O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional n\u00e3o poder\u00e1 ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de ve\u00edculo policial, em condi\u00e7\u00f5es atentat\u00f3rias \u00e0 sua dignidade, ou que impliquem risco \u00e0 sua integridade f\u00edsica ou mental, sob pena de responsabilidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-179\">\n<p class=\"caput\">Artigo 179. Apresentado o adolescente, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, no mesmo dia e \u00e0 vista do auto de apreens\u00e3o, boletim de ocorr\u00eancia ou relat\u00f3rio policial, devidamente autuados pelo cart\u00f3rio judicial e com informa\u00e7\u00e3o sobre os antecedentes do adolescente, proceder\u00e1 imediata e informalmente \u00e0 sua oitiva e, em sendo poss\u00edvel, de seus pais ou respons\u00e1vel, v\u00edtima e testemunhas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Em caso de n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico notificar\u00e1 os pais ou respons\u00e1vel para apresenta\u00e7\u00e3o do adolescente, podendo requisitar o concurso das pol\u00edcias civil e militar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-180\">\n<p class=\"caput\">Artigo 180. Adotadas as provid\u00eancias a que alude o artigo anterior, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; promover o arquivamento dos autos;<\/li>\n<li>II &#8211; conceder a remiss\u00e3o;<\/li>\n<li>III &#8211; representar \u00e0 autoridade judici\u00e1ria para aplica\u00e7\u00e3o de medida s\u00f3cio-educativa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-181\">\n<p class=\"caput\">Artigo 181. Promovido o arquivamento dos autos ou concedida a remiss\u00e3o pelo representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, mediante termo fundamentado, que conter\u00e1 o resumo dos fatos, os autos ser\u00e3o conclusos \u00e0 autoridade judici\u00e1ria para homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Homologado o arquivamento ou a remiss\u00e3o, a autoridade judici\u00e1ria determinar\u00e1, conforme o caso, o cumprimento da medida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Discordando, a autoridade judici\u00e1ria far\u00e1 remessa dos autos ao Procurador-Geral de Justi\u00e7a, mediante despacho fundamentado, e este oferecer\u00e1 representa\u00e7\u00e3o, designar\u00e1 outro membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico para apresent\u00e1-la, ou ratificar\u00e1 o arquivamento ou a remiss\u00e3o, que s\u00f3 ent\u00e3o estar\u00e1 a autoridade judici\u00e1ria obrigada a homologar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-182\">\n<p class=\"caput\">Artigo 182. Se, por qualquer raz\u00e3o, o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o promover o arquivamento ou conceder a remiss\u00e3o, oferecer\u00e1 representa\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria, propondo a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento para aplica\u00e7\u00e3o da medida s\u00f3cio-educativa que se afigurar a mais adequada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A representa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 oferecida por peti\u00e7\u00e3o, que conter\u00e1 o breve resumo dos fatos e a classifica\u00e7\u00e3o do ato infracional e, quando necess\u00e1rio, o rol de testemunhas, podendo ser deduzida oralmente, em sess\u00e3o di\u00e1ria instalada pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A representa\u00e7\u00e3o independe de prova pr\u00e9-constitu\u00edda da autoria e materialidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-183\">\n<p class=\"caput\">Artigo 183. O prazo m\u00e1ximo e improrrog\u00e1vel para a conclus\u00e3o do procedimento, estando o adolescente internado provisoriamente, ser\u00e1 de quarenta e cinco dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-184\">\n<p class=\"caput\">Artigo 184. Oferecida a representa\u00e7\u00e3o, a autoridade judici\u00e1ria designar\u00e1 audi\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o do adolescente, decidindo, desde logo, sobre a decreta\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o da interna\u00e7\u00e3o, observado o disposto no Artigo 108 e par\u00e1grafo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba O adolescente e seus pais ou respons\u00e1vel ser\u00e3o cientificados do teor da representa\u00e7\u00e3o, e notificados a comparecer \u00e0 audi\u00eancia, acompanhados de advogado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Se os pais ou respons\u00e1vel n\u00e3o forem localizados, a autoridade judici\u00e1ria dar\u00e1 curador especial ao adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba N\u00e3o sendo localizado o adolescente, a autoridade judici\u00e1ria expedir\u00e1 mandado de busca e apreens\u00e3o, determinando o sobrestamento do feito, at\u00e9 a efetiva apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Estando o adolescente internado, ser\u00e1 requisitada a sua apresenta\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo da notifica\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-185\">\n<p class=\"caput\">Artigo 185. A interna\u00e7\u00e3o, decretada ou mantida pela autoridade judici\u00e1ria, n\u00e3o poder\u00e1 ser cumprida em estabelecimento prisional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Inexistindo na comarca entidade com as caracter\u00edsticas definidas no Artigo 123, o adolescente dever\u00e1 ser imediatamente transferido para a localidade mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Sendo imposs\u00edvel a pronta transfer\u00eancia, o adolescente aguardar\u00e1 sua remo\u00e7\u00e3o em reparti\u00e7\u00e3o policial, desde que em se\u00e7\u00e3o isolada dos adultos e com instala\u00e7\u00f5es apropriadas, n\u00e3o podendo ultrapassar o prazo m\u00e1ximo de cinco dias, sob pena de responsabilidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-186\">\n<p class=\"caput\">Artigo 186. Comparecendo o adolescente, seus pais ou respons\u00e1vel, a autoridade judici\u00e1ria proceder\u00e1 \u00e0 oitiva dos mesmos, podendo solicitar opini\u00e3o de profissional qualificado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Se a autoridade judici\u00e1ria entender adequada a remiss\u00e3o, ouvir\u00e1 o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, proferindo decis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Sendo o fato grave, pass\u00edvel de aplica\u00e7\u00e3o de medida de interna\u00e7\u00e3o ou coloca\u00e7\u00e3o em regime de semi-liberdade, a autoridade judici\u00e1ria, verificando que o adolescente n\u00e3o possui advogado constitu\u00eddo, nomear\u00e1 defensor, designando, desde logo, audi\u00eancia em continua\u00e7\u00e3o, podendo determinar a realiza\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias e estudo do caso.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba O advogado constitu\u00eddo ou o defensor nomeado, no prazo de tr\u00eas dias contado da audi\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o, oferecer\u00e1 defesa pr\u00e9via e rol de testemunhas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba Na audi\u00eancia em continua\u00e7\u00e3o, ouvidas as testemunhas arroladas na representa\u00e7\u00e3o e na defesa pr\u00e9via, cumpridas as dilig\u00eancias e juntado o relat\u00f3rio da equipe interprofissional, ser\u00e1 dada a palavra ao representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao defensor, sucessivamente, pelo tempo de vinte minutos para cada um, prorrog\u00e1vel por mais dez, a crit\u00e9rio da autoridade judici\u00e1ria, que em seguida proferir\u00e1 decis\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-187\">\n<p class=\"caput\">Artigo 187. Se o adolescente, devidamente notificado, n\u00e3o comparecer, injustificadamente \u00e0 audi\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o, a autoridade judici\u00e1ria designar\u00e1 nova data, determinando sua condu\u00e7\u00e3o coercitiva.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-188\">\n<p class=\"caput\">Artigo 188. A remiss\u00e3o, como forma de extin\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o do processo, poder\u00e1 ser aplicada em qualquer fase do procedimento, antes da senten\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-189\">\n<p class=\"caput\">Artigo 189. A autoridade judici\u00e1ria n\u00e3o aplicar\u00e1 qualquer medida, desde que reconhe\u00e7a na senten\u00e7a:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; estar provada a inexist\u00eancia do fato;<\/li>\n<li>II &#8211; n\u00e3o haver prova da exist\u00eancia do fato;<\/li>\n<li>III &#8211; n\u00e3o constituir o fato ato infracional;<\/li>\n<li>IV &#8211; n\u00e3o existir prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Na hip\u00f3tese deste artigo, estando o adolescente internado, ser\u00e1 imediatamente colocado em liberdade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190. A intima\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que aplicar medida de interna\u00e7\u00e3o ou regime de semi-liberdade ser\u00e1 feita:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; ao adolescente e ao seu defensor;<\/li>\n<li>II &#8211; quando n\u00e3o for encontrado o adolescente, a seus pais ou respons\u00e1vel, sem preju\u00edzo do defensor.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Sendo outra a medida aplicada, a intima\u00e7\u00e3o far-se-\u00e1 unicamente na pessoa do defensor.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Recaindo a intima\u00e7\u00e3o na pessoa do adolescente, dever\u00e1 este manifestar se deseja ou n\u00e3o recorrer da senten\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-5-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o V- Da Infiltra\u00e7\u00e3o de Agentes de Pol\u00edcia para a Investiga\u00e7\u00e3o de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crian\u00e7a e de Adolescente\u201d<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190-A. A infiltra\u00e7\u00e3o de agentes de pol\u00edcia na internet com o fim de investigar os crimes previstos nos arts. 240 , 241 , 241-A , 241-B , 241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A , 217-A , 218 , 218-A e 218-B do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal) , obedecer\u00e1 \u00e0s seguintes regras:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 \u00ba A autoridade judicial e o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e3o requisitar relat\u00f3rios parciais da opera\u00e7\u00e3o de infiltra\u00e7\u00e3o antes do t\u00e9rmino do prazo de que trata o inciso II do \u00a7 1 \u00ba deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 \u00ba Para efeitos do disposto no inciso I do \u00a7 1 \u00ba deste artigo, consideram-se:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 \u00ba A infiltra\u00e7\u00e3o de agentes de pol\u00edcia na internet n\u00e3o ser\u00e1 admitida se a prova puder ser obtida por outros meios.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190-B. As informa\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o de infiltra\u00e7\u00e3o ser\u00e3o encaminhadas diretamente ao juiz respons\u00e1vel pela autoriza\u00e7\u00e3o da medida, que zelar\u00e1 por seu sigilo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Antes da conclus\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, o acesso aos autos ser\u00e1 reservado ao juiz, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e ao delegado de pol\u00edcia respons\u00e1vel pela opera\u00e7\u00e3o, com o objetivo de garantir o sigilo das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190-C. N\u00e3o comete crime o policial que oculta a sua identidade para, por meio da internet, colher ind\u00edcios de autoria e materialidade dos crimes previstos nos arts. 240 , 241 , 241-A , 241-B , 241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A , 217-A , 218 , 218-A e 218-B do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal) .<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O agente policial infiltrado que deixar de observar a estrita finalidade da investiga\u00e7\u00e3o responder\u00e1 pelos excessos praticados.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190-D. Os \u00f3rg\u00e3os de registro e cadastro p\u00fablico poder\u00e3o incluir nos bancos de dados pr\u00f3prios, mediante procedimento sigiloso e requisi\u00e7\u00e3o da autoridade judicial, as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 efetividade da identidade fict\u00edcia criada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O procedimento sigiloso de que trata esta Se\u00e7\u00e3o ser\u00e1 numerado e tombado em livro espec\u00edfico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-190\">\n<p class=\"caput\">Artigo 190-E. Conclu\u00edda a investiga\u00e7\u00e3o, todos os atos eletr\u00f4nicos praticados durante a opera\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ser registrados, gravados, armazenados e encaminhados ao juiz e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, juntamente com relat\u00f3rio circunstanciado.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Os atos eletr\u00f4nicos registrados citados no caput deste artigo ser\u00e3o reunidos em autos apartados e apensados ao processo criminal juntamente com o inqu\u00e9rito policial, assegurando-se a preserva\u00e7\u00e3o da identidade do agente policial infiltrado e a intimidade das crian\u00e7as e dos adolescentes envolvidos.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-6-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o VI Da Apura\u00e7\u00e3o de Irregularidades em Entidade de Atendimento<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-191\">\n<p class=\"caput\">Artigo 191. O procedimento de apura\u00e7\u00e3o de irregularidades em entidade governamental e n\u00e3o-governamental ter\u00e1 in\u00edcio mediante portaria da autoridade judici\u00e1ria ou representa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou do Conselho Tutelar, onde conste, necessariamente, resumo dos fatos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Havendo motivo grave, poder\u00e1 a autoridade judici\u00e1ria, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, decretar liminarmente o afastamento provis\u00f3rio do dirigente da entidade, mediante decis\u00e3o fundamentada.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-192\">\n<p class=\"caput\">Artigo 192. O dirigente da entidade ser\u00e1 citado para, no prazo de dez dias, oferecer resposta escrita, podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-193\">\n<p class=\"caput\">Artigo 193. Apresentada ou n\u00e3o a resposta, e sendo necess\u00e1rio, a autoridade judici\u00e1ria designar\u00e1 audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, intimando as partes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Salvo manifesta\u00e7\u00e3o em audi\u00eancia, as partes e o Minist\u00e9rio P\u00fablico ter\u00e3o cinco dias para oferecer alega\u00e7\u00f5es finais, decidindo a autoridade judici\u00e1ria em igual prazo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Em se tratando de afastamento provis\u00f3rio ou definitivo de dirigente de entidade governamental, a autoridade judici\u00e1ria oficiar\u00e1 \u00e0 autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado, marcando prazo para a substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Antes de aplicar qualquer das medidas, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 fixar prazo para a remo\u00e7\u00e3o das irregularidades verificadas. Satisfeitas as exig\u00eancias, o processo ser\u00e1 extinto, sem julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba A multa e a advert\u00eancia ser\u00e3o impostas ao dirigente da entidade ou programa de atendimento.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-7-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o VII Da Apura\u00e7\u00e3o de Infra\u00e7\u00e3o Administrativa \u00e0s Normas de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a e ao Adolescente<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-194\">\n<p class=\"caput\">Artigo 194. O procedimento para imposi\u00e7\u00e3o de penalidade administrativa por infra\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente ter\u00e1 in\u00edcio por representa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ou do Conselho Tutelar, ou auto de infra\u00e7\u00e3o elaborado por servidor efetivo ou volunt\u00e1rio credenciado, e assinado por duas testemunhas, se poss\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba No procedimento iniciado com o auto de infra\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser usadas f\u00f3rmulas impressas, especificando-se a natureza e as circunst\u00e2ncias da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Sempre que poss\u00edvel, \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o seguir-se-\u00e1 a lavratura do auto, certificando-se, em caso contr\u00e1rio, dos motivos do retardamento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-195\">\n<p class=\"caput\">Artigo 195. O requerido ter\u00e1 prazo de dez dias para apresenta\u00e7\u00e3o de defesa, contado da data da intima\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 feita:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; pelo autuante, no pr\u00f3prio auto, quando este for lavrado na presen\u00e7a do requerido;<\/li>\n<li>II &#8211; por oficial de justi\u00e7a ou funcion\u00e1rio legalmente habilitado, que entregar\u00e1 c\u00f3pia do auto ou da representa\u00e7\u00e3o ao requerido, ou a seu representante legal, lavrando certid\u00e3o;<\/li>\n<li>III &#8211; por via postal, com aviso de recebimento, se n\u00e3o for encontrado o requerido ou seu representante legal;<\/li>\n<li>IV &#8211; por edital, com prazo de trinta dias, se incerto ou n\u00e3o sabido o paradeiro do requerido ou de seu representante legal.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-196\">\n<p class=\"caput\">Artigo 196. N\u00e3o sendo apresentada a defesa no prazo legal, a autoridade judici\u00e1ria dar\u00e1 vista dos autos do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por cinco dias, decidindo em igual prazo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197. Apresentada a defesa, a autoridade judici\u00e1ria proceder\u00e1 na conformidade do artigo anterior, ou, sendo necess\u00e1rio, designar\u00e1 audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Colhida a prova oral, manifestar-se-\u00e3o sucessivamente o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o procurador do requerido, pelo tempo de vinte minutos para cada um, prorrog\u00e1vel por mais dez, a crit\u00e9rio da autoridade judici\u00e1ria, que em seguida proferir\u00e1 senten\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-8-3-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o VIII Da Habilita\u00e7\u00e3o de Pretendentes \u00e0 Ado\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-A. Os postulantes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, domiciliados no Brasil, apresentar\u00e3o peti\u00e7\u00e3o inicial na qual conste:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; qualifica\u00e7\u00e3o completa;<\/li>\n<li>II &#8211; dados familiares;<\/li>\n<li>III &#8211; c\u00f3pias autenticadas de certid\u00e3o de nascimento ou casamento, ou declara\u00e7\u00e3o relativa ao per\u00edodo de uni\u00e3o est\u00e1vel;<\/li>\n<li>IV &#8211; c\u00f3pias da c\u00e9dula de identidade e inscri\u00e7\u00e3o no Cadastro de Pessoas F\u00edsicas;<\/li>\n<li>V &#8211; comprovante de renda e domic\u00edlio;<\/li>\n<li>VI &#8211; atestados de sanidade f\u00edsica e mental<\/li>\n<li>VII &#8211; certid\u00e3o de antecedentes criminais;<\/li>\n<li>VIII &#8211; certid\u00e3o negativa de distribui\u00e7\u00e3o c\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-B. A autoridade judici\u00e1ria, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, dar\u00e1 vista dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, que no prazo de 5 (cinco) dias poder\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; apresentar quesitos a serem respondidos pela equipe interprofissional encarregada de elaborar o estudo t\u00e9cnico a que se refere o Artigo 197-C desta Lei;<\/li>\n<li>II &#8211; requerer a designa\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia para oitiva dos postulantes em ju\u00edzo e testemunhas;<\/li>\n<li>III &#8211; requerer a juntada de documentos complementares e a realiza\u00e7\u00e3o de outras dilig\u00eancias que entender necess\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-C. Intervir\u00e1 no feito, obrigatoriamente, equipe interprofissional a servi\u00e7o da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, que dever\u00e1 elaborar estudo psicossocial, que conter\u00e1 subs\u00eddios que permitam aferir a capacidade e o preparo dos postulantes para o exerc\u00edcio de uma paternidade ou maternidade respons\u00e1vel, \u00e0 luz dos requisitos e princ\u00edpios desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o \u00c9 obrigat\u00f3ria a participa\u00e7\u00e3o dos postulantes em programa oferecido pela Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, preferencialmente com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar e dos grupos de apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o devidamente habilitados perante a Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, que inclua prepara\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, orienta\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo \u00e0 ado\u00e7\u00e3o inter-racial, de crian\u00e7as ou de adolescentes com defici\u00eancia, com doen\u00e7as cr\u00f4nicas ou com necessidades espec\u00edficas de sa\u00fade, e de grupos de irm\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Sempre que poss\u00edvel e recomend\u00e1vel, a etapa obrigat\u00f3ria da prepara\u00e7\u00e3o referida no \u00a7 1 o deste artigo incluir\u00e1 o contato com crian\u00e7as e adolescentes em regime de acolhimento familiar ou institucional, a ser realizado sob orienta\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da equipe t\u00e9cnica da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude e dos grupos de apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, com apoio dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pelo programa de acolhimento familiar e institucional e pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica municipal de garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o \u00c9 recomend\u00e1vel que as crian\u00e7as e os adolescentes acolhidos institucionalmente ou por fam\u00edlia acolhedora sejam preparados por equipe interprofissional antes da inclus\u00e3o em fam\u00edlia adotiva.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-D. Certificada nos autos a conclus\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o no programa referido no Artigo 197-C desta Lei, a autoridade judici\u00e1ria, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, decidir\u00e1 acerca das dilig\u00eancias requeridas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e determinar\u00e1 a juntada do estudo psicossocial, designando, conforme o caso, audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Caso n\u00e3o sejam requeridas dilig\u00eancias, ou sendo essas indeferidas, a autoridade judici\u00e1ria determinar\u00e1 a juntada do estudo psicossocial, abrindo a seguir vista dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, por 5 (cinco) dias, decidindo em igual prazo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-E. Deferida a habilita\u00e7\u00e3o, o postulante ser\u00e1 inscrito nos cadastros referidos no Artigo 50 desta Lei, sendo a sua convoca\u00e7\u00e3o para a ado\u00e7\u00e3o feita de acordo com ordem cronol\u00f3gica de habilita\u00e7\u00e3o e conforme a disponibilidade de crian\u00e7as ou adolescentes adot\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A ordem cronol\u00f3gica das habilita\u00e7\u00f5es somente poder\u00e1 deixar de ser observada pela autoridade judici\u00e1ria nas hip\u00f3teses previstas no \u00a7 13 do Artigo 50 desta Lei, quando comprovado ser essa a melhor solu\u00e7\u00e3o no interesse do adotando.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser renovada no m\u00ednimo trienalmente mediante avalia\u00e7\u00e3o por equipe interprofissional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o Quando o adotante candidatar-se a uma nova ado\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 dispens\u00e1vel a renova\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o, bastando a avalia\u00e7\u00e3o por equipe interprofissional.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o Ap\u00f3s 3 (tr\u00eas) recusas injustificadas, pelo habilitado, \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as ou adolescentes indicados dentro do perfil escolhido, haver\u00e1 reavalia\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o concedida.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o A desist\u00eancia do pretendente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guarda para fins de ado\u00e7\u00e3o ou a devolu\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou do adolescente depois do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a de ado\u00e7\u00e3o importar\u00e1 na sua exclus\u00e3o dos cadastros de ado\u00e7\u00e3o e na veda\u00e7\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o, salvo decis\u00e3o judicial fundamentada, sem preju\u00edzo das demais san\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-197\">\n<p class=\"caput\">Artigo 197-F. O prazo m\u00e1ximo para conclus\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 120 (cento e vinte) dias, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo, mediante decis\u00e3o fundamentada da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-4-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO IV DOS RECURSOS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-198\">\n<p class=\"caput\">Artigo 198. Nos procedimentos afetos \u00e0 Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude, inclusive os relativos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das medidas socioeducativas, adotar-se-\u00e1 o sistema recursal da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (C\u00f3digo de Processo Civil) , com as seguintes adapta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; os recursos ser\u00e3o interpostos independentemente de preparo;<\/li>\n<li>II &#8211; em todos os recursos, salvo nos embargos de declara\u00e7\u00e3o, o prazo para o Minist\u00e9rio P\u00fablico e para a defesa ser\u00e1 sempre de 10 (dez) dias;<\/li>\n<li>III &#8211; os recursos ter\u00e3o prefer\u00eancia de julgamento e dispensar\u00e3o revisor;<\/li>\n<li>VII &#8211; antes de determinar a remessa dos autos \u00e0 superior inst\u00e2ncia, no caso de apela\u00e7\u00e3o, ou do instrumento, no caso de agravo, a autoridade judici\u00e1ria proferir\u00e1 despacho fundamentado, mantendo ou reformando a decis\u00e3o, no prazo de cinco dias;<\/li>\n<li>VIII &#8211; mantida a decis\u00e3o apelada ou agravada, o escriv\u00e3o remeter\u00e1 os autos ou o instrumento \u00e0 superior inst\u00e2ncia dentro de vinte e quatro horas, independentemente de novo pedido do recorrente; se a reformar, a remessa dos autos depender\u00e1 de pedido expresso da parte interessada ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, no prazo de cinco dias, contados da intima\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199. Contra as decis\u00f5es proferidas com base no Artigo 149 caber\u00e1 recurso de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199-A. A senten\u00e7a que deferir a ado\u00e7\u00e3o produz efeito desde logo, embora sujeita a apela\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 recebida exclusivamente no efeito devolutivo, salvo se se tratar de ado\u00e7\u00e3o internacional ou se houver perigo de dano irrepar\u00e1vel ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o ao adotando.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199-B. A senten\u00e7a que destituir ambos ou qualquer dos genitores do poder familiar fica sujeita a apela\u00e7\u00e3o, que dever\u00e1 ser recebida apenas no efeito devolutivo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199-C. Os recursos nos procedimentos de ado\u00e7\u00e3o e de destitui\u00e7\u00e3o de poder familiar, em face da relev\u00e2ncia das quest\u00f5es, ser\u00e3o processados com prioridade absoluta, devendo ser imediatamente distribu\u00eddos, ficando vedado que aguardem, em qualquer situa\u00e7\u00e3o, oportuna distribui\u00e7\u00e3o, e ser\u00e3o colocados em mesa para julgamento sem revis\u00e3o e com parecer urgente do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199-D. O relator dever\u00e1 colocar o processo em mesa para julgamento no prazo m\u00e1ximo de 60 (sessenta) dias, contado da sua conclus\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O Minist\u00e9rio P\u00fablico ser\u00e1 intimado da data do julgamento e poder\u00e1 na sess\u00e3o, se entender necess\u00e1rio, apresentar oralmente seu parecer.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-199\">\n<p class=\"caput\">Artigo 199-E. O Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 requerer a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento para apura\u00e7\u00e3o de responsabilidades se constatar o descumprimento das provid\u00eancias e do prazo previstos nos artigos anteriores.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-5-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO V DO MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-200\">\n<p class=\"caput\">Artigo 200. As fun\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico previstas nesta Lei ser\u00e3o exercidas nos termos da respectiva lei org\u00e2nica.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-201\">\n<p class=\"caput\">Artigo 201. Compete ao Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; conceder a remiss\u00e3o como forma de exclus\u00e3o do processo;<\/li>\n<li>II &#8211; promover e acompanhar os procedimentos relativos \u00e0s infra\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas a adolescentes;<\/li>\n<li>III &#8211; promover e acompanhar as a\u00e7\u00f5es de alimentos e os procedimentos de suspens\u00e3o e destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar , nomea\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o de tutores, curadores e guardi\u00e3es, bem como oficiar em todos os demais procedimentos da compet\u00eancia da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude;<\/li>\n<li>IV &#8211; promover, de of\u00edcio ou por solicita\u00e7\u00e3o dos interessados, a especializa\u00e7\u00e3o e a inscri\u00e7\u00e3o de hipoteca legal e a presta\u00e7\u00e3o de contas dos tutores, curadores e quaisquer administradores de bens de crian\u00e7as e adolescentes nas hip\u00f3teses do Artigo 98;<\/li>\n<li>V &#8211; promover o inqu\u00e9rito civil e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para a prote\u00e7\u00e3o dos interesses individuais, difusos ou coletivos relativos \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 adolesc\u00eancia, inclusive os definidos no Artigo 220, \u00a7 3\u00ba inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal ;<\/li>\n<li>VI &#8211; instaurar procedimentos administrativos e, para instru\u00ed-los:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) expedir notifica\u00e7\u00f5es para colher depoimentos ou esclarecimentos e, em caso de n\u00e3o comparecimento injustificado, requisitar condu\u00e7\u00e3o coercitiva, inclusive pela pol\u00edcia civil ou militar;<\/li>\n<li>b) requisitar informa\u00e7\u00f5es, exames, per\u00edcias e documentos de autoridades municipais, estaduais e federais, da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, bem como promover inspe\u00e7\u00f5es e dilig\u00eancias investigat\u00f3rias;<\/li>\n<li>c) requisitar informa\u00e7\u00f5es e documentos a particulares e institui\u00e7\u00f5es privadas;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>VII &#8211; instaurar sindic\u00e2ncias, requisitar dilig\u00eancias investigat\u00f3rias e determinar a instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito policial, para apura\u00e7\u00e3o de il\u00edcitos ou infra\u00e7\u00f5es \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 juventude;<\/li>\n<li>VIII &#8211; zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cab\u00edveis;<\/li>\n<li>IX &#8211; impetrar mandado de seguran\u00e7a, de injun\u00e7\u00e3o e habeas corpus, em qualquer ju\u00edzo, inst\u00e2ncia ou tribunal, na defesa dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis afetos \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente;<\/li>\n<li>X &#8211; representar ao ju\u00edzo visando \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de penalidade por infra\u00e7\u00f5es cometidas contra as normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 juventude, sem preju\u00edzo da promo\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil e penal do infrator, quando cab\u00edvel;<\/li>\n<li>XI &#8211; inspecionar as entidades p\u00fablicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei, adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necess\u00e1rias \u00e0 remo\u00e7\u00e3o de irregularidades porventura verificadas;<\/li>\n<li>XII &#8211; requisitar for\u00e7a policial, bem como a colabora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os m\u00e9dicos, hospitalares, educacionais e de assist\u00eancia social, p\u00fablicos ou privados, para o desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>XIII &#8211; intervir, quando n\u00e3o for parte, nas causas c\u00edveis e criminais decorrentes de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente.\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) reduzir a termo as declara\u00e7\u00f5es do reclamante, instaurando o competente procedimento, sob sua presid\u00eancia;<\/li>\n<li>b) entender-se diretamente com a pessoa ou autoridade reclamada, em dia, local e hor\u00e1rio previamente notificados ou acertados;<\/li>\n<li>c) efetuar recomenda\u00e7\u00f5es visando \u00e0 melhoria dos servi\u00e7os p\u00fablicos e de relev\u00e2ncia p\u00fablica afetos \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, fixando prazo razo\u00e1vel para sua perfeita adequa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba A legitima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico para as a\u00e7\u00f5es c\u00edveis previstas neste artigo n\u00e3o impede a de terceiros, nas mesmas hip\u00f3teses, segundo dispuserem a Constitui\u00e7\u00e3o e esta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba As atribui\u00e7\u00f5es constantes deste artigo n\u00e3o excluem outras, desde que compat\u00edveis com a finalidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba O representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, ter\u00e1 livre acesso a todo local onde se encontre crian\u00e7a ou adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba O representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico ser\u00e1 respons\u00e1vel pelo uso indevido das informa\u00e7\u00f5es e documentos que requisitar, nas hip\u00f3teses legais de sigilo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5\u00ba Para o exerc\u00edcio da atribui\u00e7\u00e3o de que trata o inciso VIII deste artigo, poder\u00e1 o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-202\">\n<p class=\"caput\">Artigo 202. Nos processos e procedimentos em que n\u00e3o for parte, atuar\u00e1 obrigatoriamente o Minist\u00e9rio P\u00fablico na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei, hip\u00f3tese em que ter\u00e1 vista dos autos depois das partes, podendo juntar documentos e requerer dilig\u00eancias, usando os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-203\">\n<p class=\"caput\">Artigo 203. A intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, em qualquer caso, ser\u00e1 feita pessoalmente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-204\">\n<p class=\"caput\">Artigo 204. A falta de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico acarreta a nulidade do feito, que ser\u00e1 declarada de of\u00edcio pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-205\">\n<p class=\"caput\">Artigo 205. As manifesta\u00e7\u00f5es processuais do representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico dever\u00e3o ser fundamentadas.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-6-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO VI DO ADVOGADO<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-206\">\n<p class=\"caput\">Artigo 206. A crian\u00e7a ou o adolescente, seus pais ou respons\u00e1vel, e qualquer pessoa que tenha leg\u00edtimo interesse na solu\u00e7\u00e3o da lide poder\u00e3o intervir nos procedimentos de que trata esta Lei, atrav\u00e9s de advogado, o qual ser\u00e1 intimado para todos os atos, pessoalmente ou por publica\u00e7\u00e3o oficial, respeitado o segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e1 prestada assist\u00eancia judici\u00e1ria integral e gratuita \u00e0queles que dela necessitarem.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-207\">\n<p class=\"caput\">Artigo 207. Nenhum adolescente a quem se atribua a pr\u00e1tica de ato infracional, ainda que ausente ou foragido, ser\u00e1 processado sem defensor.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Se o adolescente n\u00e3o tiver defensor, ser-lhe-\u00e1 nomeado pelo juiz, ressalvado o direito de, a todo tempo, constituir outro de sua prefer\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba A aus\u00eancia do defensor n\u00e3o determinar\u00e1 o adiamento de nenhum ato do processo, devendo o juiz nomear substituto, ainda que provisoriamente, ou para o s\u00f3 efeito do ato.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Ser\u00e1 dispensada a outorga de mandato, quando se tratar de defensor nomeado ou, sido constitu\u00eddo, tiver sido indicado por ocasi\u00e3o de ato formal com a presen\u00e7a da autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-7-6-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO VII DA PROTE\u00c7\u00c3O JUDICIAL DOS INTERESSES INDIVIDUAIS, DIFUSOS E COLETIVOS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-208\">\n<p class=\"caput\">Artigo 208. Regem-se pelas disposi\u00e7\u00f5es desta Lei as a\u00e7\u00f5es de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, referentes ao n\u00e3o oferecimento ou oferta irregular:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; do ensino obrigat\u00f3rio;<\/li>\n<li>II &#8211; de atendimento educacional especializado aos portadores de defici\u00eancia;<\/li>\n<li>IV &#8211; de ensino noturno regular, adequado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do educando;<\/li>\n<li>V &#8211; de programas suplementares de oferta de material did\u00e1tico-escolar, transporte e assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade do educando do ensino fundamental;<\/li>\n<li>VI &#8211; de servi\u00e7o de assist\u00eancia social visando \u00e0 prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 maternidade, \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 adolesc\u00eancia, bem como ao amparo \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes que dele necessitem;<\/li>\n<li>VII &#8211; de acesso \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade;<\/li>\n<li>VIII &#8211; de escolariza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o dos adolescentes privados de liberdade.<\/li>\n<li>IX &#8211; de a\u00e7\u00f5es, servi\u00e7os e programas de orienta\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o social de fam\u00edlias e destinados ao pleno exerc\u00edcio do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar por crian\u00e7as e adolescentes.<\/li>\n<li>X &#8211; de programas de atendimento para a execu\u00e7\u00e3o das medidas socioeducativas e aplica\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>XI &#8211; de pol\u00edticas e programas integrados de atendimento \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente v\u00edtima ou testemunha de viol\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o As hip\u00f3teses previstas neste artigo n\u00e3o excluem da prote\u00e7\u00e3o judicial outros interesses individuais, difusos ou coletivos, pr\u00f3prios da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia, protegidos pela Constitui\u00e7\u00e3o e pela Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A investiga\u00e7\u00e3o do desaparecimento de crian\u00e7as ou adolescentes ser\u00e1 realizada imediatamente ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os competentes, que dever\u00e3o comunicar o fato aos portos, aeroportos, Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necess\u00e1rios \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do desaparecido.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba A notifica\u00e7\u00e3o a que se refere o \u00a7 2\u00ba deste artigo ser\u00e1 imediatamente comunicada ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e ao Cadastro Nacional de Crian\u00e7as e Adolescentes Desaparecidos, que dever\u00e3o ser prontamente atualizados a cada nova informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-209\">\n<p class=\"caput\">Artigo 209. As a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo ser\u00e3o propostas no foro do local onde ocorreu ou deva ocorrer a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-210\">\n<p class=\"caput\">Artigo 210. Para as a\u00e7\u00f5es c\u00edveis fundadas em interesses coletivos ou difusos, consideram-se legitimados concorrentemente:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico;<\/li>\n<li>II &#8211; a Uni\u00e3o, os estados, os munic\u00edpios, o Distrito Federal e os territ\u00f3rios;<\/li>\n<li>III &#8211; as associa\u00e7\u00f5es legalmente constitu\u00eddas h\u00e1 pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei, dispensada a autoriza\u00e7\u00e3o da assembl\u00e9ia, se houver pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Admitir-se-\u00e1 litiscons\u00f3rcio facultativo entre os Minist\u00e9rios P\u00fablicos da Uni\u00e3o e dos estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Em caso de desist\u00eancia ou abandono da a\u00e7\u00e3o por associa\u00e7\u00e3o legitimada, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ou outro legitimado poder\u00e1 assumir a titularidade ativa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-211\">\n<p class=\"caput\">Artigo 211. Os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos legitimados poder\u00e3o tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta \u00e0s exig\u00eancias legais, o qual ter\u00e1 efic\u00e1cia de t\u00edtulo executivo extrajudicial.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-212\">\n<p class=\"caput\">Artigo 212. Para defesa dos direitos e interesses protegidos por esta Lei, s\u00e3o admiss\u00edveis todas as esp\u00e9cies de a\u00e7\u00f5es pertinentes.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Aplicam-se \u00e0s a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo as normas do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade p\u00fablica ou agente de pessoa jur\u00eddica no exerc\u00edcio de atribui\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico, que lesem direito l\u00edquido e certo previsto nesta Lei, caber\u00e1 a\u00e7\u00e3o mandamental, que se reger\u00e1 pelas normas da lei do mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-213\">\n<p class=\"caput\">Artigo 213. Na a\u00e7\u00e3o que tenha por objeto o cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, o juiz conceder\u00e1 a tutela espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o ou determinar\u00e1 provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de inefic\u00e1cia do provimento final, \u00e9 l\u00edcito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou ap\u00f3s justifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, citando o r\u00e9u.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba O juiz poder\u00e1, na hip\u00f3tese do par\u00e1grafo anterior ou na senten\u00e7a, impor multa di\u00e1ria ao r\u00e9u, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compat\u00edvel com a obriga\u00e7\u00e3o, fixando prazo razo\u00e1vel para o cumprimento do preceito.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba A multa s\u00f3 ser\u00e1 exig\u00edvel do r\u00e9u ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a favor\u00e1vel ao autor, mas ser\u00e1 devida desde o dia em que se houver configurado o descumprimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-214\">\n<p class=\"caput\">Artigo 214. Os valores das multas reverter\u00e3o ao fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente do respectivo munic\u00edpio.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba As multas n\u00e3o recolhidas at\u00e9 trinta dias ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o ser\u00e3o exigidas atrav\u00e9s de execu\u00e7\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Enquanto o fundo n\u00e3o for regulamentado, o dinheiro ficar\u00e1 depositado em estabelecimento oficial de cr\u00e9dito, em conta com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-215\">\n<p class=\"caput\">Artigo 215. O juiz poder\u00e1 conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irrepar\u00e1vel \u00e0 parte.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-216\">\n<p class=\"caput\">Artigo 216. Transitada em julgado a senten\u00e7a que impuser condena\u00e7\u00e3o ao poder p\u00fablico, o juiz determinar\u00e1 a remessa de pe\u00e7as \u00e0 autoridade competente, para apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-217\">\n<p class=\"caput\">Artigo 217. Decorridos sessenta dias do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria sem que a associa\u00e7\u00e3o autora lhe promova a execu\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 faz\u00ea-lo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, facultada igual iniciativa aos demais legitimados.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-218\">\n<p class=\"caput\">Artigo 218. O juiz condenar\u00e1 a associa\u00e7\u00e3o autora a pagar ao r\u00e9u os honor\u00e1rios advocat\u00edcios arbitrados na conformidade do \u00a7 4\u00ba do Artigo 20 da Lei n.\u00ba 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (C\u00f3digo de Processo Civil) , quando reconhecer que a pretens\u00e3o \u00e9 manifestamente infundada.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Em caso de litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9, a associa\u00e7\u00e3o autora e os diretores respons\u00e1veis pela propositura da a\u00e7\u00e3o ser\u00e3o solidariamente condenados ao d\u00e9cuplo das custas, sem preju\u00edzo de responsabilidade por perdas e danos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-219\">\n<p class=\"caput\">Artigo 219. Nas a\u00e7\u00f5es de que trata este Cap\u00edtulo, n\u00e3o haver\u00e1 adiantamento de custas, emolumentos, honor\u00e1rios periciais e quaisquer outras despesas.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-220\">\n<p class=\"caput\">Artigo 220. Qualquer pessoa poder\u00e1 e o servidor p\u00fablico dever\u00e1 provocar a iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico, prestando-lhe informa\u00e7\u00f5es sobre fatos que constituam objeto de a\u00e7\u00e3o civil, e indicando-lhe os elementos de convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-221\">\n<p class=\"caput\">Artigo 221. Se, no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, os ju\u00edzos e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura de a\u00e7\u00e3o civil, remeter\u00e3o pe\u00e7as ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para as provid\u00eancias cab\u00edveis.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-222\">\n<p class=\"caput\">Artigo 222. Para instruir a peti\u00e7\u00e3o inicial, o interessado poder\u00e1 requerer \u00e0s autoridades competentes as certid\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es que julgar necess\u00e1rias, que ser\u00e3o fornecidas no prazo de quinze dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-223\">\n<p class=\"caput\">Artigo 223. O Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 instaurar, sob sua presid\u00eancia, inqu\u00e9rito civil, ou requisitar, de qualquer pessoa, organismo p\u00fablico ou particular, certid\u00f5es, informa\u00e7\u00f5es, exames ou per\u00edcias, no prazo que assinalar, o qual n\u00e3o poder\u00e1 ser inferior a dez dias \u00fateis.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Se o \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, esgotadas todas as dilig\u00eancias, se convencer da inexist\u00eancia de fundamento para a propositura da a\u00e7\u00e3o c\u00edvel, promover\u00e1 o arquivamento dos autos do inqu\u00e9rito civil ou das pe\u00e7as informativas, fazendo-o fundamentadamente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Os autos do inqu\u00e9rito civil ou as pe\u00e7as de informa\u00e7\u00e3o arquivados ser\u00e3o remetidos, sob pena de se incorrer em falta grave, no prazo de tr\u00eas dias, ao Conselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba At\u00e9 que seja homologada ou rejeitada a promo\u00e7\u00e3o de arquivamento, em sess\u00e3o do Conselho Superior do Minist\u00e9rio p\u00fablico, poder\u00e3o as associa\u00e7\u00f5es legitimadas apresentar raz\u00f5es escritas ou documentos, que ser\u00e3o juntados aos autos do inqu\u00e9rito ou anexados \u00e0s pe\u00e7as de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba A promo\u00e7\u00e3o de arquivamento ser\u00e1 submetida a exame e delibera\u00e7\u00e3o do Conselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico, conforme dispuser o seu regimento.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5\u00ba Deixando o Conselho Superior de homologar a promo\u00e7\u00e3o de arquivamento, designar\u00e1, desde logo, outro \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-224\">\n<p class=\"caput\">Artigo 224. Aplicam-se subsidiariamente, no que couber, as disposi\u00e7\u00f5es da Lei n.\u00ba 7.347, de 24 de julho de 1985 .<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-7-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO VII DOS CRIMES E DAS INFRA\u00c7\u00d5ES ADMINISTRATIVAS<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<section class=\"capitulo c-1-7-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO I DOS CRIMES<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<section class=\"secao s-1-1-7-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o I Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-225\">\n<p class=\"caput\">Artigo 225. Este Cap\u00edtulo disp\u00f5e sobre crimes praticados contra a crian\u00e7a e o adolescente, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, sem preju\u00edzo do disposto na legisla\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-226\">\n<p class=\"caput\">Artigo 226. Aplicam-se aos crimes definidos nesta Lei as normas da Parte Geral do C\u00f3digo Penal e, quanto ao processo, as pertinentes ao C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Aos crimes cometidos contra a crian\u00e7a e o adolescente, independentemente da pena prevista, n\u00e3o se aplica a Lei n\u00ba 9.099, de 26 de setembro de 1995.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a crian\u00e7a e o adolescente, \u00e9 vedada a aplica\u00e7\u00e3o de penas de cesta b\u00e1sica ou de outras de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, bem como a substitui\u00e7\u00e3o de pena que implique o pagamento isolado de multa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-227\">\n<p class=\"caput\">Artigo 227. Os crimes definidos nesta Lei s\u00e3o de a\u00e7\u00e3o p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-227\">\n<p class=\"caput\">Artigo 227-A Os efeitos da condena\u00e7\u00e3o prevista no inciso I do caput do Artigo 92 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), para os crimes previstos nesta Lei, praticados por servidores p\u00fablicos com abuso de autoridade, s\u00e3o condicionados \u00e0 ocorr\u00eancia de reincid\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A perda do cargo, do mandato ou da fun\u00e7\u00e3o, nesse caso, independer\u00e1 da pena aplicada na reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"secao s-2-1-7-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico4\">\n<h3>Se\u00e7\u00e3o II Dos Crimes em Esp\u00e9cie<\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudosecao\">\n<article class=\"artigo a-228\">\n<p class=\"caput\">Artigo 228. Deixar o encarregado de servi\u00e7o ou o dirigente de estabelecimento de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de gestante de manter registro das atividades desenvolvidas, na forma e prazo referidos no Artigo 10 desta Lei, bem como de fornecer \u00e0 parturiente ou a seu respons\u00e1vel, por ocasi\u00e3o da alta m\u00e9dica, declara\u00e7\u00e3o de nascimento, onde constem as intercorr\u00eancias do parto e do desenvolvimento do neonato:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o crime \u00e9 culposo:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de dois a seis meses, ou multa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-229\">\n<p class=\"caput\">Artigo 229. Deixar o m\u00e9dico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de gestante de identificar corretamente o neonato e a parturiente, por ocasi\u00e3o do parto, bem como deixar de proceder aos exames referidos no Artigo 10 desta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o crime \u00e9 culposo:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de dois a seis meses, ou multa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-230\">\n<p class=\"caput\">Artigo 230. Privar a crian\u00e7a ou o adolescente de sua liberdade, procedendo \u00e0 sua apreens\u00e3o sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judici\u00e1ria competente:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incide na mesma pena aquele que procede \u00e0 apreens\u00e3o sem observ\u00e2ncia das formalidades legais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-231\">\n<p class=\"caput\">Artigo 231. Deixar a autoridade policial respons\u00e1vel pela apreens\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente de fazer imediata comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judici\u00e1ria competente e \u00e0 fam\u00edlia do apreendido ou \u00e0 pessoa por ele indicada:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-232\">\n<p class=\"caput\">Artigo 232. Submeter crian\u00e7a ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigil\u00e2ncia a vexame ou a constrangimento:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-234\">\n<p class=\"caput\">Artigo 234. Deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata libera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente, t\u00e3o logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreens\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-235\">\n<p class=\"caput\">Artigo 235. Descumprir, injustificadamente, prazo fixado nesta Lei em benef\u00edcio de adolescente privado de liberdade:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-236\">\n<p class=\"caput\">Artigo 236. Impedir ou embara\u00e7ar a a\u00e7\u00e3o de autoridade judici\u00e1ria, membro do Conselho Tutelar ou representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o prevista nesta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-237\">\n<p class=\"caput\">Artigo 237. Subtrair crian\u00e7a ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de coloca\u00e7\u00e3o em lar substituto:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o de dois a seis anos, e multa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-238\">\n<p class=\"caput\">Artigo 238. Prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o de um a quatro anos, e multa.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incide nas mesmas penas quem oferece ou efetiva a paga ou recompensa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-239\">\n<p class=\"caput\">Artigo 239. Promover ou auxiliar a efetiva\u00e7\u00e3o de ato destinado ao envio de crian\u00e7a ou adolescente para o exterior com inobserv\u00e2ncia das formalidades legais ou com o fito de obter lucro:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o de quatro a seis anos, e multa.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se h\u00e1 emprego de viol\u00eancia, grave amea\u00e7a ou fraude:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 6 (seis) a 8 (oito) anos, al\u00e9m da pena correspondente \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-240\">\n<p class=\"caput\">Artigo 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica, envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Incorre nas mesmas penas quem:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; agencia, facilita, recruta, coage ou de qualquer modo intermedeia a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena;<\/li>\n<li>II &#8211; exibe, transmite, auxilia ou facilita a exibi\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o, em tempo real, pela internet, por aplicativos, por meio de dispositivo inform\u00e1tico ou qualquer meio ou ambiente digital, de cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica com a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Aumenta-se a pena de 1\/3 (um ter\u00e7o) se o agente comete o crime:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241. Vender ou expor \u00e0 venda fotografia, v\u00eddeo ou outro registro que contenha cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de inform\u00e1tica ou telem\u00e1tico, fotografia, v\u00eddeo ou outro registro que contenha cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Nas mesmas penas incorre quem:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o As condutas tipificadas nos incisos I e II do \u00a7 1 o deste artigo s\u00e3o pun\u00edveis quando o respons\u00e1vel legal pela presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, oficialmente notificado, deixa de desabilitar o acesso ao conte\u00fado il\u00edcito de que trata o caput deste artigo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, v\u00eddeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A pena \u00e9 diminu\u00edda de 1 (um) a 2\/3 (dois ter\u00e7os) se de pequena quantidade o material a que se refere o caput deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o N\u00e3o h\u00e1 crime se a posse ou o armazenamento tem a finalidade de comunicar \u00e0s autoridades competentes a ocorr\u00eancia das condutas descritas nos arts. 240, 241, 241-A e 241-C desta Lei, quando a comunica\u00e7\u00e3o for feita por:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o As pessoas referidas no \u00a7 2 o deste artigo dever\u00e3o manter sob sigilo o material il\u00edcito referido.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241-C. Simular a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente em cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica por meio de adultera\u00e7\u00e3o, montagem ou modifica\u00e7\u00e3o de fotografia, v\u00eddeo ou qualquer outra forma de representa\u00e7\u00e3o visual:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incorre nas mesmas penas quem vende, exp\u00f5e \u00e0 venda, disponibiliza, distribui, publica ou divulga por qualquer meio, adquire, possui ou armazena o material produzido na forma do caput deste artigo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunica\u00e7\u00e3o, crian\u00e7a, com o fim de com ela praticar ato libidinoso:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas mesmas penas incorre quem:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-241\">\n<p class=\"caput\">Artigo 241-E. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a express\u00e3o \u201ccena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica\u201d compreende qualquer situa\u00e7\u00e3o que envolva crian\u00e7a ou adolescente em atividades sexuais expl\u00edcitas, reais ou simuladas, ou exibi\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os genitais de uma crian\u00e7a ou adolescente para fins primordialmente sexuais.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-242\">\n<p class=\"caput\">Artigo 242. Vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a crian\u00e7a ou adolescente arma, muni\u00e7\u00e3o ou explosivo:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) a 6 (seis) anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-243\">\n<p class=\"caput\">Artigo 243. Vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a crian\u00e7a ou a adolescente, bebida alco\u00f3lica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar depend\u00eancia f\u00edsica ou ps\u00edquica:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato n\u00e3o constitui crime mais grave.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-244\">\n<p class=\"caput\">Artigo 244. Vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a crian\u00e7a ou adolescente fogos de estampido ou de artif\u00edcio, exceto aqueles que, pelo seu reduzido potencial, sejam incapazes de provocar qualquer dano f\u00edsico em caso de utiliza\u00e7\u00e3o indevida:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o de seis meses a dois anos, e multa.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-244\">\n<p class=\"caput\">Artigo 244-A. Submeter crian\u00e7a ou adolescente, como tais definidos no caput do Artigo 2 o desta Lei, \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o ou \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Incorrem nas mesmas penas o propriet\u00e1rio, o gerente ou o respons\u00e1vel pelo local em que se verifique a submiss\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente \u00e0s pr\u00e1ticas referidas no caput deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Constitui efeito obrigat\u00f3rio da condena\u00e7\u00e3o a cassa\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de localiza\u00e7\u00e3o e de funcionamento do estabelecimento.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-244\">\n<p class=\"caput\">Artigo 244-B. Corromper ou facilitar a corrup\u00e7\u00e3o de menor de 18 (dezoito) anos, com ele praticando infra\u00e7\u00e3o penal ou induzindo-o a pratic\u00e1-la:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o Incorre nas penas previstas no caput deste artigo quem pratica as condutas ali tipificadas utilizando-se de quaisquer meios eletr\u00f4nicos, inclusive salas de bate-papo da internet.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o As penas previstas no caput deste artigo s\u00e3o aumentadas de um ter\u00e7o no caso de a infra\u00e7\u00e3o cometida ou induzida estar inclu\u00edda no rol do Artigo 1 o da Lei n o 8.072, de 25 de julho de 1990 .<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-244\">\n<p class=\"caput\">Artigo 244-C. Deixar o pai, a m\u00e3e ou o respons\u00e1vel legal, de forma dolosa, de comunicar \u00e0 autoridade p\u00fablica o desaparecimento de crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"capitulo c-2-7-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico3\">\n<h2>CAP\u00cdTULO II DAS INFRA\u00c7\u00d5ES ADMINISTRATIVAS<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudocapitulo\">\n<article class=\"artigo a-245\">\n<p class=\"caput\">Artigo 245. Deixar o m\u00e9dico, professor ou respons\u00e1vel por estabelecimento de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e de ensino fundamental, pr\u00e9-escola ou creche, de comunicar \u00e0 autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o de maus-tratos contra crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-246\">\n<p class=\"caput\">Artigo 246. Impedir o respons\u00e1vel ou funcion\u00e1rio de entidade de atendimento o exerc\u00edcio dos direitos constantes nos incisos II, III, VII, VIII e XI do Artigo 124 desta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-247\">\n<p class=\"caput\">Artigo 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem autoriza\u00e7\u00e3o devida, por qualquer meio de comunica\u00e7\u00e3o, nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a crian\u00e7a ou adolescente a que se atribua ato infracional:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1\u00ba Incorre na mesma pena quem exibe ou transmite imagem, v\u00eddeo ou corrente de v\u00eddeo de crian\u00e7a ou adolescente envolvido em ato infracional ou em outro ato il\u00edcito que lhe seja atribu\u00eddo, de forma a permitir sua identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba Se o fato for praticado por \u00f3rg\u00e3o de imprensa ou emissora de r\u00e1dio ou televis\u00e3o, al\u00e9m da pena prevista neste artigo, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar a apreens\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-249\">\n<p class=\"caput\">Artigo 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao poder familiar ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim determina\u00e7\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria ou Conselho Tutelar:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-250\">\n<p class=\"caput\">Artigo 250. Hospedar crian\u00e7a ou adolescente desacompanhado dos pais ou respons\u00e1vel, ou sem autoriza\u00e7\u00e3o escrita desses ou da autoridade judici\u00e1ria, em hotel, pens\u00e3o, motel ou cong\u00eanere:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 \u00ba Em caso de reincid\u00eancia, sem preju\u00edzo da pena de multa, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar o fechamento do estabelecimento por at\u00e9 15 (quinze) dias.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 \u00ba Se comprovada a reincid\u00eancia em per\u00edodo inferior a 30 (trinta) dias, o estabelecimento ser\u00e1 definitivamente fechado e ter\u00e1 sua licen\u00e7a cassada.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-251\">\n<p class=\"caput\">Artigo 251. Transportar crian\u00e7a ou adolescente, por qualquer meio, com inobserv\u00e2ncia do disposto nos arts. 83, 84 e 85 desta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-252\">\n<p class=\"caput\">Artigo 252. Deixar o respons\u00e1vel por divers\u00e3o ou espet\u00e1culo p\u00fablico de afixar, em lugar vis\u00edvel e de f\u00e1cil acesso, \u00e0 entrada do local de exibi\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o destacada sobre a natureza da divers\u00e3o ou espet\u00e1culo e a faixa et\u00e1ria especificada no certificado de classifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-253\">\n<p class=\"caput\">Artigo 253. Anunciar pe\u00e7as teatrais, filmes ou quaisquer representa\u00e7\u00f5es ou espet\u00e1culos, sem indicar os limites de idade a que n\u00e3o se recomendem:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, duplicada em caso de reincid\u00eancia, aplic\u00e1vel, separadamente, \u00e0 casa de espet\u00e1culo e aos \u00f3rg\u00e3os de divulga\u00e7\u00e3o ou publicidade.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-254\">\n<p class=\"caput\">Artigo 254. Transmitir, atrav\u00e9s de r\u00e1dio ou televis\u00e3o, espet\u00e1culo ou sem aviso de sua classifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de vinte a cem sal\u00e1rios de refer\u00eancia; duplicada em caso de reincid\u00eancia a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar a suspens\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o da emissora por at\u00e9 dois dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-255\">\n<p class=\"caput\">Artigo 255. Exibir filme, trailer, pe\u00e7a, amostra ou cong\u00eanere classificado pelo \u00f3rg\u00e3o competente como inadequado \u00e0s crian\u00e7as ou adolescentes admitidos ao espet\u00e1culo:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de vinte a cem sal\u00e1rios de refer\u00eancia; na reincid\u00eancia, a autoridade poder\u00e1 determinar a suspens\u00e3o do espet\u00e1culo ou o fechamento do estabelecimento por at\u00e9 quinze dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-256\">\n<p class=\"caput\">Artigo 256. Vender ou locar a crian\u00e7a ou adolescente fita de programa\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo, em desacordo com a classifica\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pelo \u00f3rg\u00e3o competente:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia; em caso de reincid\u00eancia, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar o fechamento do estabelecimento por at\u00e9 quinze dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-257\">\n<p class=\"caput\">Artigo 257. Descumprir obriga\u00e7\u00e3o constante dos arts. 78 e 79 desta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, duplicando-se a pena em caso de reincid\u00eancia, sem preju\u00edzo de apreens\u00e3o da revista ou publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-258\">\n<p class=\"caput\">Artigo 258. Deixar o respons\u00e1vel pelo estabelecimento ou o empres\u00e1rio de observar o que disp\u00f5e esta Lei sobre o acesso de crian\u00e7a ou adolescente aos locais de divers\u00e3o, ou sobre sua participa\u00e7\u00e3o no espet\u00e1culo:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia; em caso de reincid\u00eancia, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar o fechamento do estabelecimento por at\u00e9 quinze dias.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-258\">\n<p class=\"caput\">Artigo 258-A. Deixar a autoridade competente de providenciar a instala\u00e7\u00e3o e operacionaliza\u00e7\u00e3o dos cadastros previstos no Artigo 50 e no \u00a7 11 do Artigo 101 desta Lei:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais).<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incorre nas mesmas penas a autoridade que deixa de efetuar o cadastramento de crian\u00e7as e de adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de serem adotadas, de pessoas ou casais habilitados \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e de crian\u00e7as e adolescentes em regime de acolhimento institucional ou familiar.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-258\">\n<p class=\"caput\">Artigo 258-B. Deixar o m\u00e9dico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de gestante de efetuar imediato encaminhamento \u00e0 autoridade judici\u00e1ria de caso de que tenha conhecimento de m\u00e3e ou gestante interessada em entregar seu filho para ado\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais).<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Incorre na mesma pena o funcion\u00e1rio de programa oficial ou comunit\u00e1rio destinado \u00e0 garantia do direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar que deixa de efetuar a comunica\u00e7\u00e3o referida no caput deste artigo.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-258\">\n<p class=\"caput\">Artigo 258-C. Descumprir a proibi\u00e7\u00e3o estabelecida no inciso II do Artigo 81:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; multa de R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais) a R$ 10.000,00 (dez mil reais);<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"titulo t-8-PARTEESPECIAL\">\n<header class=\"topico2\">\n<h1>T\u00cdTULO VIII DISPOSI\u00c7\u00d5ES FINAIS E TRANSIT\u00d3RIAS<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"conteudo conteudotitulo\">\n<article class=\"artigo a-259\">\n<p class=\"caput\">Artigo 259. A Uni\u00e3o, no prazo de noventa dias contados da publica\u00e7\u00e3o deste Estatuto, elaborar\u00e1 projeto de lei dispondo sobre a cria\u00e7\u00e3o ou adapta\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os \u00e0s diretrizes da pol\u00edtica de atendimento fixadas no Artigo 88 e ao que estabelece o T\u00edtulo V do Livro II.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Compete aos estados e munic\u00edpios promoverem a adapta\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os e programas \u00e0s diretrizes e princ\u00edpios estabelecidos nesta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260. Os contribuintes poder\u00e3o efetuar doa\u00e7\u00f5es aos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, distrital, estaduais ou municipais, devidamente comprovadas, sendo essas integralmente deduzidas do imposto de renda, obedecidos os seguintes limites:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; 1% (um por cento) do imposto sobre a renda devido apurado pelas pessoas jur\u00eddicas tributadas com base no lucro real; e<\/li>\n<li>II &#8211; 6% (seis por cento) do imposto sobre a renda apurado pelas pessoas f\u00edsicas na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual, observado o disposto no Artigo 22 da Lei n o 9.532, de 10 de dezembro de 1997 .<\/li>\n<li>I &#8211; a chancela dever\u00e1 ser entendida como a autoriza\u00e7\u00e3o para capta\u00e7\u00e3o de recursos por meio dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente com a finalidade de viabilizar a execu\u00e7\u00e3o dos projetos aprovados pelos conselhos;<\/li>\n<li>II &#8211; os projetos dever\u00e3o garantir os direitos fundamentais e humanos das crian\u00e7as e dos adolescentes;<\/li>\n<li>III &#8211; a capta\u00e7\u00e3o de recursos por meio do Fundo dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente dever\u00e1 ser realizada pela institui\u00e7\u00e3o proponente para o financiamento do respectivo projeto;<\/li>\n<li>IV &#8211; os recursos captados ser\u00e3o repassados para a institui\u00e7\u00e3o proponente mediante formaliza\u00e7\u00e3o de instrumento de repasse de recursos, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente;<\/li>\n<li>V &#8211; os conselhos dever\u00e3o fixar percentual de reten\u00e7\u00e3o dos recursos captados, em cada chancela, que ser\u00e3o destinados ao Fundo dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente;<\/li>\n<li>VI &#8211; o tempo de dura\u00e7\u00e3o entre a aprova\u00e7\u00e3o do projeto e a capta\u00e7\u00e3o dos recursos dever\u00e1 ser de 2 (dois) anos e poder\u00e1 ser prorrogado por igual per\u00edodo;<\/li>\n<li>VII &#8211; a chancela do projeto n\u00e3o dever\u00e1 obrigar seu financiamento pelo Fundo dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, caso n\u00e3o tenha sido captado valor suficiente.<\/li>\n<li>I &#8211; ser\u00e1 considerada isoladamente, n\u00e3o se submetendo a limite em conjunto com outras dedu\u00e7\u00f5es do imposto; e<\/li>\n<li>II &#8211; n\u00e3o poder\u00e1 ser computada como despesa operacional na apura\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o -A. Na defini\u00e7\u00e3o das prioridades a serem atendidas com os recursos captados pelos fundos nacional, estaduais e municipais dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente, ser\u00e3o consideradas as disposi\u00e7\u00f5es do Plano Nacional de Promo\u00e7\u00e3o, Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Direito de Crian\u00e7as e Adolescentes \u00e0 Conviv\u00eancia Familiar e Comunit\u00e1ria e as do Plano Nacional pela Primeira Inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o Os conselhos nacional, estaduais e municipais dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente fixar\u00e3o crit\u00e9rios de utiliza\u00e7\u00e3o, por meio de planos de aplica\u00e7\u00e3o, das dota\u00e7\u00f5es subsidiadas e demais receitas, aplicando necessariamente percentual para incentivo ao acolhimento, sob a forma de guarda, de crian\u00e7as e adolescentes e para programas de aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 primeira inf\u00e2ncia em \u00e1reas de maior car\u00eancia socioecon\u00f4mica e em situa\u00e7\u00f5es de calamidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba-A. O contribuinte poder\u00e1 indicar o projeto que receber\u00e1 a destina\u00e7\u00e3o de recursos, entre os projetos aprovados por conselho dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2\u00ba-B. \u00c9 facultado aos conselhos chancelar projetos ou banco de projetos, por meio de regulamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, observadas as seguintes regras:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba O Departamento da Receita Federal, do Minist\u00e9rio da Economia, Fazenda e Planejamento, regulamentar\u00e1 a comprova\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es feitas aos fundos, nos termos deste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba O Minist\u00e9rio P\u00fablico determinar\u00e1 em cada comarca a forma de fiscaliza\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o, pelo Fundo Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, dos incentivos fiscais referidos neste artigo.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o Observado o disposto no \u00a7 4 o do Artigo 3 o da Lei n o 9.249, de 26 de dezembro de 1995 , a dedu\u00e7\u00e3o de que trata o inciso I do caput :<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-A. A partir do exerc\u00edcio de 2010, ano-calend\u00e1rio de 2009, a pessoa f\u00edsica poder\u00e1 optar pela doa\u00e7\u00e3o de que trata o inciso II do caput do Artigo 260 diretamente em sua Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o A doa\u00e7\u00e3o de que trata o caput poder\u00e1 ser deduzida at\u00e9 os seguintes percentuais aplicados sobre o imposto apurado na declara\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; (VETADO);<\/li>\n<li>II &#8211; (VETADO);<\/li>\n<li>III &#8211; 3% (tr\u00eas por cento) a partir do exerc\u00edcio de 2012.<\/li>\n<li>I &#8211; est\u00e1 sujeita ao limite de 6% (seis por cento) do imposto sobre a renda apurado na declara\u00e7\u00e3o de que trata o inciso II do caput do Artigo 260;<\/li>\n<li>II &#8211; n\u00e3o se aplica \u00e0 pessoa f\u00edsica que:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) utilizar o desconto simplificado;<\/li>\n<li>b) apresentar declara\u00e7\u00e3o em formul\u00e1rio; ou<\/li>\n<li>c) entregar a declara\u00e7\u00e3o fora do prazo;<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>III &#8211; s\u00f3 se aplica \u00e0s doa\u00e7\u00f5es em esp\u00e9cie; e<\/li>\n<li>IV &#8211; n\u00e3o exclui ou reduz outros benef\u00edcios ou dedu\u00e7\u00f5es em vigor.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o A dedu\u00e7\u00e3o de que trata o caput :<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3 o O pagamento da doa\u00e7\u00e3o deve ser efetuado at\u00e9 a data de vencimento da primeira quota ou quota \u00fanica do imposto, observadas instru\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da Secretaria da Receita Federal do Brasil.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4 o O n\u00e3o pagamento da doa\u00e7\u00e3o no prazo estabelecido no \u00a7 3 o implica a glosa definitiva desta parcela de dedu\u00e7\u00e3o, ficando a pessoa f\u00edsica obrigada ao recolhimento da diferen\u00e7a de imposto devido apurado na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual com os acr\u00e9scimos legais previstos na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 5 o A pessoa f\u00edsica poder\u00e1 deduzir do imposto apurado na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual as doa\u00e7\u00f5es feitas, no respectivo ano-calend\u00e1rio, aos fundos controlados pelos Conselhos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente municipais, distrital, estaduais e nacional concomitantemente com a op\u00e7\u00e3o de que trata o caput , respeitado o limite previsto no inciso II do Artigo 260.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-B. A doa\u00e7\u00e3o de que trata o inciso I do Artigo 260 poder\u00e1 ser deduzida:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; do imposto devido no trimestre, para as pessoas jur\u00eddicas que apuram o imposto trimestralmente; e<\/li>\n<li>II &#8211; do imposto devido mensalmente e no ajuste anual, para as pessoas jur\u00eddicas que apuram o imposto anualmente.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A doa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser efetuada dentro do per\u00edodo a que se refere a apura\u00e7\u00e3o do imposto.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-C. As doa\u00e7\u00f5es de que trata o Artigo 260 desta Lei podem ser efetuadas em esp\u00e9cie ou em bens.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. As doa\u00e7\u00f5es efetuadas em esp\u00e9cie devem ser depositadas em conta espec\u00edfica, em institui\u00e7\u00e3o financeira p\u00fablica, vinculadas aos respectivos fundos de que trata o Artigo 260.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-D. Os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela administra\u00e7\u00e3o das contas dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, estaduais, distrital e municipais devem emitir recibo em favor do doador, assinado por pessoa competente e pelo presidente do Conselho correspondente, especificando:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; n\u00famero de ordem;<\/li>\n<li>II &#8211; nome, Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ) e endere\u00e7o do emitente;<\/li>\n<li>III &#8211; nome, CNPJ ou Cadastro de Pessoas F\u00edsicas (CPF) do doador;<\/li>\n<li>IV &#8211; data da doa\u00e7\u00e3o e valor efetivamente recebido; e<\/li>\n<li>V &#8211; ano-calend\u00e1rio a que se refere a doa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 1 o O comprovante de que trata o caput deste artigo pode ser emitido anualmente, desde que discrimine os valores doados m\u00eas a m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 2 o No caso de doa\u00e7\u00e3o em bens, o comprovante deve conter a identifica\u00e7\u00e3o dos bens, mediante descri\u00e7\u00e3o em campo pr\u00f3prio ou em rela\u00e7\u00e3o anexa ao comprovante, informando tamb\u00e9m se houve avalia\u00e7\u00e3o, o nome, CPF ou CNPJ e endere\u00e7o dos avaliadores.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-E. Na hip\u00f3tese da doa\u00e7\u00e3o em bens, o doador dever\u00e1:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; comprovar a propriedade dos bens, mediante documenta\u00e7\u00e3o h\u00e1bil;<\/li>\n<li>II &#8211; baixar os bens doados na declara\u00e7\u00e3o de bens e direitos, quando se tratar de pessoa f\u00edsica, e na escritura\u00e7\u00e3o, no caso de pessoa jur\u00eddica; e<\/li>\n<li>III &#8211; considerar como valor dos bens doados:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) para as pessoas f\u00edsicas, o valor constante da \u00faltima declara\u00e7\u00e3o do imposto de renda, desde que n\u00e3o exceda o valor de mercado;<\/li>\n<li>b) para as pessoas jur\u00eddicas, o valor cont\u00e1bil dos bens.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O pre\u00e7o obtido em caso de leil\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 considerado na determina\u00e7\u00e3o do valor dos bens doados, exceto se o leil\u00e3o for determinado por autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-F. Os documentos a que se referem os arts. 260-D e 260-E devem ser mantidos pelo contribuinte por um prazo de 5 (cinco) anos para fins de comprova\u00e7\u00e3o da dedu\u00e7\u00e3o perante a Receita Federal do Brasil.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-G. Os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela administra\u00e7\u00e3o das contas dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, estaduais, distrital e municipais devem:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; manter conta banc\u00e1ria espec\u00edfica destinada exclusivamente a gerir os recursos do Fundo;<\/li>\n<li>II &#8211; manter controle das doa\u00e7\u00f5es recebidas; e<\/li>\n<li>III &#8211; informar anualmente \u00e0 Secretaria da Receita Federal do Brasil as doa\u00e7\u00f5es recebidas m\u00eas a m\u00eas, identificando os seguintes dados por doador:\n<ul class=\"alineas\">\n<li>a) nome, CNPJ ou CPF;<\/li>\n<li>b) valor doado, especificando se a doa\u00e7\u00e3o foi em esp\u00e9cie ou em bens.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-H. Em caso de descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es previstas no Artigo 260-G, a Secretaria da Receita Federal do Brasil dar\u00e1 conhecimento do fato ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-I. Os Conselhos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, estaduais, distrital e municipais divulgar\u00e3o amplamente \u00e0 comunidade:<\/p>\n<ul class=\"incisos\">\n<li>I &#8211; o calend\u00e1rio de suas reuni\u00f5es;<\/li>\n<li>II &#8211; as a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias para aplica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de atendimento \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente;<\/li>\n<li>III &#8211; os requisitos para a apresenta\u00e7\u00e3o de projetos a serem beneficiados com recursos dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, estaduais, distrital ou municipais;<\/li>\n<li>IV &#8211; a rela\u00e7\u00e3o dos projetos aprovados em cada ano-calend\u00e1rio e o valor dos recursos previstos para implementa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, por projeto;<\/li>\n<li>V &#8211; o total dos recursos recebidos e a respectiva destina\u00e7\u00e3o, por projeto atendido, inclusive com cadastramento na base de dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre a Inf\u00e2ncia e a Adolesc\u00eancia; e<\/li>\n<li>VI &#8211; a avalia\u00e7\u00e3o dos resultados dos projetos beneficiados com recursos dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, estaduais, distrital e municipais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-J. O Minist\u00e9rio P\u00fablico determinar\u00e1, em cada Comarca, a forma de fiscaliza\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais referidos no Artigo 260 desta Lei.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O descumprimento do disposto nos arts. 260-G e 260-I sujeitar\u00e1 os infratores a responder por a\u00e7\u00e3o judicial proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, que poder\u00e1 atuar de of\u00edcio, a requerimento ou representa\u00e7\u00e3o de qualquer cidad\u00e3o.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-K. A Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SDH\/PR) encaminhar\u00e1 \u00e0 Secretaria da Receita Federal do Brasil, at\u00e9 31 de outubro de cada ano, arquivo eletr\u00f4nico contendo a rela\u00e7\u00e3o atualizada dos Fundos dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente nacional, distrital, estaduais e municipais, com a indica\u00e7\u00e3o dos respectivos n\u00fameros de inscri\u00e7\u00e3o no CNPJ e das contas banc\u00e1rias espec\u00edficas mantidas em institui\u00e7\u00f5es financeiras p\u00fablicas, destinadas exclusivamente a gerir os recursos dos Fundos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-260\">\n<p class=\"caput\">Artigo 260-L. A Secretaria da Receita Federal do Brasil expedir\u00e1 as instru\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do disposto nos arts. 260 a 260-K.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-261\">\n<p class=\"caput\">Artigo 261. A falta dos conselhos municipais dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente, os registros, inscri\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es a que se referem os arts. 90, par\u00e1grafo \u00fanico, e 91 desta Lei ser\u00e3o efetuados perante a autoridade judici\u00e1ria da comarca a que pertencer a entidade.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A Uni\u00e3o fica autorizada a repassar aos estados e munic\u00edpios, e os estados aos munic\u00edpios, os recursos referentes aos programas e atividades previstos nesta Lei, t\u00e3o logo estejam criados os conselhos dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente nos seus respectivos n\u00edveis.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-262\">\n<p class=\"caput\">Artigo 262. Enquanto n\u00e3o instalados os Conselhos Tutelares, as atribui\u00e7\u00f5es a eles conferidas ser\u00e3o exercidas pela autoridade judici\u00e1ria.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-263\">\n<p class=\"caput\">Artigo 263. O Decreto-Lei n.\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 4\u00ba No homic\u00eddio culposo, a pena \u00e9 aumentada de um ter\u00e7o, se o crime resulta de inobserv\u00e2ncia de regra t\u00e9cnica de profiss\u00e3o, arte ou of\u00edcio, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro \u00e0 v\u00edtima, n\u00e3o procura diminuir as conseq\u00fc\u00eancias do seu ato, ou foge para evitar pris\u00e3o em flagrante. Sendo doloso o homic\u00eddio, a pena \u00e9 aumentada de um ter\u00e7o, se o crime \u00e9 praticado contra pessoa menor de catorze anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 7\u00ba Aumenta-se a pena de um ter\u00e7o, se ocorrer qualquer das hip\u00f3teses do Artigo 121, \u00a7 4\u00ba.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 8\u00ba Aplica-se \u00e0 les\u00e3o culposa o disposto no \u00a7 5\u00ba do Artigo 121.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">\u00a7 3\u00ba Aumenta-se a pena de um ter\u00e7o, se o crime \u00e9 praticado contra pessoa menor de catorze anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se a ofendida \u00e9 menor de catorze anos:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o de quatro a dez anos.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o ofendido \u00e9 menor de catorze anos:<\/p>\n<p class=\"pena\">Pena &#8211; reclus\u00e3o de tr\u00eas a nove anos.\u00bb<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-264\">\n<p class=\"caput\">Artigo 264. O Artigo 102 da Lei n.\u00ba 6.015, de 31 de dezembro de 1973 , fica acrescido do seguinte item:<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-265\">\n<p class=\"caput\">Artigo 265. A Imprensa Nacional e demais gr\u00e1ficas da Uni\u00e3o, da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, inclusive funda\u00e7\u00f5es institu\u00eddas e mantidas pelo poder p\u00fablico federal promover\u00e3o edi\u00e7\u00e3o popular do texto integral deste Estatuto, que ser\u00e1 posto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das escolas e das entidades de atendimento e de defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-265\">\n<p class=\"caput\">Artigo 265-A. O poder p\u00fablico far\u00e1 periodicamente ampla divulga\u00e7\u00e3o dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. A divulga\u00e7\u00e3o a que se refere o caput ser\u00e1 veiculada em linguagem clara, compreens\u00edvel e adequada a crian\u00e7as e adolescentes, especialmente \u00e0s crian\u00e7as com idade inferior a 6 (seis) anos.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-266\">\n<p class=\"caput\">Artigo 266. Esta Lei entra em vigor noventa dias ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"paragrafo\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Durante o per\u00edodo de vac\u00e2ncia dever\u00e3o ser promovidas atividades e campanhas de divulga\u00e7\u00e3o e esclarecimentos acerca do disposto nesta Lei.<\/p>\n<\/article>\n<article class=\"artigo a-267\">\n<p class=\"caput\">Artigo 267. Revogam-se as Leis n.\u00ba 4.513, de 1964 , e 6.697, de 10 de outubro de 1979 (C\u00f3digo de Menores), e as demais disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<footer id=\"footerlei\">\n<h2 style=\"font-weight: lighter;\">Bras\u00edlia, 13 de julho de 1990; 169\u00ba da Independ\u00eancia e 102\u00ba da Rep\u00fablica.<\/h2>\n<h2>FERNANDO COLLOR<\/h2>\n<h3 style=\"font-style: italic;\">Bernardo Cabral<\/h3>\n<h3 style=\"font-style: italic;\">Carlos Chiarelli<\/h3>\n<h3 style=\"font-style: italic;\">Ant\u00f4nio Magri<\/h3>\n<h3 style=\"font-style: italic;\">Margarida Proc\u00f3pio<\/h3>\n<\/footer>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PARTE GERAL T\u00cdTULO I DAS DISPOSI\u00c7\u00d5ES PRELIMINARES Artigo 1\u00ba Esta Lei disp\u00f5e sobre a prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente. Artigo 2\u00ba Considera-se crian\u00e7a, para os efeitos desta Lei, a pessoa at\u00e9 doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Par\u00e1grafo \u00fanico. 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